Grande Otelo

Grande Otelo
Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.

Apoio de várias celebridades

Apoio de várias celebridades
Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

A vacinação do seu pet está em dia? Vaciná-los previne doenças fatais.

A posse responsável inclui diversos cuidados por parte dos tutores, entre eles, a vacinação para cães. Afinal, é ela que vai garantir não só a imunização do pet, como também o contágio de humanos, afinal, algumas dessas doenças são transmissíveis para nós. Levar o pet para uma primeira consulta com o veterinário e seguir à risca o calendário de vacinação estabelecido por ele é essencial para que ele fique sempre protegido.
Vacina polivalente: a primeira proteção do pet Quem é ou já foi tutor de cachorro, com certeza já ouviu falar em termos como V8 ou V10. Também conhecidas como vacinas múltiplas, elas correspondem à primeira proteção administrada aos nossos filhos de quatro patas. Diferentemente de outras vacinas, como a antirrábica, a vacinação para cães com a polivalente é feita em 3 doses, sendo a primeira quando o pet tem entre 6 a 8 semanas de vida, a segunda após um intervalo de duas a quatro semanas da primeira dose, e a terceira quando o pet tiver alcançado 16 semanas. Doenças que a vacina previne É interessante destacar que o pet só fica realmente protegido depois que recebe a última dose da vacina polivalente. Por isso, não é recomendado passear com ele ou colocá-lo em contato com outros cães antes dessa fase. Confira as doenças evitadas com a V10: Cinomose: infecção viral muito contagiosa e altamente letal, acomete o sistema nervoso central, causando paralisia, convulsões e diversas sequelas no cachorro; Hepatite infecciosa canina: transmitida por meio do contato com fluidos do animal infectado, afeta o fígado canino, podendo levar à morte; Parvovirose: altamente contagiosa, ela causa diarreias que podem levar a quadros graves de desidratação, sendo especialmente perigosa para filhotes; Coronavirose: também conhecida como gastroenterite contagiosa dos cães, causa diarreias que colocam o pet em risco. Adenovirose: transmitida por vírus, é responsável por causar doenças respiratórias com evolução para pneumonias; Parainfluenza canina: assim como a adenovirose, pode levar à problemas respiratórios com consequências graves, Leptospirose: os principais sintomas são vômito, diarréia, hemorragias e dificuldade de respirar. Ao todo, a vacina polivalente protege o pet contra 2 (V8) ou 4 (V10) tipos de leptospira. Reforce a vacinação para cães! Terminado o primeiro ciclo de vacinas para cães, com a vacina múltipla, um reforço deverá ser feito anualmente, de acordo com o calendário de vacinação, para deixar o seu melhor amigo sempre protegido. Vacina antirrábica: proteção para o pet e para nós Fatal em quase 100% dos casos, a raiva é uma doença que afeta boa parte dos mamíferos, incluindo os humanos. Após o surgimento dos primeiros sintomas, como agressividade, alucinações, espasmos, entre outros, a evolução da raiva é muito rápida. Em geral, o animal infectado morre em sete dias. Graças à conscientização sobre a importância da vacinação para cães — e também às campanhas que promovem vacina para cachorro gratuita — hoje em dia, a raiva em humanos foi praticamente erradicada no Brasil. É fundamental administrar a vacina antirrábica nos pets, para garantir que ela continue sendo rara. Normalmente, a primeira dose é administrada após a 12ª semana de vida do pet, e é necessário vacinar o cachorro todo ano para garantir sua eficácia. Outras vacinas recomendadas Tanto a vacina polivalente quanto a antirrábica são consideradas essenciais. No entanto, existem casos em que o veterinário pode recomendar, também, outras vacinas. Conheça algumas delas: Gripe canina: altamente contagiosa, a doença ocorre com maior frequência no inverno, e a vacina é indicada para cães que convivem com muitos outros cachorros em creches, hotéis, etc; Giárdia: transmissível para humanos, provoca dores abdominais, diarreias e pode levar à desidratação. Não é obrigatória, mas é recomendada para assegurar o bem-estar do pet, Leishmaniose: uma doença parasitária, ela ataca o sistema imunológico do animal e do humano. Transmitida por um flebotomínio, mosquito especifico para esta doença, é necessária a vacinação em qualquer local, mesmo que não seja endêmico, pois ao sair para parques e praças, não sabemos ao certo se esses mosquitos circulam por locais não endêmicos. A prevenção é a melhor opção! Calendário de vacinação canina Agora que você já conhece as principais vacinas para cachorro, é hora de saber quando cada uma delas deverá ser administrada e montar a tabela de vacinação para cães específica para o seu pet. Entre 6 e 8 semanas: primeira dose da vacina polivalente V8 ou V10, com intervalo de 2 a 4 semanas entre cada dose, totalizando 3. A partir de 12 semanas: dose única de vacina antirrábica. A partir de 16 semanas: dose única das demais vacinas, como giardia, gripe e leishmaniose. Depois de administradas as primeiras doses da vacina, o reforço é anual e deve seguir as datas determinadas previamente pelo veterinário. Ela explica que “o reforço é necessário para que sempre haja anticorpos circulantes no organismo”. Lembre-se que para garantir a segurança e a eficácia da imunização do pet, é importante que as vacinas sejam aplicadas somente por profissionais de confiança, em clínicas especializadas. Fonte : Petz - www.diganaoaleishmaniose.com.br @marlipress

Como os óleos essenciais são usados nos animais?

Na maioria das vezes, a aplicação da aromaterapia veterinária é feita no ambiente. Os óleos essenciais para animais são borrifados em caminhas e arranhadores, por exemplo, para que a inalação do odor ocorra indiretamente. Contudo, há profissionais que realizam a aplicação tópica, ou seja, na pele do pet. Ela pode ser feita em pontos específicos ou durante a massagem. Isso vai depender da avaliação veterinária. As plantas usadas para elaborar os óleos essenciais dependem do objetivo a ser alcançado. As mais comuns são: Laranja; Limão; Lavanda; Gengibre; Camomila; Erva do gato, Hortelã Alertas sobre aromaterapia em animais É muito importante que o tutor nunca comece a usar qualquer óleo essencial em cães, gatos e outros animais sem a orientação do médico-veterinário. Em alguns casos, quando o produto é usado de forma errada, há a chance de intoxicar o pet. Isso é ainda mais perigoso quando a aromaterapia veterinária é aplicada em gatos. Esses animais são mais sensíveis e, se a diluição do óleo essencial não for correta e voltada para a espécie, o risco aumenta. Dessa forma, qualquer tratamento deve ser indicado por um profissional. Outros cuidados com a aromaterapia Nunca use os óleos essenciais para animais perto dos olhos, nariz ou mucosa do animal, pois isso causará irritação; Nunca administre os óleos essenciais para animais via oral, pois são tóxicos; Garanta que o pet não esteja por perto quando for borrifar o produto no ambiente. Isso é importante para evitar que caiam, acidentalmente, gotículas do produto em olhos, boca, nariz ou região genital do animal; Tenha cuidado redobrado com os gatos, pois eles têm mais dificuldade em metabolizar os óleos essenciais e podem se intoxicar; Nunca use o produto indicado para humanos nos pets, pois a concentração é muito alta e poderá prejudicar a saúde deles, Sempre observe a reação do seu bichinho. Caso note que ele não gosta, que começa a espirrar ou tem qualquer outra reação ruim, suspenda o uso e entre em contato com o médico-veterinário. Embora a aromaterapia para animais possa ajudar a tratar alterações comportamentais, nem sempre ela é a técnica de escolha. Há outras formas, como o adestramento, aumento nas atividades físicas e alterações na rotina, que poderão ser as mais indicadas. Por isso, nunca comece um tratamento sem a orientação de um profissional. Só com o suporte veterinário você terá a certeza de que estará adotando o que é melhor para o seu animal de estimação. Gostou dessa novidade de tratamento no mundo animal?

Trabalhador rural morre por leishmaniose e familia é indenizada!!

Justiça condena fazenda a indenizar família de trabalhador vítima de leishmaniose Homem trabalhava no desmate de florestas, em uma região endêmica para a doença 11 de fevereiro de 2021 14:05 RedaçãoRedação contato@olivre.com.br Um grupo de fazendas instalado no interior de Mato Grosso terá que indenizar a família de um trabalhador (esposa e filho) em R$ 100 mil e pagar pensão até que a criança complete 25 anos de idade. A decisão da Justiça do Trabalho foi embasada no fato de o homem ter morrido após contrair leishmaniose. O trabalhador era operador de máquinas agrícolas e atuava no desmate de florestas, em uma região endêmica para a doença. À Justiça do Trabalho, o grupo de fazendas alegou que o diagnóstico definitivo do trabalhador ocorreu em janeiro de 2016 o que significaria que ele contraiu a doença em dezembro de 2015, quando seu contrato já estava encarrado. Outro argumento apresentado pelos empregadores foi o de que, desde o primeiro afastamento previdenciário, em 2014, o funcionário não voltou a morar em área rural, portanto, seria impossível precisar o local em que se contaminou. A médica perita que atuou no caso destacou, contudo, que embora o período médio de incubação da leishmaniose seja de um mês, ele pode se estender por até um ano. Inúmeras internações Relator do caso, o desembargador Paulo Barrionuevo destacou no processo que, apesar do diagnóstico definitivo ter saído somente em 2016, o trabalhador estava acometido da doença pelo menos desde 2007. Documentos juntados ao processo detalham as várias internações em hospitais de Cuiabá, e até de Cascavel, interior do Paraná. Nesse período, foram realizados diversos procedimentos e exames médicos, todos inconclusivos. Entretanto, anos antes da certeza médica, o tratamento já era baseado na provável existência de leishmaniose que, ao fim, mesmo com as intervenções, evoluiu para o óbito. Doença ocupacional A leishmaniose tegumentar é uma doença crônica que atinge pele e mucosas, sendo transmitida pela picada de mosquito do gênero Lutzomia. O perfil ocupacional da doença é citado constantemente para o caso dos trabalhadores agrícolas ou florestais, especialmente quando atuam em desmatamento, “na medida em que o homem se insere em locais que até então possuíam vegetação nativa, passando a fazer parte do ciclo da doença (como hospedeiro)”, explicou o relator do caso. Barrionuevo ressaltou ainda que a extração de madeira de floresta plantada (produção florestal) é o caso típico em que a chance de contato com o transmissor da leishmaniose é acima da média. Justamente por isso, a extração de madeira é classificada como grau de risco 3 (em uma escala que vai até 4) pela Norma Regulamentadora 4 do extinto Ministério do Trabalho e Emprego (atual Secretaria Especial de Previdência e Trabalho). E quanto à alegação da defesa de que a doença poderia ter sido contraída fora do ambiente de trabalho, o relator ponderou que o fato da família do empregado não ter se infectado leva a se presumir que o vetor não estava presente no ambiente doméstico.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Fiocruz ilumina Castelo no Dia Mundial para Doenças Tropicais Negligenciadas

Fonte: Fundação Oswaldo Cruz Aconteu no sábado (30/1) o segundo Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas (conhecidas em inglês como NTDs), que tem por objetivo chamar a atenção para o fato de que mais de 1,7 bilhão de pessoas, em todo o planeta, continuam a sofrer com essas enfermidades. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as NTDs são um grupo diversificado de doenças transmissíveis que prevalecem em condições tropicais e subtropicais em 149 países, matam milhões de seres humanos e custam bilhões de dólares às economias em desenvolvimento a cada ano. Elas são causadas por agentes infecciosos ou parasitas e consideradas endêmicas em populações de baixa renda. Essas enfermidades, como a malária, a doença de Chagas, a leishmaniose visceral, a filariose linfática, a dengue e a esquistossomose, entre outras, apresentam indicadores inaceitáveis e investimentos reduzidos em pesquisa, produção de medicamentos e no controle delas. Para marcar a data, monumentos em todo o mundo, como o Cristo Redentor, o Coliseu e a Muralha da China, foram iluminados nas cores laranja e roxo. O Castelo da Fiocruz também fez parte dessa lista e ficou iluminado de sábado para domingo (31/1). O projeto é liderado pela iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês) e pelo Fórum Social para Enfrentamento das Doenças Infecciosas e Negligenciadas (FSBEIN). O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, disse que o dia serve para destacar os esforços dos atores da saúde global no enfrentamento das NTDs. “Vale a pena salientar a importância da data, no contexto de pandemia, porque as doenças infecto-contagiosas, associadas a populações vulneráveis, ainda tiram muitas vidas. Nós podemos usar o legado do enfrentamento da pandemia para enfrentar esses velhos problemas. E a Fiocruz pretende usar esse legado em inovação, trazido pelas novas tecnologias de diagnósticos e de obtenção de vacinas, na luta contra as NTDs”. Segundo o coordenador do Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris/Fiocruz) e ex-presidente da Fiocruz Paulo Buss, as doenças negligenciadas são enfermidades que, por afetarem as populações pobres, “não interessam às indústrias farmoquímica e farmacêutica. A negligência que adjetiva essas enfermidades se deve a esse fato, centralmente, embora o próprio sistema de saúde desconsidere muito, em seus programas, essas doenças. Esse título foi utilizado pela primeira vez há 25, 30 anos por um médico americano, Kenneth Warren, e esse conceito foi sendo incorporado até chegar à OMS”. Buss ressalta que doenças como Chagas, dengue, hanseníase e leishmaniose são enfermidades que não recebem atenção para medicamentos e apenas muito perifericamente para vacinas. “No caso da dengue, como se espalhou demais, afetando populações com melhores condições, passou a receber atenção para que se desenvolva uma vacina. A doença de Chagas tem razoável controle desde as décadas de 1980 e 1990, com programas de erradicação no Brasil, mas as demais grassam, se reproduzindo em função da desigualdade”. O coordenador diz que as NTDs também têm a ver com a desatenção do sistema de saúde, não apenas da indústria. “O número perto de 500 mil mortes por doenças desse tipo no mundo, por ano, é inaceitável, dado que são enfermidades das quais são conhecidos seus ciclos epidemiológicos, vetores, maneiras de transmitir etc. Elas são uma inaceitável expressão da desigualdade. Geram populações punidas pela desatenção e estão diretamente relacionadas com a situação socioeconômica das famílias afetadas. Algumas delas, como dengue, leishmaniose e doença de Chagas têm vetores que se desenvolvem em situações ambientais da pior qualidade, em que não existe água potável, há lixo acumulado e o esgoto corre a céu aberto. Uma triste realidade das periferias, onde vive a maioria dos pobres”. A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, fala sobre o Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas O pesquisador e chefe do Departamento de Política de Medicamentos da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Jorge Bermudez, diz que o dia serve de alerta para o sofrimento, já que são doenças perpetuadoras da pobreza, que atingem pessoas pobres em países pobres. “As indústrias não têm interesse em desenvolver produtos para essas doenças. Lembro que dentro desse grupo existem ainda as chamadas mais negligenciadas, como a tripanossomíase africana, a doença do sono. Não há investimento em inovação tecnológica para enfrentar essas enfermidades”. Bermudez chama atenção para três datas. A primeira é 1999, ano em Médicos sem Fronteiras ganhou o Nobel da Paz e a partir do prêmio foi montado um grupo sobre NTD. Esse grupo propôs, em 2003, uma entidade não lucrativa para desenvolver medicamentos para NTDs, o que deu origem à iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), que desde então vem trabalhando nesses projetos. Em 2012 houve a Declaração de Londres para estabelecer metas em NTDs. E em 2020 ocorreu o primeiro dia, de maneira que este é o segundo ano em que se alerta para o sofrimento mas também se fala do que se faz. “Na Fiocruz há muitos grupos trabalhando intensamente com hanseníase, doença de Chagas, leishmaniose e outras. Por fim, em lugar de doenças negligenciadas, devemos chamar de populações negligenciadas. Devemos discutir a pessoa na sua integralidade. Não é possível que tratemos de uma pessoa com doença de Chagas e depois ela vá morrer de diabetes ou hipertensão. O SUS está na linha de frente e na pandemia e em todas os outros graves problemas de saúde ele está na linha de frente”, observa Bermudez, que é representante da Fiocruz no Conselho Diretor de DNDi (Genebra) e DNDi América Latina. Para a pesquisadora Andréa Silvestre, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em Doença de Chagas do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz), é importante que a data confiram visibilidade a essas enfermidades. “São doenças que acometem países pobres, associadas a questões infectocontagiosas e com íntima relação com a vulnerabilidade social e econômica. São mais de 20 doenças, que se caracterizam por baixíssimos investimentos em recursos para pesquisas e o desenvolvimento dos sistemas de saúde visando atender melhor essas populações. São, na verdade, pessoas que vêm sendo negligenciadas, acometidas pela falta de condições sociais e habitacionais e expostas a agentes infecciosos que causam doenças graves e complicações crônicas”. Andréa lembra que o Brasil é o país com maior carga de morbimortalidade por essas doenças, retratando um cenário de pobreza estrutural e de baixo acesso aos serviços de saúde, com baixo investimento em tecnologia, o que seria crucial para que essas pessoas tivessem um cuidado integral e adequado. “Com a pandemia houve um impacto ainda maior em relação a essas doenças já que os países, e os pobres ainda mais, viram seus sistemas de saúde sobrecarregados. Nesses países mais vulneráveis houve um rearranjo para atender à pandemia, com hospitais sendo direcionados para o tratamento da Covid-19, redução de atendimento, desmobilização de equipes e programas de vigilância, deslocamento de profissionais de saúde”. Para a pesquisadora, “o cuidado com a NTDs deve continuar de forma integrada aos efeitos da pandemia, com proteção aos profissionais e às comunidades. É crucial mobilizar pessoas e recursos e fortalecer as ações sociais”. Ela ressalta que enfermidades como a doença de Chagas e a leishmaniose têm um caráter crônico e esses pacientes necessitam de cuidado integral e atenção específica. “Precisamos em 2021 nos unir em torno da promoção da saúde mundial, dando um olhar mais cuidadoso a essas pessoas que sofrem com doenças graves, que reduzem anos de vida e a capacidade laborativa dos jovens”. Andréa sublinha que o Dia Mundial foi pensando também em relação à Agenda 2030. “Pela primeira vez as NTDs entraram nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A meta 3.3 diz que até 2030 precisamos acabar com epidemias de tuberculose, Aids e malária, combater hepatites, doenças da água e transmissíveis”. Segundo o pesquisador e coordenador do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), Carlos Morel, “a ocasião é propícia para avaliar os progressos obtidos no ano que passou e discutir ações e medidas necessárias no futuro”. Ao olhar para trás, Morel recorda que a Fiocruz, desde as suas origens, tem em seu DNA a prevenção e o controle dessas doenças que, estima-se, são responsáveis por uma em cada cinco mortes no mundo. “Nossa tradição na área é riquíssima, com destaque para os históricos trabalhos de Carlos Chagas relatando a descoberta da enfermidade que hoje é conhecida pelo seu nome – a doença de Chagas. A história da Fiocruz e de seus pesquisadores é rica em várias NTDs, como leishmanioses, esquistossomose, filariose, hanseníase, malária e dengue”, afirma Morel, que foi presidente da Fiocruz e diretor do Programa de Doenças Tropicais da OMS. O CDTS hospeda, desde 2009 um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), programa do Governo Federal financiado pelo CNPq, Capes e Faperj. Em sua primeira fase tinha o rótulo de INCT de Inovação em Doenças Negligenciadas (INCT-IDN). A partir de 2016 passou a se chamar INCT de Inovação em Doenças de Populações Negligenciadas (INCT-IDPN). De acordo com Morel, a nova denominação se deu por duas razões. “Quando se atende uma determinada comunidade, adotar uma abordagem ‘vertical’, focada em uma única doença, deixa a desejar, pois são variadas e diferentes as enfermidades e condições de saúde da população, ela toda, em geral, negligenciada pelos poderes públicos; além disso, o surgimento de epidemias, como as de zika e chikungunya, que não estavam em nenhuma lista de NTDs, mostrou claramente a necessidade de estarmos sempre abertos para novos desafios sanitários e não nos atermos a uma lista determinada de doenças. Essa abertura do escopo do nosso INCT, em sua segunda fase, foi aprovada por consenso em 2017 pelo Comitê Gestor do INCT. Decisão que se mostrou ainda mais correta com a chegada da pandemia causada pelo Sars-CoV-2, a Covid-19, que demonstrou cabalmente a importância do SUS para nosso país – seja no controle de pandemias, epidemias ou das NTDs, que nos afligem desde tempos imemoriais”. Para quem tiver interesse em mais informações sobre o CDTS e os INCTs, Morel sugere uma visita ao site. Ali estão listadas as principais linhas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, assim como a evolução da produtividade anual desde 2009, ano da criação dos INCTs abrigados no CDTS/Fiocruz. Para que o tema das doenças negligenciadas ganhe ainda mais relevância, o projeto convidou a população a demonstrar seu apoio ao Dia Mundial das Doenças Tropicais Negligenciadas, juntando-se a personalidades do Brasil e do mundo que vão compartilhar uma foto com a sigla NTD escrita em um dos dedos da mão, acompanhada das hashtags #EndTheNeglect e #BeatNTDs na rede social de preferência. A mensagem simboliza que, a cada cinco pessoas, uma delas é afetada por alguma doença tropical negligenciada em todo o mundo. Na lista das doenças negligenciadas estão úlcera de Buruli, doença de Chagas, dengue, dracunculíase (doença do verme-da-guiné), equinococose, platelmintos, tripanossomíase africana (ou doença do sono), leishmaniose, hanseníase, micetoma, filariose linfática, oncocercose, raiva, esquistossomose, helmintíase transmitida pelo solo, envenenamento por picada de cobra, tracoma, teníase e bouba. Fonte: Fundação Oswaldo Cruz

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

ONGs AMPARA Animal / AMPARA Silvestre, galerista Luis Maluf promove leilão em prol da causa animal.

Em parceria com as ONGs AMPARA Animal / AMPARA Silvestre, galerista Luis Maluf promove leilão em prol da causa animal. As cenas do Pantanal em chamas são devastadoras. Um dos biomas mais ricos do Brasil enfrenta, atualmente, o maior incêndio de sua história e o galerista Luis Maluf, da Luis Maluf Art Gallery, foi um dos que resolveram se mobilizar e promover um encontro para arrecadar fundos em favor do Pantanal. Foram convidados 9 artistas, que irão expor suas obras em um evento fechado para 40 pessoas, entre amigos e apoiadores da causa. A maioria das peças têm como tema o Pantanal. Entre eles estão Luiz Escañuela, Edu Cardoso, Cranio, Apolo Torres, Vinicius Meio, William Mophos, Vermelho Steam, Gian Luca Ewbank e Vinicius Parisi. Para o galerista Luis Maluf, que assina a curadoria do leilão, a arte tem o poder de eternizar expressões, sensibilizar, além de promover reflexões diante de problemas sociais. O encontro acontecerá na quinta-feira (05/11) e seguirá os protocolos de distanciamento social e prevenção ao coronavírus. O valor arrecadado será destinado ao fundo de preservação do Pantanal, gerido pelas ONGs AMPARA Animal / AMPARA Silvestre. Sinto que o momento é muito delicado, são muitas notícias pesadas e difíceis de digerir, então a ideia é eternizar todo esse aprendizado doloroso, através da arte. Sabemos que o fogo virá nos próximos anos e precisamos estar preparadas, queremos montar uma estrutura que atenda as necessidades do Pantanal, sempre! Temos uma riqueza imensa que precisa ser preservada. O leilão trará ajuda financeira e ainda mais força ao movimento, conta Marcele Becker, vice-presidente da AMPARA Animal / AMPARA Silvestre. LEILÃO DE ARTE LEVANTA FUNDOS PARA SALVAR O PANTANAL Leilão de Arte em prol do Pantanal Sobre a ONG AMPARA Em atividade desde 2010, a AMPARA Animal nasceu quando as fundadoras Juliana Camargo e Marcele Becker se uniram por amor e respeito aos animais. Em 2015, se tornou a instituição que mais ajuda animais no país, ao se tornar uma “ONG mãe” que ampara mais de 450 abrigos cadastrados em nível nacional. Em 2016, uma nova frente da entidade foi criada, a AMPARA Silvestre, com foco em conservação ao reabilitar animais que possam ser devolvidos à natureza e também oferecer bem-estar aos animais condenados ao cativeiro. Em 10 anos: Mais de 1,6 milhão de quilos de ração distribuídos Mais de 155 mil vacinas Mais de 350 mil animais medicados Mais de 10.000 animais castrados Mais de 12.000 animais adotados LEILÃO DE ARTE LEVANTA FUNDOS PARA SALVAR O PANTANAL Leilão de Arte em prol do Pantanal FONTE: AMPARA Animal/Silvestre | Christian – (11) 99904-6632 | Rodrigo – (11) 98415-5507 | valledamidia@valledamidia.com.br

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Calazar em gatos: entenda a leishmaniose em felinos 21 horas atrás Ao contrário do que muita gente pensa, a leishmaniose, também popularmente conhecida como calazar, pode ser contraída tanto por cachorros quanto por gatos, embora a incidência em felinos seja bem inferior. Calazar em gatos: entenda a leishmaniose em felinos O que é a leishmaniose? A leishmaniose é uma zoonose gerada por um protozoário intracelular (que entra na célula) chamado Leishmania infantum e transmitida por um inseto conhecido como “mosquito-palha”. Ela pode ser considerada uma doença grave em cachorros e gatos e letal em humanos, caso não seja tratada. A princípio, a leishmaniose não é uma doença contagiosa, ou seja, um gato infectado não transmite a patologia a outro gato, por exemplo. A única maneira dela ser transmitida é pela picada do mosquito-palha. O vetor, para que aconteça a transmissão, precisa picar um pet doente. Assim, ele torna-se o hospedeiro do protozoário. Leishmaniose em gatos Embora seja bastante raro, a leishmaniose também afeta os gatos. Aparentemente, os felinos possuem uma resistência consideravelmente maior no organismo em comparação aos cães, o que acaba dificultando a reprodução do protozoário. É por essa razão que os sinais clínicos da patologia demoram a aparecer em um bichano infectado. Os sintomas mais comuns da leishmaniose visceral em gatos são: anemia, lesões cutâneas, emagrecimento, lesões oculares, úlceras, aumento de ingestão de água, febre, manchas na pele, entre outros. Como prevenir a leishmaniose em gatos? Por não ser um hospedeiro comum da zoonose, não há a necessidade de vacina ou utilizar coleiras repelentes, como a Scalibor, por exemplo, recomendada para os cachorros. O principal método para prevenir a leishmaniose para quem tem um gato em casa é mantendo a higiene do ambiente em dia, para que o felino não fique à mercê do vetor. O mosquito-palha se reproduz facilmente em locais onde há muito material acumulado. Então, o pai humano deve evitar a amontoação de sacos de lixo, entulhos, fezes do animal e outros materiais que possam servir de ninho ao inseto. Caso more em uma região endêmica, ou seja, onde há casos de leishmaniose, e o seu gato apresente alguma mudança de comportamento ou sintoma, leve-o imediatamente para um médico veterinário de confiança.