Grande Otelo

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Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.

Apoio de várias celebridades

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Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

domingo, 11 de março de 2018

Leishmanioise?? Chacina de cães em cidade no sertão da Paraíba

Prefeitura manda matar mais de 30 cães e MPPB investiga mortes em Igaracy

Secretário de Saúde diz que animais foram mortos porque estavam abandonados nas ruas e com doenças. MP investiga denúncias de que cães foram mortos a pauladas.

Por G1 PB
 
Cães foram sacrificados pela prefeitura de Igaracy, Sertão da Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)Cães foram sacrificados pela prefeitura de Igaracy, Sertão da Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)Cães foram sacrificados pela prefeitura de Igaracy, Sertão da Paraíba (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Mais de 30 cachorros foram mortos pela Prefeitura do município de Igaracy, no Sertão paraibano, na terça-feira (6). De acordo com o secretário de Saúde do município, José Carlos Maia, o motivo é que os animais estavam abandonados nas ruas, estavam com perfil violento e com doenças.
O Ministério Público investiga denúncias de que os animais foram mortos a pauladas dentro de um prédio público da cidade. De acordo com a assessoria de comunicação do MPPB, o secretário pode ter cometido infração penal e ato de improbidade administrativa.
A promotoria de Justiça de Piancó, na mesma região, encaminhou ofício ao prefeito de Igaracy, José Carneiro Almeida da Silva, "requisitando a exoneração imediata de José Carlos Maia do cargo de secretário de Saúde, haja vista a flagrante violação aos princípios da legalidade, moralidade e legitimidade, inerentes ao cargo público".
O Ministério Público deu prazo de cinco dias para que o prefeito preste informações sobre levantamento do número de animais nas ruas, com as respectivas zoonoses e laudos veterinários, comprovando as doenças, e também detalhes sobre as mortes dos animais.
Cerca de 30 animais de rua foram sacrificados nesta terça-feira (6) no município de Igaracy (Foto: Reprodução / Tv Paraíba)Cerca de 30 animais de rua foram sacrificados nesta terça-feira (6) no município de Igaracy (Foto: Reprodução / Tv Paraíba)Cerca de 30 animais de rua foram sacrificados nesta terça-feira (6) no município de Igaracy (Foto: Reprodução / Tv Paraíba)
No dia 1º de março, o vereador Damião Clementino da Silva requereu na Câmara Municipal de Igaracy providências sobre a situação dos animais. Porém, o parlamentar afirmou que o pedido foi de buscar solução para o caso e não para que os animais fossem mortos.
De acordo com o secretário responsável pela determinação, os animais passaram por procedimento de eutanásia, a partir da aplicação de medicamentos pela Prefeitura Municipal e pelo próprio secretário José Carlos, que também é veterinário.
O secretário alega que a medida foi tomada porque o município não tinha outra destinação para os animais em situação de doença abandonados na rua e que todos estavam com quadro de doenças em processo terminal.
Uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) seccional de Piancó deve investigar o caso. O presidente da Comissão de Direito Animal da OAB na Paraíba (OAB-PB), Francisco Garcia, explicou que o ato não poderia ter sido feito considerando a legislação atual e que vão ser cobradas explicações ao município.
"A lei nº 13.426 de 2017 impede que haja a prática da eutanásia como meio de controle populacional de cães e gatos e a lei 9.605 de 1998 [conhecida pela lei dos crimes ambientais] proíbe expressamente os maus tratos contra animais, tipificando essa prática como crime. Para que essa medida aconteça legalmente existe a necessidade de laudos médicos veterinários, atestando a gravidade da doença em cada um dos animais submetidos à eutanásia, e ainda assim, só é autorizada se não houver tratamento clínico para cura da doença", ressaltou.

Polícia Civil e Conselho de Medicina Veterinária

O Ministério Público também encaminhou ofício para a Delegacia de Polícia Civil, requisitando a instauração de inquérito policial. Ainda de acordo a promotoria, foi determinada a expedição de ofício para o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Paraíba, requisitando a instauração de procedimento administrativo sobre a conduta do secretário, que seria médico veterinário.
O CRMV da Paraíba divulgou uma nota na tarde desta quarta-feira (4), esclarecendo que, de posse das denúncias, vai realizar uma fiscalização para averiguar os fatos e adotar as medidas administrativas cabíveis.
Na nota, o CRMV disse ainda que zela pelo exercício legal da profissão, bem como pela conduta ética e moral do profissional em respeito ao bem-estar animal, meio ambiente, saúde humana e saúde animal.
Moradores de Igaracy denunciam que prefeitura realizou sacrifício de cães

terça-feira, 6 de março de 2018

Siria é assolada por leishmaniose. Autentica praga bíblica???

Cientistas descobrem finalmente natureza da “doença jihadista” que afeta Síria e Iraque

Aquilo que alguns costumam chamar de “doença jihadista” começou de repente a afligir os territórios capturados pelo Daesh, causando decomposição e apodrecimento das suas vítimas, começando pelos seus rostos.
Leishmaniose, que antes nunca tinha sido detectada na Síria e no Iraque, chegou a estes países ao mesmo tempo que o Daesh. A doença temível normalmente se alastra através de moscas que não são endêmicas para essa região.
Agora, quando a maioria dos territórios ocupados pelos terroristas foi libertada, os cientistas finalmente tiveram a chance de estudar os infetados para descobrir a origem do patógeno, o que é indispensável para criar uma vacina.
As moscas que transportam esta estirpe particular do vírus, Leishmania major, tinham vindo do Irã, um país hostil aos militantes do Daesh, indica uma pesquisa publicadaa semana passada na revista Neglected Tropical Diseases da PLOS.
Os cientistas sugerem que originalmente estas moscas foram transferidas por hamstersiranianos para os novos territórios. Após chegarem à sua nova localização, as moscas prosperaram nos numerosos cadáveres dos oponentes aos terroristas, que eram frequentemente deixados nas ruas das cidades iraquianas e sírias para apodrecerem.
Segundo os cientistas, foram estas condições que permitiram a propagação desta estirpe, que alastrou de uma região em que era endêmica para uma região não endêmica, provocando uma crise de saúde pública.
Úlcera cutânea causada pela Leishmaniose num adulto da América Central
A leishmaniose, uma doença causada por protozoários parasitas do gênero Leishmania e disseminada pela picada de certos tipos de moscas, causa uma necrose que se alastra por todo o corpo, às vezes se iniciando por dentro. A forma interna pode matar a vítima em 20-30 dias.
As infecções em seres humanos são causadas por mais de 20 espécies de Leishmania. Entre os fatores de risco estão a pobreza, desnutrição, desmatamento e urbanização. Atualmente há cerca de 12 milhões de pessoas estão infectadas em 98 países.
Os protótipos da primeira vacina apareceram em fevereiro de 2017, mas agora os cientistas têm uma chance de aperfeiçoá-los para combater com maior precisão a estirpe que devora a Síria e o Iraque.
No Brasil, um estudo de Lourena Costa, estudante do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), poderá permitir criar vacina que combate todos os tipos de leishmaniose.
No trabalho, Lourena Costa testou antígenos que podem ser usados no desenvolvimento de vacinas e métodos de diagnóstico para leishmaniose visceral, humana e canina. A ideia é que a vacina desenvolvida por Lourena seja testada já em 2018.
Ciberia // Sputnik News

Leishmaniose se espalha, mas existem diminuição de casos em várias cidades.

Leishmaniose se espalha por SP apesar de diminuição de casos

De acordo com boletim da Secretaria Estadual da Saúde, 97 cidades apresentaram ocorrências da doença em 2017, contra 42 em 2014

Mosquito-palha é o transmissor da doença

Mosquito-palha é o transmissor da doença

Wikimedia Commons
Embora o número de casos de leishmaniose visceral tenha diminuído no Estado de São Paulo nos últimos quatros anos, houve um aumento do número de cidades com registro da doença de 2017, segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde.
O Estado de São Paulo apresentou 121 casos e 7 mortes no ano passado e, em 2014, foram 141 casos e 12 mortes. De acordo com o boletim da secretaria, 97 cidades apresentaram casos da doença no ano passado. Em 2014, eram 42 — São Paulo tem o total de 645 municípios.
No ano passado, a cidade com maior incidência da doença foi Marília, com 31 casos e nenhuma morte. Já Araçatuba registrou 28 casos e três mortes, seguida de Bauru e Presidente Venceslau, com 29 casos e duas mortes e 23 casos e uma morte, respectivamente.
Em 2014, Bauru chegou a registrar 38 casos e uma morte; Araçatuba, 34 casos e duas mortes; Marília, 33 casos e cinco mortes; e Presidente Venceslau, com 19 casos e duas mortes.
A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa que apresenta sintomas poucos específicos, como febre intermitente e perda de peso. De difícil diagnóstico, caso não seja tratada, em 90% dos casos leva à morte.
A transmissão da doença ocorre quando fêmeas do mosquito-palha ou birigui picam uma pessoa ou um animal infectado, como cães, gatos e cavalos, e picam alguém saudável, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.
Não existe vacina contra a doença.
Retorno da leishmaniose após 30 anos
A doença foi descrita pela primeira vez na década de 1930. Chegou a ser erradicada, mas retornou nos últimos 30 anos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, nos últimos 15 anos, a leishmaniose visceral se espalhou por 20 Estados, principalmente das regiões Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste. Apenas a Sul não foi acometida.
Em 2016, segundo o último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o país registrou 3.200 casos da doença e 265 mortes. O Maranhão é o recordista em casos, com 655. Estados como Rondônia, Acre e Amazonas não apresentaram registro da doença naquele ano, ainda segundo o mesmo boletim.
Porto Alegre e Santa Catarina registraram casos da leishmaniose visceral humana pela primeira vez na história em 2017.
A doença em cachorros
O Brasil apresenta 90% dos casos de leishmaniose canina da América Latina, segundo dados da Fiocruz. De acordo com o Ministério da Saúde, os cães são a principal fonte de infecção para o vetor. Vale ressaltar que o cachorro não transmite a doença.
Os sintomas da leishmaniose em cachorros costumam passar despercebidos aos donos porque também são inespecíficas, como problemas dermatológicos como perda de pelos em focinho, crescimento anormal das unhas, emagrecimento e perda de apetite.
O tratamento da doença pode suprimir os sintomas em cães, mas eles continuam sendo reservatórios do parasita. Diferentemente do Aaedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunyaque, e coloca os ovos em água parada, o mosquito-palha, transmissor da leishmaniose visceral, coloca os ovos em matéria orgânica, como restos de frutas e de folhas.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Laishmaniose avança para a capital de São Paulo

https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2018/03/leishmaniose-se-espalha-pelo-estado-de-sp-e-avanca-para-capital.shtml

Leishmaniose se espalha pelo estado de SP e avança para capital

Doença chegou a Guarujá em 2016, a 400 km das regiões tradicionalmente endêmicas

Cláudia Collucci
SÃO PAULO
leishmaniose visceral, doença causada por parasita transmitido ao homem pela picada de mosquitos (especificamente, flebotomíneos), se espalhou pelo estado de São Paulo e avança para a capital.
Apesar de o número de casos estar em queda no país como um todo, a preocupação é que a doença atinja um número cada vez maior de municípios paulistas.
Araçatuba e Birigui, no oeste do estado, foram as primeiras cidades a notificar casos autóctones em 1999. Em 2017, 97 municípios (15% do total) já tinham registros. No acumulado em 18 anos, são quase 3.000 casos.
Um estudo inédito sobre a dispersão territorial da doença no estado de São Paulo mostra que a leishmaniose visceral se espalha por municípios paulistas margeando rodovias principais e radiais e que avançará para a capital, como ocorreu em Belo Horizonte (MG), Natal (RN) e Campo Grande (MS).
A doença é causada por um protozoário flagelado do gênero Leishmania
A doença é causada por um protozoário flagelado do gênero Leishmania - Kateryna Kon/Science
No Brasil, ela se dispersou seguindo a construção da ferrovia Novoeste (1952), da rodovia Marechal Rondon (1988) e do gasoduto Bolívia-Brasil (1998), quando alcançou a região central paulista (Araçatuba e Bauru).
"A doença fatalmente chegará à capital. Do ponto de vista epidemiológico, é a crônica de uma morte anunciada. Quando olhamos a dispersão dos casos, eles vão na direção certinha de São Paulo. É só uma questão de tempo", afirma o infectologista Luiz Euribel Prestes Carneiro, orientador da pesquisa.
O trabalho é fruto de uma dissertação de mestrado do médico Rodrigo Sala Ferro defendida na Unoeste (Universidade do Oeste Paulista) e que usou dados da Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e da Secretaria de Estado da Saúde.
Outra preocupação, segundo Carneiro, é que a leishmaniose visceral tem se espalhado em saltos. Em 2016, por exemplo, ela chegou a Guarujá, a 400 km das regiões tradicionalmente endêmicas.
A transmissão predominante ainda é por contiguidade, ou seja, um município que possui o mosquito, cães ou indivíduos infectados transmitem para o vizinho.
Em alguns casos, a transmissão em saltos tem explicação parecida: a pessoa se muda e leva o cão infectado para outra cidade. Ali ele é picado pelo mosquito, que, por sua vez, pica o homem.
Mas esse não foi caso do Guarujá. "Quebramos a cabeça e não encontramos o vetor [mosquito infectado]", afirma o infectologista Marcos Boulos, coordenador de controle de doenças da Secretaria de Estado da Saúde.
A principal hipótese, segundo ele, é que existam outros vetores (possivelmente mosquitos que vivem em regiões de mata) envolvidos nessas transmissões em saltos. 

LETALIDADE

A maioria das pessoas infectadas não desenvolve a leishmaniose visceral. Mas quando não diagnosticada e tratada a tempo, ela mata em 90% dos casos. Não há vacina que previna a doença.
O despreparo dos médicos em fazer o diagnóstico precoce é uma das causas dessas mortes. O caso de Guarujá é, de novo, exemplar.
No final de agosto de 2016, os irmãos Carlos Eduardo, de um ano e sete meses, e Carlos Gabriel, de quatro anos, foram internados com febre e queda de plaquetas.
O menor morreu no dia seguinte, e o óbito foi registrado como "morte natural". Carlos Gabriel permaneceu internado, mas sem diagnóstico da doença, que só foi fechado após três meses.
"Disseram que ele tinha leucemia, depois leptospirose. Só no fim é que veio um laudo mostrando que era leishmaniose. Se tivessem descoberto a doença no início, tenho certeza de que eles estariam vivos", diz a mãe, Ana Paula Gomes da Silva.
Em 2016, o estado de São Paulo registrou 118 casos de casos de leishmaniose visceral, com dez mortos. Ano passado, foram 121 casos e sete óbitos até 19 de dezembro.
Segundo Angelo Lauletta Lindoso, médico do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, situações de diagnóstico tardio não são incomuns na leishmaniose visceral.
"É preciso sensibilizar os médicos, especialmente os da atenção primária, a pensar mais rápido na doença para que ela seja tratada adequadamente. Às vezes, a pessoa passa oito vezes em consulta e ninguém faz o diagnóstico."
Febre de longa duração e aumento do fígado e baço estão entre os sintomas. Testes de diagnóstico rápido e medicamentos para o tratamento são oferecidos no SUS.
Para Marcos Boulos, a demora no diagnóstico ocorre principalmente em regiões não endêmicas, onde médicos não convivem com a doença no dia a dia.
Ele tem ressalvas em relação aos testes de diagnóstico. "Não são tão bons. Precisa fazer punção do baço, da medula ou dos gânglios."
Apesar da expansão da doença no estado e do risco da chegada à capital, ele afirma que as ações de vigilância têm sido eficazes. o que resultou na queda dos casos.
Uma das medidas preventivas em estudo, segundo ele, é a oferta de coleiras com inseticida, capazes de combater o mosquito vetor. O método excluiria a prática da eutanásia dos animais contaminados, protocolo polêmico utilizado pelos Centros de Controle de Zoonoses.

CLIMA E VEGETAÇÃO

O estudo mostrou ainda que em regiões com mata preservada, como litoral sul, Itapetininga e vale do Paraíba, não há incidência da doença. Ela se concentra em áreas do oeste e nordeste do estado, onde a floresta tropical foi substituída por lavouras, pastagens e plantações de cana.
A temperatura de superfície também teria papel na dispersão do mosquito. Em regiões de planalto, que é seco no inverno e úmido e quente no verão, há número maior de casos da doença. Áreas com saneamento deficiente também são propícias para a proliferação do vetor.