DIGA NÃO À LEISHMANIOSE
Proteja o seu CÃO e a sua FAMÍLIA. "Unidos somos MUITO mais FORTES!"
Grande Otelo
Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.
Apoio de várias celebridades
Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Leishmaniose no Brasil: Avanços Científicos e o Legado de 20 Anos da Campanha "Diga Não à Leishmaniose"
A leishmaniose visceral e tegumentar permanecem como desafios críticos para a saúde pública brasileira, exigindo uma abordagem integrada entre medicina humana, veterinária e conscientização social. No marco de duas décadas de atuação, a campanha "Diga Não à Leishmaniose" celebra sua trajetória pioneira, transformando o cenário de desinformação
em um movimento nacional de proteção à vida.
O Cenário Epidemiológico e os Desafios Contemporâneos
O Brasil é atualmente responsável por cerca de 97% dos casos de leishmaniose visceral nas Américas, segundo dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Originalmente concentrada em áreas rurais, a doença passou por um intenso processo de urbanização nas últimas décadas, atingindo grandes centros como Belo Horizonte, Campo Grande e
Araçatuba. A transmissão ocorre pela picada do flebotomíneo, popularmente conhecido como mosquito-palha, que se prolifera em ambientes com acúmulo de matéria orgânica.
20 Anos de Conscientização: A Campanha "Diga Não à Leishmaniose"
O movimento teve início de forma inesperada em 2005, após uma ligação do estilista e Clodovil Hernandes para a sua assessora de imprensa Marli Pó. Clodovil buscava respostas para a doença que acometia seus cães, em uma época de escassa, ele havia presenteado Marli com um pug e a alertou para fazer um exame no cãozinho de nome Grande Otelo.
"A leishmaniose visceral é uma zoonose de evolução crônica e sistêmica que, se não tratada adequadamente, pode levar a óbito em até 90% dos casos humanos," alerta o Ministério da Saúde.
Desde então, a campanha evoluiu de um alerta pessoal para uma coalizão multissetorial.
Com o apoio de celebridades como o ator Nico Puig, considerado um padrinho para a campanha, a cantora e atriz Karin Hils como também a saudosa apresentadora Hebe Camargo, a apresentadora Daniela Albuquerque, Flávia Noronha, Regina Volpato, entre outros, fotografaram seus cães pelas lentes do renomado fotógrafo de pets Lionel Falcon em 2011 e a colaboração técnica de vários veterinários que em 2016 criaram o grupo BRASILEISH, a iniciativa foi fundamental para pautar o direito ao tratamento canino e a importância da prevenção. O blog da campanha já superou a marca de 660 mil acessos, consolidando-se como uma referência educativa para tutores e
profissionais de saúde.
Avanços no Tratamento e Prevenção
Um dos marcos mais significativos dos últimos anos foi a autorização do tratamento de
cães com a miltefosina, rompendo com a exclusividade da eutanásia como medida de
controle. Embora o tratamento não garanta a cura parasitológica total (o animal
permanece portador), ele reduz drasticamente a carga parasitária, impedindo que o cão continue sendo uma fonte de infecção para o vetor.
No campo da prevenção, o uso de coleiras impregnadas com inseticidas (como ademonstra ser a ferramenta mais eficaz em larga escala. Estudos indicam que o uso coletivo dessas coleiras em áreas endêmicas pode reduzir significativamente a
incidência da doença tanto em animais quanto em humanos. Além disso, pesquisas brasileiras avançam no desenvolvimento de vacinas de nova geração utilizando proteínas quiméricas, prometendo uma imunidade mais robusta e duradoura.
Cuidados Essenciais em Áreas Endêmicas
A prevenção eficaz exige a combinação de proteção individual e manejo ambiental.
Especialistas recomendam um protocolo de "Saúde Única":
. Manejo Ambiental: Manter quintais limpos, eliminando folhas, frutos caídos e fezes de
animais, que servem de criadouro para as larvas do mosquito.
. Proteção dos Pets: Uso ininterrupto de coleiras repelentes e telas de malha fina em
canis e residências.
. Vigilância: Realização de exames sorológicos periódicos em cães residentes em áreas
de risco, mesmo que estejam assintomáticos.
A celebração dos 20 anos da campanha "Diga Não à Leishmaniose" reforça que a informação correta é o antídoto mais poderoso contra a negligência. O futuro do combate à doença no Brasil depende da continuidade dessas ações educativas e do investimento em ciência para garantir que humanos e animais possam coexistir de forma segura em todo o território nacional.-
sábado, 9 de agosto de 2025
Campanha "Diga Não à Leishmaniose" completa 20 anos como referência no combate à doença negligenciada
Há exatos 20 anos, uma ligação telefônica mudaria para sempre a vida da assessora de imprensa Marli Pó. Do outro lado da linha, o estilista e apresentador Clodovil Hernandes trazia um alerta sobre uma doença misteriosa que atingia seus cães - a leishmaniose. Esse momento marcou o nascimento da Campanha "Diga Não à Leishmaniose", que hoje se consolida como uma das mais importantes iniciativas de saúde pública voltadas para essa zoonose negligenciada no Brasil.
De caso pessoal a movimento nacional
O cão Grande Otelo, um dos mascotes de Clodovil, tornou-se o primeiro caso emblemático da campanha, Foi presenteado a sua assessora, e seus irmãos e pais foram diagnosticados e tratados a tempo. "Aquela ligação foi um divisor de águas, ele me disse: Marli, leva o Otelo em um veterinário, seus irmãos e pai contraíram a doença aqui em Ubatuba! Um choque! Descobrimos uma doença que poucos conheciam, mas que mata silenciosamente", relembra Marli Pó, idealizadora e coordenadora da iniciativa.
Ao longo dessas duas décadas, a campanha perdeu importantes apoiadores, como o próprio Clodovil e a apresentadora Hebe Camargo, mas ganhou força como um movimento plural. "É como um filho que cresceu e tomou seu lugar no mundo", emociona-se Marli.
Números que assustam
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que a leishmaniose visceral, forma mais grave da doença, tem taxa de letalidade que pode chegar a 90% sem tratamento. No Brasil, apenas entre 2012 e 2022, foram registrados mais de 35 mil casos humanos, com mortalidade superior à dengue em algumas regiões.
"O maior desafio sempre foi a desinformação. A doença não escolhe classe social, mas poucos sabem como prevenir", explica a coordenadora. A campanha já alcançou mais de 530 mil pessoas apenas através de seu blog, criado em 2011, além de manter um site informativo e realizar eventos por todo o país.
Articulação multissetorial
O sucesso da iniciativa se deve a uma rede de apoio incomum. O grupo BRASILEISH, formado por veterinários e advogados, trabalha na linha de frente dos direitos dos animais e humanos afetados. Entidades como a OAB e o Rotary Club incluem a pauta em seus calendários oficiais.
No campo artístico, nomes como, Daniela Albuquerque, Flavia Noronha, Hebe Camargo, Karin Hils, Aine Wirley, Camila Camargo, Saulo Meneghetti, e o ator Nico Puig - que chegou a ceder sua casa para um evento beneficente - deram visibilidade à causa. O grafiteiro Crânio contribuiu com obras de arte que se tornaram símbolos da campanha. Todos eles foram fotografados pelo renomado fotógrafo de pets argentino, Lionel Falcon.
Tecnologia a serviço da prevenção
A parceria com a Scalibor trouxe uma importante ferramenta de combate: coleiras impregnadas com inseticida que repelem e matam o mosquito-palha, vetor da doença. "É uma solução tripla: protege o animal, elimina o transmissor e ainda combate carrapatos", explica Marli.
Os próximos 20 anos
Para celebrar a data, a campanha prepara novidades que serão anunciadas em breve. "Já superamos muitos obstáculos, mas o trabalho continua. Cada vida salva é nossa maior recompensa", finaliza a coordenadora.
Serviço:
Site oficial: www.diganaoaleishmaniose.com.br
Redes sociais: [@diganaoaleishmaniose]
Sobre a Leishmaniose:
Doença transmitida pelo mosquito-palha que afeta humanos e animais. Sintomas incluem febre prolongada, perda de peso e aumento do baço. A forma visceral pode ser fatal se não tratada.
#DigaNãoÀLeishmaniose #20AnosDeConscientização #SaúdePública
sábado, 3 de maio de 2025
Cidade de Tupã registra primeiro caso de leishmaniose em 2025
A cidade de Tupã (SP) confirmou o primeiro caso de leishmaniose em humanos em 2025. A vítima é uma criança de dois anos, que está internada em Marília com quadro de saúde estável.
O caso acende o alerta para a proliferação da doença na região. Este é o segundo registro de leishmaniose em humanos no centro-oeste paulista em 2025. O primeiro foi em Marília, envolvendo um homem de 51 anos diagnosticado com a forma visceral da doença.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Tupã, equipes seguem atuando em nível máximo de alerta, com ações voltadas ao combate às arboviroses e outras doenças transmitidas por insetos.
O Diretor do departamento de Vigilância em Saúde de Tupã, Robson Luis Pereira da Silva, explicou ao TN1 que a prefeitura está intensificando as ações de combate à leishmaniose, especialmente no bairro Jamil Dualibi: "Esses trabalhos, eles consistem em uma busca ativa, tanto de suspeitos em cães como suspeitos em seres humanos nessa região".
Robson também destacou que o mosquito-palha, transmissor da doença, se prolifera em ambientes diferentes do Aedes aegypti, causador da dengue.
"A mosca, do mosquito palha, fica em ambiente com resto de matéria orgânica, sujidades, folhas. A gente pede para que a população nos ajude nesse combate. O Poder Público faz as intensificações, faz as orientações, faz as buscas ativas, mas também depende da população estar limpando os seus quintais e tirando essas sujidades do fundo dos seus quintais".
A prefeitura de Tupã informou que segue monitorando a situação e intensificando as ações de combate na região onde o caso foi confirmado.
Sobre a doença
A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Leishmania, transmitidos aos seres humanos e animais por meio da picada de insetos infectados, conhecidos como flebotomíneos ou mosquito-palha.
Segundo especialistas, a forma visceral é a mais grave, podendo afetar órgãos como baço, fígado e medula óssea. Se não tratada, pode ser fatal.
Entre os principais sintomas estão febre persistente, perda de peso, fraqueza, aumento do fígado e do baço e anemia. Em caso de suspeita, é fundamental procurar atendimento médico imediato.
O diagnóstico da leishmaniose pode envolver exames clínicos, testes sorológicos e biópsias. O tratamento, que deve ser acompanhado por profissionais de saúde, visa eliminar o parasita do organismo e pode variar de acordo com a forma da doença e as condições do paciente.
quinta-feira, 28 de novembro de 2024
Galeria Victor Hugo promove “Holy Art 2024”, evento que une exposição, palestras e atividades, com foco no cristianismo.
Com a valorização da arte cristã, o evento tem início no dia 29 de Novembro e segue até o dia 06 de Dezembro.
A Galeria Victor Hugo, referência em arte contemporânea, lança o evento “Holy Art 20-24” uma manifestação da semana de 24, com o objetivo de celebrar e promover a Cultura Cristã Brasileira, além de incentivar e divulgar a produção atual de artistas cristãos em todo o país.
O evento se destaca como oportunidade única para artistas emergentes e consagrados, marcando um novo capítulo nas expressões artísticas, bem como seu reflexo e suas influências, foram reconhecidas como manifestação cultural nacional, com base na nova Lei 14.969/2024.
Semana de 24: Um Evento Transformador
Como parte das celebrações, será realizada a “Semana de 24”, idealizada como um evento transformador do cenário cultural atual. A semana contará com uma programação diversificada, voltada para a difusão de uma nova perspectiva da arte contemporânea, enraizada na cultura cristã.
Semana de Arte Moderna de 22 e Semana de 24 SP Holy Art: Um Paralelo de Valores e Propostas
A Semana de Arte Moderna de 1922 foi um marco na história cultural brasileira, simbolizando o rompimento com os moldes acadêmicos e uma busca por uma estética genuinamente nacional. Os modernistas, naquele contexto, almejavam libertar a arte brasileira das amarras tradicionais, experimentando novas linguagens e ressignificando as referências europeias para criar algo que dialogasse com a nossa identidade. Foi um movimento de contracultura em relação ao que era considerado o cânone artístico da época. Mais do que isso, foi uma celebração da ousadia, da ruptura e da busca por algo novo, em consonância com os tempos que se transformavam rapidamente.
Agora, em 2024, a Semana de 24 SP Holy Art surge com um propósito direcionado a outra questão fundamental: os valores que norteiam a criação artística. Enquanto em 1922 a ruptura era com o academicismo e os padrões europeus, hoje o rompimento proposto é com uma corrente hegemônica na arte contemporânea que frequentemente rejeita os valores judaico-cristãos. Nesse contexto, a proposta é resgatar esses princípios e evidenciar que eles podem ser não apenas a base, mas a essência de uma arte que comunica fé, esperança e amor.
A Semana de 24 SP Holy Art não é apenas uma ruptura; é uma reconstrução. É um chamado para que artistas e espectadores reconsiderem a arte como um espaço de reflexão, de beleza e de conexão com o divino. É, assim como foi a Semana de 22, um grito de liberdade, mas também um grito de retorno: um retorno àquilo que é perene e essencial.
A Exposição:
Os artistas selecionados para o Holy Art 24 terão suas obras expostas na Galeria Victor Hugo, localizada na Rua Teodoro Sampaio, 1248, em Pinheiros – São Paulo – SP, de 29 de novembro a 06 de dezembro de 2024.
A exposição contará com as obras da cantora gospel Jamily, apresentando para o público seus trabalhos como artista plastica.
A cantora gospel paraense Aymmê Rocha confirmou presença e estará prestigiando a exposição.
Imersão artística, programação cultural e networking:
O evento contará ainda com a presença de personalidades influentes no cenário artístico, palestras e atividades exclusivas, oferecendo aos participantes uma valiosa oportunidade de networking e intercâmbio de ideias, fortalecendo o diálogo entre a arte e a cultura cristã no Brasil.
Sobre a Galeria Victor Hugo:
A Galeria é uma casa que aposta em artistas contemporâneos e no colecionismo.
Inaugurada em 2012, a Galeria Victor Hugo tem a preocupação de manter em seu acervo os reflexos das transformações da arte e da sociedade.
Acreditando na arte em movimento e na arte como expressão do melhor da vida, segue marcando presença no cenário artístico da capital.
Sediada em São Paulo, a Galeria Victor Hugo acumula um acervo de mais de 12 mil obras. Uma coleção que ganha, a cada dia, um maior protagonismo de ícones da Street Art, como Kobra, Crânio e Mr. Brainwash e também de artistas contemporâneos de renome como Claudio Tozzi, Yuli Geszty, Marysia Portinari,Yugo Mabe e Kenji Fukuda e muitos outros.
Instagram: @galeriavhoficial
Site: www.galeriavictorhugo.com.br
Serviço:
O quê? Holy Art 2024
Exposição: 29 de novembro a 06 de dezembro de 2024
Imersão Artística/ Programação:
29/11 – 20hs -Abertura da exposição
30/11 – Sábado
14h - IMERSÃO E NETWORK COM OSCAR D'AMBROSIO, RENATA ROSA E VICTOR HUGO
16h – PRODUÇÃO DE QUADRINHOS COM FELIPE FOLGOSI
17h – PALESTRA “COMO INFLUENCIAR SEM SER INFLUENCIADO PELO MUNDO “ COM WILLIAN HERCULANO
18h - MUSICA BRASILIANA COM A MAESTRINA PAOLA FACHINELLI
19h - AYMEE ROCHA
01/12 – Domingo
14h –PALESTRA “JORNADA DO ARTISTA DE SUCESSO”
15h – PALESTRA “ARTE E ADORAÇÃO”
16h - PALESTRA “O DNA CRIATIVO DE DEUS” COM MAMMA FIRE
17h – PALESTRA “VIVENDO DA ARTE” COM SALMOS
18h - PALESTRA “VIDA DE ARTISTA” SUELLEM MILITELLO
02/12 – Segunda
20h –PALESTRA “EU SOU – COMUNICAÇÃO E ORATÓRIA DE FORMA PRÁTICA – COM MARIANA GUAZZELLI
21h - LANÇAMENTO DO LIVRO “MERGULHO SEM FIM” DA POETISA REBECA CAROLINE COM MUSICA DE KEBY NOGUEIRA
03/12 – Terça
APRESENTAÇÃO DA PERFORMANCE “CIBERNÉTICO” COM O ATOR ALEXANDRE ODIERNA (DANÇARINO)
DECLAMAÇÃO DE POESIAS COM ADRILLES JORGE (JORNALISTA, COMENTARISTA E POETA)
04/12 – Quarta
20h - CULTO COM STELLA ABREU – “ENCONTRO COM JESUS”
05/12 – Quinta
20h - TEATRO COM FABIANO MOREIRA
06/12 – Sexta
19h – PALESTRA “REFORMA INTERIOR” COM THAIS THULLER
Local: Galeria Victor Hugo – Rua Teodoro Sampaio, 1248, Pinheiros, São Paulo – SP
Exposição Online: 29 de novembro de 2024 a 28 de maio de 2025 no site www.galeriavictorhugo.com.br
"PROJETO PACOTINHO DE AMOR" PRECISA DE VOCÊ.
O "Projeto Pacotinho de Amor" é uma iniciativa voluntária que busca proporcionar uma nova chance de vida para animais em situação de abandono, cuidando deles até que encontrem um lar definitivo. Diferente de uma ONG, nós não recebemos doações de grandes patrocinadores ou subsídios. Todo o nosso trabalho é realizado por amor aos animais e com o compromisso de garantir o melhor para cada um deles.
Os animais do nosso projeto ficam em lares temporários pagos, onde recebem o cuidado, a alimentação e a atenção que precisam para se recuperar e se preparar para adoção. Durante esse período, divulgamos os animais em busca de um lar responsável, e realizamos um processo de seleção criterioso para garantir que os futuros tutores sejam capacitados e comprometidos. Após a adoção, fazemos um acompanhamento pós-adoção para garantir o bem-estar do animal.
Todo o trabalho é feito de forma voluntária, e as despesas são cobertas em sua maioria por nossos próprios salários (80%). O restante das despesas (20%) vem das rifas que realizamos e das taxas de adoção.
Nosso objetivo é oferecer a esses animais uma vida melhor, mas para isso, precisamos do seu apoio. Se você deseja ajudar o Projeto Pacotinho de Amor, pode fazer uma doação através do PIX:
PIX: (11) 99489-6555 - Barbara Martins
Sua contribuição faz toda a diferença na vida desses animais! Agradecemos imensamente pelo seu carinho e apoio.
Abraços!
Bárbara Martins
terça-feira, 3 de setembro de 2024
AGOSTO VERDE - CAMPANHA "DIGA NÃO À LEISHMANIOSE" CONSCIENTIZA SOBRE A PREVENÇÃO DA DOENÇA QUE OS HUMANOS TAMBÉM SÃO VÍTIMAS!
Leishmaniose - segunda enfermidade que mais mata humanos no mundo, depois da malária e é negligenciada pela saúde pública. Para a leishmaniose, calazar ou doença do mosquito palha, como é conhecida em várias regiões, infelizmente não há uma medida cem preventiva como uma vacina e entendemos que, para os humanos, é apenas informação correta, repelente e muito cuidado para não ser picado pelo inseto transmissor. Oremos!!!
De cor alaranjada, se reproduz em restos orgânicos e adora umidade. Sabe aquela mosquinha do ralo que aparece quando há umidade? Então, ele é parente dela, só que se chama flebotomíneo, é minúsculo, com 3mm e quase imperceptível. Sua picada é indolor e os sintomas da doença aparecem após seis meses a 1 ano, causando um estrago considerável.
Para os cães, temos a coleira SCALIBOR da MSD SAÚDE ANIMAL, que já foi usada em várias cidades como medida preventiva e teve muita eficácia. Nenhuma outra tem a mesma comprovação. Temos outras no mercado e também as pipetas que podem ajudar no combate, fique atento a bula e a recomendação do veterinário, importante sempre consultá-lo.
O Bom da coleira, é que ela ajuda o meio ambiente, favorecendo aos humanos também, pois além de repelir, ela mata o inseto.
Próximo a São Paulo, temos várias cidades que já tem o mosquito que são: Cotia, Embu e Indaiatuba. Próximo a essas cidades é preciso cuidar bem dos pets.
AGOSTO VERDE : Leishmaniose em gatos: sinais e prevenção.
AGOSTO VERDE é o mês da conscientização nacional da leishmaniose, estabelecido desde 2016.
A leishmaniose visceral é uma doença causada pelo protozoário do gênero Leishmania spp. Este parasita é transmitido através da picada dos mosquitos dos gêneros Lutzomyia e Phlebotomus, também conhecidos como “mosquitos-palha” ou flebotomíneos respectivamente. Embora afete principalmente humanos e cães, os gatos também podem contrair a doença.
Em gatos, a leishmaniose geralmente se manifesta de forma subclínica, levando à dificuldade no diagnóstico da doença nesta espécie.
A seguir, fornecemos informações detalhadas sobre a manifestação da leishmaniose em gatos e seu manejo clínico.
Características gerais
A leishmaniose é uma doença endêmica presente em vários países da América Latina, Mediterrâneo Europeu, Oriente Médio e Ásia. Devido à sua ampla distribuição geográfica e ao seu complexo ciclo de transmissão, é considerada uma das doenças vetoriais de maior impacto na saúde pública no mundo.
Foram identificadas mais de 30 espécies de Leishmania spp., das quais pelo menos 20 são patogênicas para mamíferos.
A Organização Pan-Americana da Saúde estima que a leishmaniose é endêmica em 98 países e territórios e que mais de 350 milhões de pessoas estão sob risco de serem infectados pelo parasita.
Em relação aos animais domésticos, L. infantum é a espécie de maior prevalência nesse grupo. Essa espécie acomete principalmente cães, causando a Leishmaniose Visceral Canina, uma das doenças zoonóticas mais importantes da América Latina.
A presença da leishmania em animais domésticos não afeta apenas a saúde e bem-estar desses animais, mas também pode aumentar o risco de transmissão da doença para os humanos.
O gatos podem ser infectados pelas mesmas espécies de leishmania encontradas nos cães, no entanto, é importante mencionar que a taxa de infecção em felinos é menor e existem menos casos relatados.
Embora ainda não existam estudos específicos sobre a via de transmissão da Leishmania spp. em felinos, sabe-se que a principal forma de contágio é através da picada de flebotomíneos infectados. Por outro lado, até o momento, não há estudos suficientes que demonstrem a transmissão vertical e horizontal em gatos, como demonstrado em cães, humanos e camundongos.
Sinais e sintomas
Embora a leishmaniose em gatos geralmente seja assintomática, aqueles que apresentam sinais clínicos geralmente têm algum tipo de comprometimento imunológico, geralmente uma infecção concomitante com agentes retrovirais (FIV e/ou FeLV), estão sob tratamentos imunossupressores ou apresentam doenças crônicas e degenerativas.
Em gatos sintomáticos, é comum observar a apresentação cutânea da leishmaniose, caracterizada pela presença de lesões dérmicas e mucocutâneas. Entre elas se destacam:
Úlceras
Nódulos
Alopecia
Dermatite esfoliativa
Tanto os nódulos quanto as úlceras podem ocorrer de forma localizada ou generalizada, distribuindo-se ao redor da cabeça, especialmente na região do nariz, boca e pálpebras, assim como na região distal dos membros. Devemos considerar que as úlceras podem se agravar devido a infecções bacterianas secundárias.
Por outro lado, a dermatite esfoliativa, ao contrário do que ocorre em cães, é menos comum em felinos.
Também podem ocorrer sintomas inespecíficos, como perda de peso, falta de apetite, desidratação, letargia e linfadenomegalia generalizada.1
Nos casos relatados, foram mencionadas as seguintes alterações hematológicas2,3
Anemia normocítica normocrômica arregenerativa
Pancitopenia
Hiperproteinemia por hipergamaglobulinemia
Aumento das enzimas hepáticas
Prevenção e considerações
Embora os cães sejam considerados os principais reservatórios de Leishmania infantum, pesquisas recentes indicam que os felinos também podem atuar como reservatórios secundários da doença. Isso significa que, embora os gatos não sejam essenciais para a sobrevivência do parasita na população de mamíferos, eles podem abrigar a doença para outros indivíduos.
Mais estudos são necessários para entender completamente o papel epidemiológico dos gatos na transmissão da Leishmania spp. Infelizmente não há uma vacina para os pets.
Portanto, para prevenir a doença na população, é necessário adotar uma série de medidas preventivas multifatoriais. Essas medidas devem se concentrar principalmente na erradicação do flebótomo nos lares.
É importante tomar medidas para evitar que os cães, os principais reservatórios da doença, contraiam a infecção. Para isso, possíveis medidas a serem implementadas são:
No lar:
Erradicar ervas daninhas e vegetação ao redor das residências
Evitar o acúmulo de resíduos orgânicos
Evitar locais de reprodução do vetor, principalmente durante o entardecer e anoitecer
Implementar medidas de saneamento ambiental com inseticidas
Utilizar repelentes e telas mosquiteiras
Manter limpo o ambiente de moradia dos pets
Em relação aos cães:
Usar inseticidas repelentes de liberação constante e longa duração (coleiras, pipetas)
Controlar ativamente cães com suspeita clínica da doença e realizar monitoramento sorológico.
É indispensável conscientizar a população sobre a importância de seguir essas medidas preventivas, incentivando a colaboração e o compromisso na prevenção da leishmaniose visceral. A erradicação dessa doença requer uma abordagem integral e colaborativa, onde a eliminação do flebótomo e a proteção dos cães são as medidas prioritárias.
A prevenção da leishmaniose é uma tarefa a longo prazo que requer um compromisso compartilhado entre a comunidade, os profissionais de saúde e os tutores dos pets.
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