Grande Otelo

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Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.

Apoio de várias celebridades

Apoio de várias celebridades
Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Leishmaniose em humano, mais casos na cidade de Oswaldo Cruz

31/01/2017 17h27 - Atualizado em 31/01/2017 17h27

Osvaldo Cruz confirma o primeiro caso de leishmaniose em humano

Doença foi diagnosticada em um 'adulto jovem', que não teve a idade revelada.
Confirmação foi nesta terça (31) e o paciente aguarda o início do tratamento.

Do G1 Presidente Prudente
Mosquito-palha (Foto: Reprodução / TV Globo)Mosquito-palha
(Foto: Reprodução/TV Globo)
A Prefeitura de Osvaldo Cruz confirmou, nesta terça-feira (31), o primeiro caso de leishmaniose visceral em humano, no município, em 2017. Conforme informações da Secretaria Municipal de Saúde e da Vigilância Epidemiológica, a doença foi diagnosticada em um “paciente adulto jovem”, que não teve a idade divulgada.
Ainda segundo a pasta, em 2016 não houve registros de leishmaniose em humanos na cidade, “mas desde 2007 já foram diagnosticados 54 casos”. “A Vigilância Epidemiológica lembra que a ocorrência de leishmaniose em humano está relacionada a um animal contaminado pela mesma doença na casa onde o paciente reside”, informou.
O Poder Executivo salientou que, através do setor do Controle de Vetores, “já realiza o manejo na região onde mora o paciente contaminado com visitas ativas”, retiradas de material de proliferação do mosquito-palha, vetor da doença, e ainda “inquérito canino para verificação de ocorrências de animais contaminados pela doença”.
“Já o paciente contaminado aguarda vaga para tratamento da doença e não foi necessária, por enquanto, sua internação”, salientou a Prefeitura.
As autoridades em saúde ainda alertaram para o “papel do cidadão na quebra do ciclo do mosquito da leishmaniose”. “Não adianta retirar os cães contaminados dos quintais se na casa da pessoa ou na vizinhança ocorrerem as condições propícias para a reprodução do mosquito que transmite a doença”, disse o integrante da equipe de Controle de Vetores da Secretaria Municipal de Saúde, Adalton Stocco.
A Prefeitura destacou que o mosquito que transmite a leishmaniose se reproduz e se alimenta a partir de material orgânico em decomposição, como restos de folhas, frutas podres, galhos, fezes de animais e adubo orgânico, entre outros materiais. Os insetos são mais encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.
“Portanto, é necessário que a população também colabore eliminando essas condições de reprodução do mosquito. Não adianta retirarmos os animais doentes se o inseto encontra condições propícias para se reproduzir e continuar picando novos cães e pessoas. Temos de eliminar o material orgânico dos quintais”, disse o secretário municipal de Saúde, Luiz Sérgio Mazzoni.

Leishmaniose? Agora é possivel tratar no Brasil.


Fonte: A crítica.net

TRATAMENTO APROVADO | Terça, 31 de Janeiro de 2017 - 17:30

Único tratamento aprovado para leishmaniose visceral canina chega ao mercado

De venda controlada, o medicamento pode ser adquirido apenas com a prescrição do Médico Veterinário. Até então, os animais diagnosticados precisavam ser submetidos à eutanásia
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Leishmaniose Visceral Canina é uma zoonose classificada como uma das seis endemias prioritárias no mundo, com casos detectados em mais de dez países da América Latina, sendo 90% deles em solo brasileiro
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Leishmaniose Visceral Canina é uma zoonose classificada como uma das seis endemias prioritárias no mundo, com casos detectados em mais de dez países da América Latina, sendo 90% deles em solo brasileiro / Divulgação
O mercado brasileiro acaba de receber o primeiro e único tratamento aprovado pelos Ministérios da Agricultura e da Saúde para a Leishmaniose Visceral Canina. Até então, os animais acometidos pela zoonose eram submetidos à eutanásia, pois os cães infectados são considerados os principais reservatórios da doença, participando do ciclo de transmissão da leishmaniose em humanos. A transmissão da doença para o homem, assim como para o cão, acontece a partir da picada do flebótomo – mais conhecido por mosquito-palha.
Desenvolvido pela Virbac, maior companhia farmacêutica do mundo dedicada exclusivamente à saúde animal, o MilteforanTM tem como princípio ativo a miltefosina, que constitui o primeiro agente de administração oral eficaz no controle da Leishmania, em formulação específica para uso veterinário.
A miltefosina faz parte da lista de substâncias controladas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Sendo assim, o MilteforanTM terá a venda controlada e feita somente através do médico veterinário, que, por sua vez, precisa efetuar um cadastro no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (SIPEAGRO) do MAPA, para adquirir e vender o produto.
Virbac Club Pet
Para facilitar a administração e manutenção do tratamento, a Virbac desenvolveu exclusivamente a ferramenta Virbac Club Pet, um aplicativo que atua como um canal de auxílio ao veterinário, para controle de todos os animais tratados, além de ser uma comunicação entre o veterinário e o tutor. O veterinário é o responsável por cadastrar o tutor e ambos recebem alertas e informações importantes sobre o acompanhamento e o tratamento. Assim, ambos podem se programar para o retorno do animal à clínica.
Atenção aos produtos vendidos ilegalmente!
Para garantir a qualidade e procedência do medicamento, as embalagens do MilteforanTM do Brasil possuem um código randômico coberto por uma tira cinza, que precisa ser raspada. Esse código garante a legalidade do produto e o respaldo do laboratório.
Fórmula eficiente para combater a Leishmaniose Visceral Canina
De acordo com os estudos realizados pela Virbac, o MilteforanTM proporciona visível melhora clínica dos animais com uma importante redução de sua carga parasitária, o que o torna uma ferramenta importante para a diminuição da transmissão da doença.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a Leishmaniose Visceral Canina é uma zoonose classificada como uma das seis endemias prioritárias no mundo, com casos detectados em mais de dez países da América Latina, sendo 90% deles em solo brasileiro. A transmissão da doença ocorre de cão para cão através da picada de um flebótomo, mais conhecido como “mosquito-palha”, infectado. O homem também pode ser contaminado se estiver presente em uma área endêmica, como viajante ou residente, se for picado pelo vetor.
No Brasil, a Leishmaniose Canina está presente em áreas rurais e urbanas, sendo o Nordeste a região mais acometida, além das capitais Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande e outras cidades paulistas como Araçatuba, Bauru e Presidente Prudente.
Como funciona o tratamento?
Por ser uma condição crônica, a Leishmaniose Visceral Canina precisa ser tratada durante toda a vida do cachorro diagnosticado. O tratamento com o MilteforanTM é feito em ciclos de 28 dias a cada quatro meses, sempre após reavaliação e controle médico. Tanto o médico veterinário quanto o tutor do cão infectado devem se responsabilizar em reavaliá-lo e manter o tratamento para o controle da doença.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Clodovil e a Campanha Diga Não à Leishmaniose

Marli Pó, que foi assessora de Clodovil Hernandes,  fez uma matéria em outubro no #PGMdoGUGU, aproveitou enquanto sobrevoava a casa de Clodovil em Ubatuba e conscientizou Gugu e o Comandante Hamilton. Ambos não sabiam do que se tratava, e claro, ela aproveitou para informá-los sobre essa grave doença que assola os humanos também... Gugu se mostrou muito interessado e já apoiou a nossa causa..



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Leishmaniose Causas, sintomas e tratamento em Humanos.



Usa-se o termo Leishmaniose para definir um conjunto de doenças (as Leishmanioses, para ser mais correto), causadas por parasitas do gênero Leishmania. Estes parasitas estão presentes em quase todos os continentes, com exceção da Austrália e Antártica, já tendo sido identificadas mais de 20 espécies.

A leishmaniose é caracterizada pela OMS (organização mundial de saúde) como uma das seis doenças infecciosas mais importantes do mundo. Estima-se que sejam acometidas todo ano cerca de 2 milhões de pessoas, no entanto a Leishmaniose é considerada uma doença negligenciada pela indústria farmacêutica, por acometer majoritariamente populações menos favorecidas, ou seja, com menor poder de compra e menor potencial de gerar lucros a essas empresas. No Brasil a leishmaniose está presente em todos os estados.

Apesar de infectarem primariamente animais, o homem pode ser contaminado se estiver presente em uma área endêmica, tanto como viajantes ou como residentes.
Leishmaniose - mosquito 
Mosquito transmissor da leishmaniose - Flebótomo
A transmissão da doença se dá através da picada de um inseto, o flebótomo do gênero Lutzomyia, que é pequeno o suficiente para atravessar malhas de mosquiteiros e telas. Ele recebe diversos nomes que variam com a região onde é encontrado, como mosquito palha, tatuquira, birigüi, cangalhinha, asa branca, asa dura e palhinha.

Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. A leishmaniose é uma zoonose. O mosquito só transmite a leishmania se tiver picado um animal infectado. 

As fontes de infecção são principalmente animais silvestres infectados, mas o cão doméstico pode servir também como hospedeiro (usamos este termo para designar o ser infectado). Quando o homem é picado pelo inseto que carrega a leishmania, pode desenvolver dois tipos de doença: a leishmaniose tegumentar (que acomete a pele e as mucosas) ou a leishmaniose visceral ou calazar (que acomete os órgãos internos). O que define se o paciente terá a forma cutânea ou a forma visceral é o tipo de leishmania que o contamina. 

Classificação e sintomas da leishmaniose (fotos retiradas do http://portal.saude.gov.br).

Após a picada do mosquito, o protozoário é inoculado em nosso corpo podendo se reproduzir localmente ou se espalhar pelo organismo.

Leishmaniose cutênea 1 -LEISHMANIOSE TEGUMENTAR OU FORMA CUTÂNEA - mais de 90% dos casos do mundo ocorrem na Arábia Saudita, Irã, Afeganistão, Peru e Brasil. É caracterizada pela presença de uma úlcera indolor, nas partes expostas do corpo, com formato arredondado ou ovalado, de tamanho variável (desde milímetros até alguns centímetros) e bordas elevadas. O período de incubação (tempo decorrido entre a picada do inseto e o aparecimento de sintomas) é em torno de 2 a 3 meses, mas pode variar de 2 semanas a dois anos.

Leishmaniose cutênea Leishmaniose cutênea 
1.1) Leishmaniose forma cutânea localizada: geralmente há resolução espontânea em um espaço de tempo que varia de acordo com a imunidade do hospedeiro e com o tipo de leishmania envolvido. Pode ocorrer mais de uma lesão ao mesmo tempo (até 20 lesões) e geralmente há boa resposta ao tratamento.

Leishmaniose cutênea difusa  1.2) Leishmaniose forma cutânea disseminada: é uma forma rara que ocorre em apenas 2% dos casos, caracterizada pelo aparecimento de múltiplas lesões papulares e acneiformes (semelhantes a acne), envolvendo várias partes do corpo, inclusive a face e o tronco, podendo chegar a centenas. Inicialmente há lesões semelhantes às da forma localizada, havendo posteriormente disseminação do parasita através do sangue, levando ao surgimento de lesões distantes da picada em poucos dias. Pode haver febre, dores musculares, mal-estar geral e emagrecimento. É uma forma que apesar de mais extensa também apresenta boa resposta ao tratamento.

No Brasil, esta forma é normalmente causada pela espécie leishmania amazonensis e leishmania braziliensis. 

1.3) Leishmaniose forma cutânea difusa: forma rara e grave, em que o indivíduo não consegue gerar uma resposta imunológica adequada para eliminar o parasito. No Brasil é causada pela espécie  leishmania amazonensis. 

Não há úlcera, mas sim lesões nodulares ou em placas, cobrindo grandes extensões do corpo, frequentemente associadas a deformidades e que respondem mal ao tratamento. Habitualmente existem grandes quantidades de leishmania nas lesões.

1.4) Leishmaniose forma mucosa ou muco-cutânea: corresponde a aproximadamente 3 a 5% dos casos de leishmaniose tegumentar. É caracterizada por resposta imunológica exacerbada e ineficaz, com destruição dos tecidos onde se localiza a infecção e má resposta ao tratamento. Acomete as mucosas das vias aéreas superiores (nariz, boca) e é indolor. Geralmente surge após cicatrização de uma lesão cutânea, (tanto espontaneamente como por terapêutica inadequada), através da disseminação do parasito pelo sangue ou vasos linfáticos. Entretanto, pode ocorrer sem evidência de lesão cutânea prévia ou concomitantemente a uma lesão cutânea a distância.

2) LEISHMANIOSE FORMA VISCERAL - forma crônica caracterizada pelo acometimento sistêmico (dos órgãos internos) pela leishmania, em oposição aos casos acima descritos, em que a doença é restrita à pele ou mucosas. No Brasil, a leishmania chagasi é o parasita que causa leishmaniose visceral.

Leishmaniose visceral 
O período de incubação varia de 2 a 6 meses. A infecção pode ser oligossintomática (quase ou nenhum sintoma) ou de moderada a grave, levando o paciente à morte.

Nos casos sintomáticos iniciais, há anemia, esplenomegalia (aumento do baço), hepatomegalia (aumento do fígado) e febre.

Se não for diagnosticada e tratada adequadamente, a doença evolui e pode ocorrer emagrecimento significativo, comprometimento da função hepática e renal, febre contínua e redução do número de plaquetas e de leucócitos, levando a sangramento, infecções bacterianas e óbito.

Na foto ao lado, vê-se um rapaz com leishmaniose visceral, onde foi marcado à caneta a área onde se consegue palpar o baço e o fígado. Repare como ambos encontram-se com tamanhos muito aumentados.

Diagnóstico da leishmaniose

- No caso da Leishmaniose Tegumentar, o aspecto clínico da lesão de pele associado a uma história epidemiológica compatível pode levar ao diagnóstico, mas o ideal é que se utilizem métodos parasitológicos (em que se faz a pesquisa do parasito em um pedaço de tecido) para confirmação.

No caso da Leishmaniose Visceral, o diagnóstico parasitológico pode ser realizado em amostras de medula óssea, fígado, baço e linfonodos.

Intradermoreação de Montenegro: teste realizado com injeção intradérmica de antígenos (proteínas) de leishmania. Caso o doente já tenha entrado em contato com o parasita (está infectado ou já esteve), ocorre uma reação inflamatória no local da injeção. Pode, portanto, ser positivo após tratamento bem sucedido e negativo na forma cutânea difusa, uma vez que depende da resposta imunológica do indivíduo. Nos casos de calazar, o teste é negativo, tornando-se positivo somente após a cura clínica.

Diagnóstico imunológico: utiliza-se a imunofluorescência indireta (RIFI) e o ELISA. Estes testes detectam os anticorpos anti-Leishmania circulantes no sangue de pessoas que já entraram em contato com o parasito. Por isso não devem ser utilizados como critério isolado para diagnóstico na ausência de outros dados clínicos e laboratoriais, 

Tratamento da leishmaniose

As drogas de primeira escolha para tratamento da Leishmaniose são os Antimoniais Pentavalentes. Devem ser administrados por via parenteral (ou seja, intra-muscular ou intra-venosa), por uma período mínimo de 20 dias. A dose e o tempo da terapêutica variam com as formas da doença e gravidade dos sintomas.

O seu principal efeito colateral é a indução de arritmias cardíacas e está contra-indicado em mulheres grávidas nos 2 primeiros trimestres, doentes com insuficiência hepática e renal e naqueles em uso de drogas anti-arrítmicas.

Outras drogas usadas no tratamento da leishmaniose incluem a anfotericina B, paromomicina e pentamidina 

Há vacinas em desenvolvimento no Brasil, já em fases avançadas.

Leia o texto original no site MD.Saúde: LEISHMANIOSE | Sintomas e tratamento http://www.mdsaude.com/2010/05/leishmaniose.html#ixzz1pp5AhtNm

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Leishmaniose ou Calazar, "Doença de Zumbis", como é conhecida em Portugal e nos EUA

CIÊNCIA & SAÚDEMUNDO   

A VERDADEIRA “DOENÇA DOS ZOMBIES” ESTÁ A PROPAGAR-SE NOS EUA

 
Os cientistas registaram, nos EUA, vários casos de leishmaniose, uma doença crónica provocada por protozoários que faz com que o corpo de uma pessoa apodreça e se desfaça.
De acordo com o artigo publicado na revista Clinical Infectious Diseases, a doença terá “viajado” do Iraque ou do Afeganistão para os Estados Unidos.
“Além dos militares no Iraque e Afeganistão, os eco-turistas que viajam à América Central e Latina também são altamente vulneráveis à doença”, disse Naomi Aronson, especialista da Universidade Militar e Médica de Bethesda, nos EUA.
“A forma cutânea desta doença provoca cicatrizes repugnantes e é mortal, pelo que o diagnóstico precoce e uma estratégia certa para o combate ao protozoário são vitais para nós”, acrescentou.
A leishmaniose é uma doença crónica, de manifestação cutânea ou visceral, causada por protozoários flagelados do género Leishmania, da família Trypanosomatidae.
Em abril do ano passado, os média internacionais começaram a divulgar informações sobre a “doença misteriosa dos jihadistas” que se multiplicava entre os habitantes das regiões síriascontroladas pelo Daesh.
Segundo várias testemunhas, esta doença faz com que a pessoa infetada literalmente se desfaça aos poucos, sendo que o processo começa no rosto.
Os médicos têm duas teorias quanto às origens desta epidemia – podem ser estreptococos do grupo A que provocam fasciíte necrosante – a “bactéria devoradora de carne” – ou protozoários de leishmania que se propagam através de micróbios.
As doenças têm o mesmo resultado e são igualmente mortais para os infetados, o que leva os médicos a procurarem métodos de proteger a população do Médio Oriente.
Úlcera cutânea causada pela Leishmaniose num adulto da América Central
Úlcera cutânea causada pela Leishmaniose num adulto da América Central
Segundo a revista PloS One, milhares de pessoas na zona do conflito têm leishmaniose e fasciíte.
Naomi Aronson e outros especialistas afirmam que, ao longo dos últimos meses, houve vários casos de contaminação no Texas e em Oklahoma – com sintomas semelhantes aos de leishmaniose.
Esta situação fez com que os cientistas estudassem as vias prováveis de propagação da infeçãopela América do Norte.
O novo estudo revela que as células de leishmaniose extraídas dos tecidos e do sangue dos indivíduos infetados são semelhantes aos protozoários de dois locais do mundo: o género Leishmania tropica, do Médio Oriente, e a Leishmania braziliensis sul-americana.
Também há cerca de duas dezenas de tipos deste protozoário que habitam a África e a América do Sul.
Os grupos de pessoas que, por excelência, se tornam hospedeiros do protozoário no Médio Oriente são os militares do Exército norte-americano que têm contato com os cadáveres de pessoas já infetadas – enquanto que, na América do Sul, são na maioria turistas e apreciadores da natureza selvagem.
O tratamento e diagnóstico da doença difere consoante o tipo de leishmaniose, algo que os médicos devem ter em consideração ao interrogar os pacientes sobre as viagens que realizaram ou sobre o serviço militar.
Os especialistas recomendam que as agências de turismo aconselhem os clientes a usar repelentes durante viagens ao Brasil e a outras regiões da América do Sul e a visitar um médico se sentirem quaisquer sintomas da doença.
ZAP / Sputnik News

Leishmaniose é tema de conscientização em Florianópolis.

Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis faz campanha de combate à leishmaniose

Há registros de casos em 28 bairros da Capital, a maioria nas regiões da Lagoa, Canto e Costa da Lagoa, Pantanal e Córrego Grande. Cães serão examinados e receberão repelente para prevenir a doença
O Centro de Controle de Zoonoses municipal lançou novo alerta sobre a situação da leishmaniose em cães de Florianópolis e promove ações de prevenção e tratamento nos bairros mais afetados. A população da Costa da Lagoa será a próxima a receber a visita dos técnicos, na quarta-feira (23), em mutirão que percorrerá a região dos pontos 4 ao 14, de barco, coletando exames e distribuindo pipetas repelentes.

O cão é o principal reservatório da Leishmania na área urbana. Neste animal o parasita se instala e permanece viável durante toda a sua vida, transmitindo a doença com a ajuda do mosquito vetor. Entre os possíveis sintomas de contaminação estão emagrecimento excessivo, queda de pelos na região dos olhos e das orelhas, acompanhada ou não de sangramento, conjuntivite, feridas e crescimento anormal das unhas. Quem tem cães que apresentam alguns desses sintomas deve procurar a equipe do Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis.

Nos seres humanos, os sintomas incluem febre, cansaço muscular, perda de apetite, emagrecimento e aumento do volume abdominal. A ocorrência da doença é crescente em vários estados do país, causando óbitos principalmente em crianças e adultos com baixa imunidade. Em Florianópolis, inicialmente, sua ocorrência estava limitada a casos localizados no entorno da Lagoa da Conceição. No entanto, atualmente encontra-se em franca expansão para outras áreas e bairros da cidade. Hoje a doença encontra-se distribuída em 28 bairros da Capital – a maioria na Lagoa, Canto da Lagoa, Costa da Lagoa, Pantanal e Córrego Grande.
O uso de coleiras repelentes, a vacinação e manter o espaço doméstico limpo são medidas que ajudam a evitar a doença. A leishmaniose é detectada por meio de testes laboratoriais. Desde 2010, o centro de zoonoses já investigou mais de 7.000 cães. Não há tratamento para a doença em animais. Nesse caso, a eutanásia é a única solução apontada pelo Ministério da Saúde para evitar a transmissão para seres humanos.
Até agora, não foram registrados casos autóctones em pessoas na Capital, mas a doença está amplamente distribuída no mundo, incluindo o Brasil, em especial na região Nordeste. A zoonose tem evolução crônica e, se não tratada em humanos, pode levar à morte.

O alerta e as informações completas sobre a doença estão disponíveis para consulta e download no site da prefeitura. Informações pelo telefone:(48) 3338-9004 ou pelo e-mail zoonoses.pmf@gmail.com

Sergipe em alerta para o Calazar - leishmaniose

21/11/2016 09:53

SE realiza reunião para a prevenção da Leishmaniose Visceral

Representantes da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (SES), do Núcleo de Endemias, Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), do Centro de Zoonose do município e da Vigilância Epidemiológica Municipal de Aracaju, participaram de uma videoconferência com o Ministério da Saúde para discutir diretrizes a serem tomadas em relação ao combate à Leishmaniose Viscerais.
A reunião focou em sensibilizar os profissionais para a importância do diagnóstico precoce da doença, que está espalhada e é crescente por todo o território sergipano. O grupo discutiu estratégias para descentralizar os testes rápidos para Leishmaniose, tornando o resultado mais rápido e eficiente.
Atualmente, esses testes só são ofertados no Lacen, no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) e no Hospital Universitário (HU). “O diagnóstico precoce é fundamental para que exista a cura, fazendo todo o tratamento que é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que dura seis meses”, relata a coordenadora do Núcleo Estadual de Endemias, Sidney Sá.
Segundo o coordenador do Lacen, Cliomar Alves dos Santos, o serviço realiza uma média mensal de 40 exames e o tempo do resultado é de sete dias. Ele alerta que poucos médicos solicitam esse exame.
“Fazemos muitos exames para Dengue e Zika, que na maioria das vezes não dá resultado reagente e que poderia ser um resultado para Leishmaniose, pois os sintomas são facilmente confundidos”, alerta.
Os sintomas nos seres humanos são: febre, emagrecimento, aumento do tamanho do baço e do fígado, palidez, fraqueza, edemas, icterícia (cor amarelada da pele e dos olhos), hemorragias, quadros infecciosos e tosse.
A Leishmaniose Visceral (ou Calazar) é causada por um protozoário transmitido pelo Flebotomíneos (Mosquito Palha ou Birigui), que tem como um dos principais hospedeiros o cão doméstico. No homem, quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores serão as chances de cura. No cão, não há indicação de tratamento, pois não há comprovação cientifica de cura.
Controle da doença
Segundo Sidney Sá, a execução do programa de controle e eliminação da Leishmaniose Visceral é de responsabilidade dos próprios municípios. Eles contam o apoio técnico da SES e do Ministério da Saúde para o fornecimento de insumos estratégicos, como inseticidas e medicamentos para o tratamento humano.
“Para fazer o controle da doença, é necessário que as Secretarias Municipais de Saúde façam a investigação dos casos, inclusive nos animais, o controle do vetor através do uso de inseticida em áreas infestadas pelo mosquito transmissor, ações voltadas para educação em saúde da população. Ainda é preciso que haja o manejo ambiental. O proprietário do cão que desejar fazer exame sorológico para diagnóstico da Leishmaniose Visceral deve procurar um Centro de Zoonoses do seu município (caso possua) ou a Secretaria Municipal de Saúde para solicitar o exame”, explica a coordenadora.
“Os exames são realizados primeiro nos municípios, com o uso de um Teste Rápido para fazer uma triagem dos animais suspeitos. O sangue dos animais que derem resultado positivo, e 10% dos negativos, é enviado para o Lacen, da SES, para confirmação ou não do caso. Em caso de positivo, o animal deve ser submetido à eutanásia. Embora existam várias pesquisas sobre o tratamento dos animais positivos, seguimos protocolo do Ministério da Saúde que recomenda a retirada dele do meio ambiente”, explica Sidney Sá.
Leishmaniose em números
Neste ano, já foram confirmados 34 casos Leishmaniose Visceral em Sergipe. Desses, 25 que realizaram o tratamento correto ficaram curados e nove foram a óbitos.
Entre 2011 e 2015, foram 385 notificações, 256 confirmações, 214 pessoas curadas e 29 óbitos. As faixas etárias com maior incidência da doença são os adultos entre 20 e 39 anos, seguido das pessoas com idade entre 40 e 59 anos e, por último, as crianças de 0 a 4 anos.
De janeiro até a primeira semana de novembro, Aracaju foi o município que teve maior incidência da doença, com 24 casos. Nossa Senhora do Socorro apresentou três casos, dois deles com diagnósticos de cura. Já em Santana do São Francisco foram dois casos, ambos curados, e a Barra dos Coqueiros, juntamente com Ilha das Flores, Itabaiana, Neópolis e Santa Rosa de Lima, apresentaram uma confirmação cada.
por Agência Sergipe