Grande Otelo

Grande Otelo
Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.

Apoio de várias celebridades

Apoio de várias celebridades
Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mais uma informação atualizada sobre a Leishmaniose (calazar)

Sempre recebo informações totalmente confiáveis com novidades sobre leishmaniose de protetores de animais e veterinários de todo o Brasil e de Portugal. Em 2009 recebi um e-mail com a palestra do Dr. Leonardo Maciel em Belo Horizonte enviado por Virgínia Abreu (protetora de animais no interior de Minas Gerais). Mas, esta palestra também está na internet.

Recebi este ano o convite do seminário que aconteceu em São José do Rio Preto sobre a leishmaniose visceral no mês de abril, encaminhado pela Leyla Orilio,protetora de animais em Curitiba. A matéria divulgada no jornal local de São José do Rio Preto/SP sobre este seminário foi enviada pela Ione Torquato (protetora de animais em Belo Horizonte, que também encaminhou para mim a carta da Anclivepa sobre o resultado do encontro nacional que aconteceu em 2010.

Por último recebi um e-mail da Dra. Sônia Farias (veterinária daqui de Fortaleza/CE, Av. Humberto Monte 2555), falando sobre o novo kit da vacina leishmune. Com o novo kit os animais vacinados NÃO FICAM MAIS POSITIVO. A palestra do Dr. Leonardo Maciel de Andrade em Belo Horizonte foi em 2009 e na época a vacina utilizada deixava os animais positivos. Atualmente, eles não ficam positivos quando vacinados com o novo kit.


Também recebi muitas informações dos protetores de animais de Portugal. Todos eles confirmam que lá ninguém mata cães com a doença, todos os animais são tratados e ficam sendo medicados por toda vida. Uma protetora de lá, em um dos seus e-mails contou que tem 16 cães e que um deles teve a Leishmaniose. Ela tratou o cachorrinho e disse que continuará sendo medicado. Nenhum dos outros cães pegou a doença e nem as pessoas da casa.


Agradeço a todos pelas informações enviadas e a Dra. Sônia por mais esta importante informação. Informações de estudos e descobertas recentes sobre o tema sempre serão bem vindos.

Quaisquer novidades encaminharei para todos.



Por : Clara de Abreu Magalhães

Fortaleza/Ceará




COMPROVADO CIENTIFICAMENTE:
Cães tratados e com todos os cuidados necessários do proprietário ele DEFINITIVAMENTE não é um RESERVATÓRIO.....O BRASIL É ÚNICO PAÍS NO MUNDO QUE A EUTANÁSIA É OBRIGATÓRIA NO CASO DE CÃES COM LEISHMANIOSE POSITIVA.




Segue em anexo o jornal com a matéria do seminário realizado este ano sobre Leishmaniose, em São José do Rio Preto/SP. Na quarta coluna, que fica do lado direito da foto de três pessoas, diz textualmente que é importante lembrar que assim como o cachorro, o humano que possui leishmaniose também não sara e consequentemente ele passa a ser transmissor assim como o cão... Também foi afirmado neste seminário que os testes realizados nos cães para saber se estão com calazar é condenado pela Organização Mundial da Saúde e pela Europa, porque são extremamente falhos e muitos cães são sacrificados como se estivessem com calazar sem estar (são os chamados falsos positivos, porque o resultado acusa positivo sem o animal estar com calazar). Confira toda a matéria em anexo na informação Seminário- Mitos e Verdades.

E veja a seguir a conclusão final da palestra do Dr. Leonardo realizada em 2009. A palestra foi apresentada, com riqueza de detalhes e fotos, todos os sintomas da doença nos animais e nas pessoas, meio de transmissão e tratamento. Por último, a carta da ANCLIVEPA BRASIL: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CLÍNICOS VETERINÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS e um resumo com importantes informações.

A Palestra do Dr. Leonardo foi em 2009, mas em 2010 o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA – CFMV que realizou encontro técnico-científico sobre a questão da LVC no Brasil, no qual participaram médicos veterinários especializados nas áreas de saúde pública, epidemiologia, clinica médica, além de diretores do CFMV, ANCLIVEPA BRASIL, MAPA, Ministério da Saúde, OPAS e dos CRMVs, só confirma o que o Dr. Leonardo disse na palestra em 2009. Também o seminário que aconteceu em São José do Rio Preto/ SP (em anexo) este ano, também confirma o que foi dito pelo Dr. Leonardo. Por favor, confiram tudo, pois neste e-mail constam importantes informações sobre o calazar , além de bastante atualizadas.





Conclusão:

O que afirmou Dr. Leonardo Maciel de Andrade (Veterinário),numa palestra realizada em Belo Horizonte em 2009


Palestra em Belo Horizonte 09.06.2009

Com Dr. Leonardo Maciel Andrade

Tema: LEISHMANIOSE



Cães infectados na capital (Belo Horizonte - MG): Em torno de 80% da população canina estão POSITIVOS.



Dos 80% positivos 50% não sabem que estão infectados, 40% são eutanasiados e 10% são tratados. Dos cães infectados apenas os cães tratados é que não são reservatórios.



Humanos infectados na capital: Acreditam que mais de 50% da população já estejam infectados e dos 50%, apenas 10% manifesta a doença e todos são reservatório da doença.



Vacinas: LEISHMUNE, descoberta em 1981 para outros fins pela Dra Clarisa Palatrik de Sousa da UFRG.... Com uma eficácia até o 2º ano de aplicação de 98,7%, depois do 2º ano 97,2% e totalizando tem uma eficácia de no mínimo 92% de eficácia.... O cão fica positivo nos exames mas não é portador e muito menos é reservatório da doença, são apenas anti-corpos que o deixa positivo.....LEISH-TEC, tem as mesmas eficácias da Leishmune e com o mesmo percentualCombate segundo a secretária da Saúde:-Remoção canina: A eutanásia..... Mas por unanimidade num congresso nacional, essa é a pior solução, pois os humanos tbm são reservatórios da doença e existem a superpopulação de cães e o descontrole de natalidade.



-Drogas: Tratamento para todos os cães doentes-Vacinas: Vacinar todos os cães e aprovação imediata da vacina humana-Eliminar o Vetor: Pela secretaria de saúde este item está em último lugar, mas segundo os estudos é o mais eficiente, mais barato e o que realmente vai resolver o problema.... Pois o simples fato de conscientizar a população de limpar, borrifar suas casas e ainda plantar algumas citronelas e alguns procedimentos simples resolverá o problema....



COMPROVADO CIENTIFICAMENTE:
Cães tratados e com todos os cuidados necessários do proprietário ele DEFINITIVAMENTE não é um RESERVATÓRIO.....O BRASIL É ÚNICO PAÍS NO MUNDO QUE A EUTANÁSIA É OBRIGATÓRIA NO CASO DE CÃES COM LEISHMANIOSE POSITIVA.



As pesquisas andam lentamente e muitas drogas estão para ser aprovadas e para os seres humanos só existem 4 drogas no mundo que não anotei seus nomes, mas existem testes de outras que podem demorar anos ou décadas para liberação das mesmas.



Temos a DENGUE e muitas outras doenças que estão a frente da LEISHMANIOSE segundo a secretaria da saúde para investimento em tratamentos, prevenção e cura e a LEISH está em 6º lugar na lista e se o governo não tem dinheiro para tratar da DENGUE e combatê-la que está em primeiro lugar da lista, quem dirá o 6º lugar....Então cabe a nós fazermos um serviço de FORMIGUINHAS e de boca em boca, bater de porta em porta e conscientizar os nossos vizinhos e pedir os nossos vizinhos para conscientizar seus vizinhos e parentes e assim vamos espalhando....

O mosquito "saudável" pica um animal doente e aí ele fica contaminado e depois pica um homem e assim transmite a doença... e óbvio que pode ser o contrário... O mosquito "saudável" pica um homem doente e depois pica um animal e assim transmite a doença...TODOS NÓS, ANIMAIS RACIONAIS E IRRACIONAIS SOMOS RESERVATÓRIOS E O MOSQUITO O VETOR


Sacrificar os cães DEFINITIVAMENTE não é a solução, pois o VETOR,vai continuar fazendo vítimas, uma vez que os outros animais (cavalos, homens, hamster, raposas, etc) tbm são reservatório da doença....O que vamos fazer então matar a todos contaminados, inclusive os homens e deixar o planeta para o vetor???Isso é absurdamente sem lógica....TEMOS QUE IR DIRETAMENTE NO VETOR E PROCEDIMENTO SIMPLES, MAS EM MASSA PARA O COMBATE A ESSE MOSQUITO E TRATAR DOS DOENTES (ANIMAIS RACIONAIS OU IRRACIONAIS INFECTADOS)..... UMA VEZ QUE ESSA DOENÇA NÃO É TRANSMITIDA DE PESSOA PARA PESSOA OU DE ANIMAL PARA ANIMAL, SOMENTE PELOMOSQUITO ...


ANCLIVEPA BRASIL: ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CLÍNICOS VETERINÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS

Dr. Paulo Castilho

Presidente

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE CLÍNICOS VETERINÁRIOS DE PEQUENOS ANIMAIS

ANCLIVEPA BRASIL

presidente@anclivepabrasil.com.br


CARTA DA ANCLIVEPA BRASIL

A ANCLIVEPA BRASIL divulga aos seus associados sua análise e posicionamento referente à questão da Leishmaniose Visceral Canina - LVC, em nosso país. Durante o ano de 2010 o CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA VETERINÁRIA – CFMV realizou encontro técnico-científico sobre a questão da LVC no Brasil, no qual participaram médicos veterinários especializados nas áreas de saúde pública, epidemiologia, clinica médica, além de diretores do CFMV, ANCLIVEPA BRASIL, MAPA, Ministério da Saúde, OPAS e dos CRMVs. Desse encontro, o SISTEMA CFMV/CRMVs divulgou CARTA que situou a realidade da LVC NO BRASIL. De forma idêntica, o CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO MATO GROSSO DO SUL (CRMV-MS), promoveu o Iº SIMPÓSIO SUL-MATO-GROSSENSE DE LEISHMANIOSE, com objetivos de informar, atualizar, discutir e orientar médicos veterinários, médicos, advogados, juízes, promotores e delegados sobre os aspectos técnico-científicos e jurídicos da Leishmaniose que foram divulgadas conclusões para toda a classe médica veterinária e a sociedade em geral. Além disso, as ANCLIVEPAs REGIONAIS promoveram por todo país SIMPÓSIOS sobre o tema, procurando informar e discutir o problema.


Está claro que a LEISHMANIOSE VISCERAL é doença grave, que leva ao óbito animais e humanos, sendo considerada pela OMS endemia prioritária em ações de controle nos 88 países em que está presente. A população brasileira demonstra crescente interesse no conhecimento dessa doença e, sem dúvida, está a cada dia conhecendo mais, não somente sobre a doença, mas também sobre as ações de controle preconizadas pelos agentes de saúde pública do Brasil.


Dessa maneira, a ANCLIVEPA BRASIL pontua os seguintes aspectos:



1 – Reconhece o importante papel dos CONSELHOS DE MEDICINA VETERINÁRIA no esclarecimento à sociedade em relação à LEISHMANIOSE VISCERAL.



2 – Parabeniza o CFMV e os CRMVs que promoveram eventos relativos a discussão do assunto, bem como suas imparciais conclusões, que apontaram falhas cruciais para se alcançar o controle da doença no Brasil



3 – Conclama que demais Entidades e Conselhos da Medicina Veterinária do país realizem, em 2011, espelhados nos exemplos dos CFMV e CRMV-MS, encontros voltados para o tema. Esses encontros permitem vislumbrar os equívocos existentes na orientação pública em relação ao controle da Leishmaniose Visceral no Brasil



4 – Divulga que a revisão sistemática da OPAS em janeiro de 2010, concluiu que as ações de controle adotadas no Brasil, não demonstram eficácia. Além disso, essa mesma revisão indica que o controle do vetor seria melhor estratégia do que a polêmica eliminação canina.



5 – Informa que outros reservatórios urbanos foram identificados, fragilizando ainda mais a eliminação canina praticada pelo serviço público.



6 – Reitera que os métodos diagnósticos atuais para a Leishmaniose Visceral Canina, mantém-se frágeis e levam à morte milhares de cães com resultados falso positivos.



7 – Enfatiza a necessidade de medidas de proteção dos cães contra os vetores, distribuindo colares inseticidas ou inseticidas tópicos em animais nas regiões afetadas e a realização de vacinação contra LVC em regiões endêmicas.



8 – Defende o tratamento de cães afetados, amparada nas evidencias cientificas de que a eliminação desses cães não diminuiu o risco de contaminação humana, além do fato de que os cães tratados mantém-se saudáveis, sem capacidade infectante e constantemente protegidos da aproximação do vetor. Essa conduta encontra respaldo não só em publicações científicas mas também em documentos oficiais da OPAS e OMS.


Baseados nesses pontos a ANCLIVEPA BRASIL declara que:




1 – Discorda da proibição do tratamento canina, imposta pela portaria interministerial 1.426/2008, que vem sendo mantida em detrimento de todas as evidencias de sua ineficácia e inexeqüibilidade.



2 – Defende a opção do tratamento de cães assintomáticos com a autorização e responsabilidade legal do proprietário.



3 – Defende campanhas públicas de educação em controle do vetor, desfocadas da eliminação de cães. Para isso, será necessário investimento em contratação de mão de obra permanente e treinamento para que as visitas de controle não se limitem à identificação de animais sororeagentes com o objetivo de sua eliminação. Essas visitas devem dar orientações preventivas para o controle da transmissão vetorial.



4 – Exige aplicação das verbas publicas em medidas éticas que busquem diagnósticos corretos, controle do vetor através de campanhas de aplicação de inseticidas centrados nos cães.



5 – Não concorda com diagnósticos imprecisos que resultem em eliminação dos animais. Defende exames seguros e repetidos conforme acompanhamento médico dos animais.



6 – Defende e busca o diálogo com os agentes públicos.




Esses são os pontos defendidos pela ANCLIVEPA BRASIL que têm sido apresentados pelo país.



A ANCLIVEPA BRASIL prioriza a saúde da família. A ANCLIVEPA BRASIL promove seus debates com o intuito de esclarecer que o cuidado com a vida dos animais é ação de saúde pública. A ANCLIVEPA BRASIL promove discussões objetivando manter os médicos veterinários atualizados sobre o assunto.



A ANCLIVEPA BRASIL reitera que o combate da LVC desse ser centrado no controle do vetor.



Reunião de Diretoria da ANCLIVEPA BRASIL.



Salvador, 31 de janeiro de 2011

Paulo Carvalho de Castilho

Presidente ANCLIVEPA BRASIL

DESTAQUE:

A ANCLIVEPA BRASIL reitera que o combate da LVC desse ser centrado no controle do vetor.



4 – Divulga que a revisão sistemática da OPAS em janeiro de 2010, concluiu que as ações de controle adotadas no Brasil, não demonstram eficácia. Além disso, essa mesma revisão indica que o controle do vetor seria melhor estratégia do que a polêmica eliminação canina.



5 – Informa que outros reservatórios urbanos foram identificados, fragilizando ainda mais a eliminação canina praticada pelo serviço público.



6 – Reitera que os métodos diagnósticos atuais para a Leishmaniose Visceral Canina, mantém-se frágeis e levam à morte milhares de cães com resultados falso positivos.



7 – Enfatiza a necessidade de medidas de proteção dos cães contra os vetores, distribuindo colares inseticidas ou inseticidas tópicos em animais nas regiões afetadas e a realização de vacinação contra LVC em regiões endêmicas.



8 – Defende o tratamento de cães afetados, amparada nas evidencias cientificas de que a eliminação desses cães não diminuiu o risco de contaminação humana, além do fato de que os cães tratados mantém-se saudáveis, sem capacidade infectante e constantemente protegidos da aproximação do vetor. Essa conduta encontra respaldo não só em publicações científicas mas também em documentos oficiais da OPAS e OMS.





Baseados nesses pontos a ANCLIVEPA BRASIL declara que:





1 – Discorda da proibição do tratamento canina, imposta pela portaria interministerial 1.426/2008, que vem sendo mantida em detrimento de todas as evidencias de sua ineficácia e inexeqüibilidade.





2 – Defende a opção do tratamento de cães assintomáticos com a autorização e responsabilidade legal do proprietário.





3 – Defende campanhas públicas de educação em controle do vetor, desfocadas da eliminação de cães. Para isso, será necessário investimento em contratação de mão de obra permanente e treinamento para que as visitas de controle não se limitem à identificação de animais sororeagentes com o objetivo de sua eliminação. Essas visitas devem dar orientações preventivas para o controle da transmissão vetorial.





4 – Exige aplicação das verbas publicas em medidas éticas que busquem diagnósticos corretos, controle do vetor através de campanhas de aplicação de inseticidas centrados nos cães.





5 – Não concorda com diagnósticos imprecisos que resultem em eliminação dos animais. Defende exames seguros e repetidos conforme acompanhamento médico dos animais.





6 – Defende e busca o diálogo com os agentes públicos.





Esses são os pontos defendidos pela ANCLIVEPA BRASIL que têm sido apresentados pelo país.





CALAZAR, CUIDADO COM O RESULTADO DOS EXAMES



Todos os métodos de exame para saber se o animal está com calazar, sem exceção, são falhos. Tudo pode interferir no resultado. Se o animal estiver com anemia o exame poderá dar positivo mesmo o animal não estando com calazar. Se o animal estiver com um simples verme também poderá interferir no exame dando positivo mesmo o animal não estando com calazar, e assim qualquer doença, qualquer mazela pode interferir no resultado. E muitas vezes o animal não tem doença nenhuma e o resultado do exame dá errado. Sempre converso com veterinários sobre o assunto e eles afirmam que muitos cães são sacrificados como se estivessem com calazar sem estar, porque o exame é extremamente falho. Repito, todos os métodos são falhos. O que menos falha é um método realizado em Belo Horizonte, assim mesmo, também falha nos resultados. Foi dito por veterinários que o método utilizado aqui no Brasil para fazer teste em cães, é condenado pelo OMS (Organização Mundial da Saúde) e pela Europa. Deveria ser proibido, mas não é (isto é Brasil). Portanto, quem quiser fazer teste de calazar, leve ao veterinário de confiança para que o material seja levado para Belo Horizonte, se der positivo deve ser feita a contra prova. Se continuar dando positivo, trate o cão. Todos os seres vivos que contraem a doença são reservatórios, inclusive o ser humano, e isso foi dito por um veterinário numa palestra realizada em Belo Horizonte, aberta ao público. O Animal tratado com o princípio ativo alopurinol se recupera, mas dizem que continua sendo reservatório. A questão é: quem trata o cão, este deverá ficar tomando o medicamento por toda vida, e enquanto estiver sendo medicado ele não está sendo reservatório porque tem a ação do medicamento, por isso é indicado que o cão deve ser medicado por toda vida. Já em humanos é diferente: a pessoa é medicada, fica "boa" e depois encerra a medicação, então essa pessoa é reservatório porque não permanece sob a ação de medicamento nenhum. Por isso, não adianta matar os cães, o ideal é tratar, porque se o cão é sacrificado, o mosquito infectado continua vivo e já estando infectado não precisará picar um cão doente, basta picar a pessoa ou animal sadio para transmitir a doença. Matar o cão pra quê? Se já têm os mosquitos infectados e tem outros reservatórios, como pessoas que já tiveram a doença e os roedores dentre outros? O ideal é manter cidade limpa, residências limpas, e combater o mosquito. Já está mais que provado que matar cães não adianta, desde sempre usam este método e a doença continua se alastrando cada vez mais. Na Europa ninguém mata cães com calazar, eles são tratados. O Brasil é o único país que usa este método arcaico de combate ao calazar. O método utilizado pelo Brasil para combater o calazar é considerado ineficaz pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Considero frieza, traição e covardia de quem entrega o cão para ser sacrificado pelo CCZ. Isso causa mais sofrimento no animal, que será levado por pessoas estranhas, ao local estranho, para ser morto longe dos seus donos. Se alguém decidir sacrificar o cão, deverá ao menos fazer o sacrifico de ter a última despesa com o bichinho, chamar o veterinário em casa, para que ele seja anestesiado antes da injeção letal e que possa ao menos morrer em casa, para que isso evite mais angústia e sofrimento ao animal quando levado pelo CCZ (na carrocinha).

Sou contra o sacrifício. Dizem que em cães não há cura? Por que? Porque ficam sendo reservatórios após tratamento? É só medicá-los por toda vida. E as pessoas? Ficam curadas? Já sabemos que não, apenas desaparecem os sintomas após tratamento. Mas, estas também ficam sendo reservatórios, pois não ficam tomando medicação por toda vida. Conheço um homem que teve calazar, faz uns dez anos, foi tratado, ficou “bom”, após o tratamento encerrou a medicação. Hoje, ele é reservatório sim, ele e qualquer outra pessoa que teve a doença, pois não estão mais sob o efeito de nenhum medicamento. Já os cães tratados, são medicados por toda vida, então permanecem sob o efeito do medicamento e por isso não ficam sendo reservatório. Portanto, não adianta matar os cães.
É importante esclarecer, que nem toda unha grande é leishmaniose, pois animais idosos e cães que ficam muito tempo deitados podem ter unhas grandes.

Nem todo problema de pele é leishmaniose, por isso é importante sempre levar ao veterinário e fazer exames clínicos e laboratoriais, por que a leishmaniose se confunde com outras doenças. Existem muitos problemas de pele, como alergias e câncer dentre outros, e isso não tem nada a ver com calazar.

Os exames feitos pelo governo para inquérito canino podem dar cruzamento de informações com outras doenças e um cão com erlichia, babesia, verminoses ou até mesmo baixa imunidade, pode dar positivo, são os chamados falso-positivos e por isso que muitas entidades e veterinários tem questionado os exames. O problema não é o laboratório, mas o material que são feitos os testes sorológicos.

Também é importante observar, que o tratamento não está proibido, o que está proibido segundo a Portaria Interministerial, transcrevo aqui: "que proíbe o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento."

O Dr. André Luis Soares da Fonseca, no mandado de segurança que impetrou para poder tratar cães com leishmaniose, em seu despacho o juiz disse que o tratamento não está proibido. O que está proibido é o tratamento com medicação humana.

Mas o melhor caminho ainda é prevenção!



Para prevenir, quando vejo que é época de mosquito, aplico spray de citronela no meu cachorro, coloco nas paredes também para que os mosquitos não se aproximem. Já coloquei a coleira Scalibor , mas tive que tirar porque ele não se deu bem com a coleira, então aplico a citronela.



Sobre o argumento de veterinários contra o tratamento em cães com calazar, não dá para aceitar. Os cães não são os únicos reservatórios. Se combatessem o mosquito, não haveria esta polêmica com relação ao tratamento e as pessoas poderiam tratar os animais. Esta é a questão, é a luta pelo combate certo, a erradicação do mosquito. Infelizmente, as autoridades nunca procuraram combater o mosquito flebótomo. O Governo e a Imprensa usam como símbolo da doença a foto de um cão, ao invés da foto do mosquito transmissor. Muita gente, de pouca instrução, pensa que o transmissor é o cão. Sem o mosquito não teria como ser transmitida a doença do calazar. Quando aconteceu um caso de morte por calazar na periferia desta cidade, em 2008, o que as pessoas deste bairro fizeram? Mataram seus cães sem nem fazer exame, por medo de contrair a doença. Pensam que não tendo cães em casa não correm risco. Pelo contrário, o risco é maior, não tendo o cachorro para picar o mosquito irá picar as pessoas. Essas pessoas nem sequer recebem orientação correta por parte do governo, e por pensar que o cão é transmissor da doença, mataram indiscriminadamente seus animais.



Clara de Abreu Magalhães

Fortaleza/Ceará





CALAZAR - Tópicos Importantes



1) O único meio de transmissão da leishmaniose (calazar) é através da picada do mosquito. Sem o mosquito, mesmo todos os cães estando com calazar, não há como a doença ser transmitida



2) A própria OMS recomenda que cães com calazar sejam tratados, e com os mesmos medicamentos utilizados em humanos.

Mas além dos medicamentos utilizados em humanos, existem vários medicamentos veterinários para o tratamento em cães com calazar.



3) O CCZ só poderá levar o animal doente e sacrificá-lo só única e exclusivamente com a autorização do dono do animal e de mais ninguém.

As pessoas não sabem que o CCZ só pode levar o cão e sacrificar com a autorização do dono, e muitas vezes entregam o bichinho,mesmo chorando, pensando que é obrigado, além de não exigir um novo exame como contra prova.



4) Quando o animal é submetido a teste para saber se estar com calazar e der positivo, é extremamente importante e indispensável fazer um segundo exame como contraprova. Além disso, se for confirmado no segundo teste que o cão está com calazar e pessoa optar pela eutanásia do animal, esta deve ser orientada de que a eutanásia deve ser feita em casa por veterinário, pois os animais são seres vivos e têm sentimentos. Entregar o animal para o CCZ e o bichinho ser levado por pessoas estranhas, para um local estranho, longe de casa e do seu dono para ser morto, acarretará em muita angústia, medo e sofrimento para o animal e isto deve e tem que ser evitado.


5) O único meio eficaz de deter o alastramento da leishmaniose no País é combater o mosquito, sem ele não há como transmitir a doença. O cão é tão vítima quanto as pessoas, e não é o único reservatório, existem outros animais que também são reservatórios, inclusive o ser humano.



6) Conversando com um veterinário, ele apesar de ser contra o tratamento e a favor do sacrifício, afirmou que na maioria das vezes os resultados dão errados, e que muitas vezes o animal não está com calazar e mesmo assim dá positivo. Sendo assim, muitos animais são sacrificados sem estar com calazar.
Outra pergunta que fiz a ele: Se uma pessoa estiver com calazar e for picada pelo mosquito novamente, esse mesmo mosquito picar uma pessoa sadia, a pessoa pega calazar também? Ele disse que sim.

7) Um trecho da palestra do veterinário em Belo Horizonte:

O mosquito "saudável" pica um animal doente e aí ele fica contaminado e depois pica um homem e assim transmite a doença... e óbvio que pode ser o contrário... O mosquito "saudável" pica um homem doente e depois pica um animal e assim transmite a doença...TODOS NÓS, ANIMAIS RACIONAIS E IRRACIONAIS SOMOS RESERVATÓRIOS E O MOSQUITO O VETOR

O que diz a Organização Mundial da Saúde (OMS)

8) Eutanásia para o cachorro é um tema muito polêmico, há muitos pontos de vista opostos. A massiva destruição de cachorros infectados por leishmaniose é uma medida de controle drástica, usada somente no Braisl.

9) A OMS (Organização Mundial de Saúde) tende a desencorajar a matança indiscriminada de animais reservatórios de zoonoses. Isto é especialmente verdade nos casos das doenças zoonoses com muita influência para a saúde pública, envolvendo o cachorro como principal reservatório, como é no caso da leishmaniose canina, da raiva, e da equinococose cística. A OMS tem colaborado com WSPA (Sociedade Mundial para a Proteção de Animais) e desenvolvido junto linhas de orientação para o procedimento com a população canina em relação ao controle das zoonoses (OMS documento WHO/ZOON/90.16). Porém, a decisão final fica para as autoridades nacionais ou locais, enfrentando e priorizando o problema humano da leishmaniose visceral. Grandes esforços tem sido feitos para desenvolver vacinas eficientes contra a leishmaniose canina, e um candidato já foi registrado no Brasil que pode afastar a medida dramática de matar os cães infectados.



10) 2) A própria OMS recomenda que cães com calazar sejam tratados, e com os mesmos medicamentos utilizados em humanos.

Mas além dos medicamentos utilizados em humanos, existem vários medicamentos veterinários para o tratamento em cães com calazar.

(Obs.: o tratamento no Brasil não está proibido, o que está proibido segundo a Portaria Interministerial, é o tratamento de leishmaniose visceral canina com produtos de uso humano ou não registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Porém, portaria não tem força de lei, e não existe nenhuma Lei Federal proibindo o tratamento).

Clara de Abreu Magalhães

Fortaleza/Ceará

Enviado por e-mail por Vivi Vieri

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Prefeitura de São Caetano adere à Campanha Diga Não à Leishmaniose




A Prefeitura de São Caetano do Sul aderiu a um movimento denominado Diga Não à Leishmaniose, campanha de prevenção e orientação a respeito desta doença crônica, de manifestação cutânea ou visceral, que é fatal a cães e que pode levar os humanos à morte em 90% dos casos. Marli Pó, assessora de imprensa e uma das promotoras da Campanha, esteve na sede do Governo Municipal sancaetanense na tarde desta quarta-feira (3/8) para falar acerca do tema e foi recebida por Andrea Brock, assessora Especial de Imprensa e Coordenadora de Projetos de Proteção Animal da Administração Municipal.

A esta Campanha, de acordo com Marli Pó, já aderiram diversos artistas de renome como Hebe Camargo, Daniela Albuquerque e Flavia Noronha – nas próximas semanas, a ideia é que o prefeito José Auricchio Júnior e a assessora Especial de Coordenação da Ação Social sancaetanense, Regina Maura Zetone, façam fotos para a adesão oficial à Campanha.

Cidade – São Caetano conta com um hotsite (http://www.saocaetanodosul.sp.gov.br/adocaodeanimais/), que contém fotos e características dos animais que estão abrigados no Centro de Controle de Zoonoses da cidade, prontos para serem adotados – todos já receberam as vacinas polivalentes e antirrábica, além da vermifugação.

A cidade também disponibiliza a Unidade Móvel de Ações Veterinárias – Pet Bus –, que objetiva promover ações como vacinação antirrábica, fornecer orientações, além de estimular a posse responsável de animais.

da Redação
3/8/11

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Notícias da Paraíba

Saúde

01 de Agosto de 2011
CFM cria novas áreas de atuação

Além das Medicinas do Sono, Paliativa e Tropical, que passam a existir oficialmente, também foram ampliadas as áreas de atuação de Medicina de Dor e da Hepatologia


A Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) 1973/2011, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (1º), cria três novas áreas de atuação médica: medicina do sono, medicina paliativa e medicina tropical. Área de atuação é um ramo de especialidade médica. Ao ingressar em programa de residência da especialidade infectologia, por exemplo, o profissional pode, a partir de agora, receber treinamento adicional específico na área de medicina tropical.

“Mudanças nas características de determinados ramos da medicina exigem adaptações de nomenclatura e de distribuição das atenções profissionais; isso é próprio do caráter orgânico da profissão”, avalia Carlos Vital, 1º vice-presidente do Conselho e membro da Comissão Mista de Especialidades. A resolução nº 1.973/11 foi aprovada pelo CFM e entra em vigor na data de sua publicação.

Medicina paliativa – A resolução do CFM associa a área de medicina paliativa às especialidades clínica médica, cancerologia, geriatria e gerontologia, medicina de família e comunidade, pediatria e anestesiologia. De acordo com a médica Maria Goretti Sales Maciel, diretora do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, a criação da área traz mais visibilidade a um tipo de trabalho médico que já existe e é realizado com rigor científico.

“A medicina paliativa foi reconhecida no Reino Unido em 1987. A assistência e os estudos da área avançaram muito desde então; processo análogo deve ocorrer aqui”, ressalta Maciel, que é membro da câmara técnica sobre terminalidade da vida e cuidados paliativos do CFM e foi a primeira presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP).

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que 65% dos portadores de doenças crônicas que ameaçam a vida necessitam de cuidados paliativos. Com a publicação da norma que cria esta área, a comissão nacional de medicina paliativa da Associação Médica Brasileira (AMB) definirá os critérios para o reconhecimento dos primeiros paliativistas titulados do país.

Medicina tropical – A área de atuação medicina tropical, vinculada à especialidade infectologia, é dedicada ao estudo e tratamento de doenças como malária, febre amarela, dengue, esquistossomose e leishmaniose, típicas de regiões tropicais. Na avaliação do médico Juvêncio Dualib, chefe do setor de infectologia do Hospital de Heliópolis, em São Paulo, a especialidade é derivada do campo de estudo da medicina tropical, mas atualmente abrange um vasto número de doenças.

“A medicina tropical ocupa importante espaço da infectologia, por isso há infectologistas que se dedicam especificamente a doenças tropicais; com o reconhecimento da área, os pacientes passarão a saber que existem especialistas dedicados a esse grupo específico de doenças”, afirma. Dualib é professor da Faculdade de Medicina do ABC e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, instituição que deverá aplicar as provas a que deverão se submeter os médicos que buscarem titulação na nova área.

Outras mudanças – Com a resolução publicada nesta segunda, a área de atuação dor, que era associada somente às especialidades anestesiologia e neurologia, passa a ser associada adicionalmente a acupuntura, medicina física e reabilitação, neurocirurgia e ortopedia e traumatologia. Além disso, a especialidade medicina legal passa a ser denominada medicina legal e perícia médica. Deixaram de ser tratadas como áreas de atuação: cirurgia de coluna, perícia médica, reprodução humana e medicina aeroespacial. Também houve ampliação no número de especialidades vinculadas à área de atuação hepatologia, que, a partir de agora, ainda manterá ligações com a clínica médica e a infectologia.


Assessoria

Noticias Jornal de Floripa

01/08/2011 às 18h24min - Atualizada em 01/08/2011 às 18h24min


http://www.jornalfloripa.com.br/cienciaevida/index.php?pg=not%EDcia&id=1333


Conselho de Medicina cria três novas áreas de atuação médica

Conselho de Medicina cria três novas áreas de atuação médica
Resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) publicada nesta segunda-feira no "Diário Oficial da União" cria três novas áreas de atuação médica: medicina do sono, medicina paliativa e medicina tropical.

A partir de agora, o profissional que ingressar em um programa de residência da especialidade infectologia, por exemplo, pode receber treinamento adicional específico na área de medicina tropical.

Segundo Carlos Vital, vice-presidente do Conselho e membro da Comissão Mista de Especialidades, "mudanças nas características de determinados ramos da medicina exigem adaptações de nomenclatura e de distribuição das atenções profissionais; isso é próprio do caráter orgânico da profissão".

MEDICINA PALIATIVA

A resolução associa a área de medicina paliativa às especialidades clínica médica, cancerologia, geriatria e gerontologia, medicina da família e comunidade, pediatria e anestesiologia.

De acordo com a médica Maria Maciel, diretora do Serviço de Cuidados Paliativos do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo, a criação da área traz mais visibilidade a um tipo de trabalho médico que já existe e é realizado com rigor científico.

"A medicina paliativa foi reconhecida no Reino Unido em 1987. A assistência e os estudos da área avançaram muito desde então; processo análogo deve ocorrer aqui", ressalta Maciel.

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) indicam que 65% dos portadores de doenças crônicas que ameaçam a vida necessitam de cuidados paliativos. Com a publicação da norma que cria esta área, a comissão nacional de medicina paliativa da AMB (Associação Médica Brasileira) definirá os critérios para o reconhecimento dos primeiros paliativistas titulados do país.

MEDICINA TROPICAL

Vinculada à especialidade infectologia, a área de atuação da medicina tropical é dedicada ao estudo e tratamento de doenças como malária, febre amarela, dengue, esquistossomose e leishmaniose, típicas de regiões tropicais.

Para o médico Juvêncio Dualib, chefe do setor de infectologia do Hospital de Heliópolis, em São Paulo, a especialidade é derivada do campo de estudo da medicina tropical, mas atualmente abrange um vasto número de doenças.

A medicina legal também passa a ser denominada medicina legal e perícia médica. Deixam de ser tratadas como áreas de atuação: cirurgia de coluna, perícia médica, reprodução humana e medicina aeroespacial.

Além disso, o número de especialidades vinculadas à área de atuação hepatologia foi ampliado. A partir de agora, manterá ligações com clínica médica e infectologia.

A resolução n 1.973/11 foi aprovada pelo CFM e entra em vigor na data da sua publicação.

Portal Paranaense

Proprietários devem ficar atentos para proteger o animal e o ambiente em que ele vive, pois parasita pode desencadear doenças graves
01/08/11 às 21:31

Durante o verão, é comum que os proprietários de animais de estimação redobrem os cuidados para evitar a infestação do pet com parasitas como a pulga, que se favorecem de fatores como o clima quente e a umidade, para se proliferarem. Entretanto, durante o inverno, os estágios inferiores da pulga, ovos, larvas e pupas podem sobreviver em locais que mantenham uma temperatura ambiente, como a residência em que vive o animal. “As pulgas picam os animais, se reproduzem e se multiplicam em ovos, larvas e pupas (casulos) desde que a temperatura seja superior a 15º C. Desta forma, as residências são meios ideais para que as pulgas se mantenham durante todo o ano”, afirma a Dra. Simone Gonçalves, Professora Doutora da Universidade de Santo Amaro (Unisa) e responsável pelo Hemovet Laboratório e Centro de Hemoterapia Veterinária.
A infestação do animal pode ser evitada quando o proprietário atenta para fatores que favorecem a proliferação dos parasitas. Em um mês, dez pulgas depositam mais de 15 mil ovos na casa, sendo que em condições ideais de temperatura e umidade, as pupas eclodem entre oito e dez dias, e as pulgas jovens saem à procura dos animais. Uma vez no ambiente, os ovos podem permanecer no local por até um ano. Desta forma, é importante que seja dada uma atenção especial principalmente no local em que o pet dorme, pois é ali que se concentra a maior parte dos estágios inferiores desses parasitas. Além de trazer incômodos como alergias e coceiras, estes parasitas também podem transmitir doenças graves aos animais e seres humanos. “Cães e gatos afetados por pulgas podem contrair o Dipylidium caninum, parasita que ataca o intestino e causa diarreia, com consequente perda de peso. Ambos também podem ter processos alérgenos desencadeados como a dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP), além de anemia e estresse”, comenta a Dra. Simone.
Para eliminar os focos de parasitas e proteger o pet, inclusive durante o inverno, é essencial que sejam adotadas medidas de prevenção, ou em casos de infestação, de tratamento. Qualquer espaço que tenha a presença de ovos, larvas e pupa é propício para a reinfestação do animal, por não ter sido realizado um controle ambiental adequado, por isso também é muito importante que o proprietário atente para esta necessidade. Para realizar este tratamento integrado e auxiliar no controle ambiental, a Saúde Animal da Bayer HealthCare disponibiliza o Fleegard®, um antipulgas para ser aplicado em ambientes. Indica-se que o produto seja utilizado em todos os cômodos e locais habitados por cães e gatos, como tapetes, estofados, almofadas, poltronas, rachaduras e fendas de assoalhos, rodapés, cobertas e cama, incluindo a do animal, além dos bancos dos carros, garagem e sótão. Para manter o local protegido, basta uma ou duas aplicações de Fleegard® ao ano. É importante que o proprietário também controle a infestação de pulgas no animal com aplicações mensais de produtos que auxiliem na prevenção como o Advantage, o especialista em pulgas ou o antiparasitário Advantage Max3 contra pulga, carrapato e mosquito transmissor da leishmaniose. E caso o animal já tenha o parasita, que inicie o tratamento imediatamente, até a sua total eliminação, inclusive no ambiente em que ele vive.

RIO VERDE EM ALERTA

Seg, 01 de Agosto de 2011 02:10

Vários casos de Leishmaniose assustam população. Saiba mais sobre a doença
Moradores de Rio Verde estão preocupados com a contaminação da leishmaniose. A doença é transmitida por cães infectados. A secretaria de Saúde está investigando os casos.

Conforme informações da Secretaria Estadual de Saúde, em Rio Verde nos últimos três anos, 38 pessoas tiveram o tipo mais comum da doença, conhecida como leishmaniose tegumentar ou cutânea. O município registrou o maior número de casos em Goiás entre 2007 e 2009.

O que é?
A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um
mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. Depois de infectado
o animal passa a ser o hospedeiro da doença e quando em contato com
humanos pode transmiti-la.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, 3.500 pessoas, em
média, são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200,
anualmente. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das
ocorrências.

Prevenção
O médico veterinário, Carlos Zaratin, explica como prevenir a doença: ”A
medida mais eficiente é o uso da coleira à base de deltametrina, uma
substância que age como repelente. Não faz mal ao animal, não tem cheiro e
deve ser usada por seis meses. Assim, o cão estará protegido contra as
picadas do mosquito”.

Segundo Zaratin, é importante também a manutenção da higiene e limpeza nos
ambientes. Quanto aos sintomas nos animais, o médico alerta para que a
atenção seja permanente, uma vez que, mesmo depois de contaminado, a
doença pode permanecer inativa e o cão, sem sintomas por muito tempo.
”Depois de infectado, o animal começa a emagrecer, fica apático, perde
pelos e as unhas crescem bastante. Em qualquer um destes sintomas, um
médico veterinário de confiança deve ser consultado”, aconselha.

São Luis - Maranhão

Técnicos se capacitam para monitorar doença causada por protozoário
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1 de agosto de 2011 às 17:50

Técnicos de entomologia das 18 Unidades Regionais de Saúde participam esta semana de um treinamento para implantação do monitoramento entomológico nos pólos de produção de Leishmaniose Tegumentar Americana. A capacitação - que é uma realização da Secretaria de Estado da Saúde (SES) - teve início nesta segunda-feira (1º) e se estenderá até sexta-feira (5), no auditório da Funasa, em São Luís.

A Leishmaniose Tegumentar Americana é uma doença infecciosa, não contagiosa, que provoca úlceras na pele e mucosas. É transmitida ao homem pela picada das fêmeas de flebotomíneos infectadas. O SUS oferece tratamento específico e gratuito da doença, feito com uso de medicamentos à base de antimônio, repouso e uma boa alimentação.

O secretário-adjunto de Vigilância em Saúde da SES, Alberto Carneiro, disse que a diversidade de agentes, de reservatórios, de vetores e a situação epidemiológica da Leishmaniose Tegumentar Americana, aliada ao conhecimento ainda insuficiente sobre vários aspectos, evidenciam a complexidade do controle desta endemia.

"Este treinamento demonstra a preocupação que o secretário de Saúde, Ricardo Murad, tem com a valorização do trabalho dos técnicos e temos a certeza que irá contribuir com a qualidade e a sustentabilidade das ações do monitoramento durante os dois próximos anos de trabalho", afirmou Alberto Carneiro, durante a abertura do evento. Estavam presentes também o superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES, Henrique Jorge, e a coordenadora do Departamento de Endemias, Orzinete Soares.

A capacitação tem como objetivo principal estudar a diversidade e a distribuição das espécies de flebotomíneos, ampliar os conhecimentos sobre sua ecologia e subsidiar os órgãos de saúde na elaboração de estratégias para intensificação de ações de controle desses vetores. Eles serão capacitados, entre outras coisas, sobre as novas estratégias de controle de vetores, uso de capturador elétrico e armadilhas.

Orzinete Soares disse que com base nos indicadores epidemiológicos, demográficos, agropecuários e ambientais foram identificadas as áreas de maior produção de casos e definidas as localidades, pólos e circuitos de produção da enfermidade. "Existem oito pólos de produção da doença e as ações serão intensificadas em alguns municípios objetos de estudo", acrescentou.

Os estudos serão feitos nos pólos de Governador Nunes Freire; Barreirinhas e Chapadinha; Caxias e Codó; Colinas e São Domingos do Maranhão, Açailândia e Imperatriz; Santa Luzia e Arame.