Grande Otelo

Grande Otelo
Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.

Apoio de várias celebridades

Apoio de várias celebridades
Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

leishmaniose exames necessários


Leishmaniose em Humanos

Uma grande ferida se formou não só no rosto mas no corpo do jovem, numa viagem feita para um país na América do Sul. Na verdade, em todo o mundo existem casos de leishmaniose, mais comuns em lugares de mata atlântica e úmidos, com mata fechada....O desmatamento é a causa da chegadas desses mosquitos aos centros urbanos, atingindo os cães e os humanos tb... Ficar em alerta e se prevenir em viagens assim, é o melhor REMÉDIO. #PREVENIR #CONSCIENTIZAR #ENCOLEIRAR






https://noticias.guia-total.com/leishmaniose-cria-uma-enorme-ferida-aberta-no-rosto-de-um

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Leishmaniose - Presidente Prudente mais casos



01/06/2017 • 11:37:48

Homem de 29 anos morre por leishmaniose em Presidente Prudente

Cadastro errado atrasou trabalho da VE da cidade, que não conseguiu evitar o caso


DE PRESIDENTE PRUDENTE


Um homem de 29 anos morreu em Presidente Prudente após ser vítima de leishmaniose. A informação foi confirmada pela Vigilância Epidemiológica do município.

De acordo com informações da VE, todo um trabalho, agora, deve ser feito na região onde a vítima morava. O órgão informou que é importante que o endereço dos moradores e os nomes dos moradores estejam atualizados no cadastro da prefeitura para que o trabalho de prevenção seja feito.

O homem que morreu passou o bairro onde morava errado para a VE e prejudicou o trabalho de prevenção do caso.

O principal cuidado que a população deve tomar é com o acúmulo de fezes de animais perto de casa.

A Leishmaniose é uma doença crônica causada pela picada do mosquito palha que transmite o parasita Leishmania. Existem três tipos da doença: a leishmaniose cutânia, leishmaniose visceral e a leishmaniose mucocutânea.

A doença começa a se desenvolver rapidamente quando os parasitas chegam as correntes sanguíneas e se espalham pelas células e outros tecidos.

A principal causa da doença é pela picada do parasita Leishmania. Esse parasita costuma ser encontrado em ambientes úmidos no período mais quentes do ano. Eles preferem o período noturno para picar.

Este é o segundo caso de morte por leishmaniose na cidade em 2017. A morte do homem está sendo apurada.


Leishmaniose


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Ibatiba - Espirito Santo

Ibatiba decreta situação de emergência devido a surto de Leishmaniose

18.05.2017
A Prefeitura Municipal de Ibatiba decretou situação de emergência no município em razão de um surto de Leishmaniose Tegumentar Americana, doença infecciosa infecciosa que acomete pele e mucosas. O decreto tem validade de 180 dias. Até o momento foram registrados 20 casos da doença no município.
A localidade de Córrego de São José de Miriti foi a mais afetada, com 12 casos da doença até o momento. No local, também foram identificados indícios da presença do mosquito transmissor, Dipteros Flebotomínios, conforme observado pelas equipes de vigilâncias do município e do Estado. A doença é transmitida pela fêmea do inseto.
A medida emergencial visa intensificar as ações que já vem sendo tomadas e abranger novas alternativas, como o fechamento de convênios ou contratos para a realização e exame parasitológicos e laboratoriais como amilase, lipase e fosfata alcalina e eletrocardiograma com laudo.
A Prefeitura Municipal informou que com o decreto terá mais condições de combater o surto. O município fica dispensado da realização de licitação, passando a ter autorização para requisitar bens e serviços específicos para a contenção da doença.
Segundo a enferemeira da vigilância de Saúde de Ibatiba, Adressa Bonela, várias ações estão ocorrendo visando o controle da doença. “Estamos realizando a capacitação de profissionais, visitas de técnicos da Secretaria Estadual de Saúde e nas localidades acometidas pela doença com avaliação dos animais domésticos, avaliação das moradias, borrifação de casas e anexos das localidades mais acometidas e orientações à população”, explica a enfermeira.
No ano de 2016, o município notificou cinco casos da Leishmaniose Tegumentar Americana.
A doença
A leishmaniose tegumentar americana é uma doença infecciosa causada por diferentes espécies de protozoários denominadas Leishmania, que acomete pele e mucosas. Popularmente é conhecida como ferida brava, leish, úlcera de bauru e nariz de tapir.

É transmitida ao homem pela picada de um inseto denominado flebotomíneo, conhecido também como “mosquito palha”, birigui”, “cangalhinha ou “tatuquira”. O inseto se contamina após picar animais infectados, que podem ser alguns animais silvestres ou animais domésticos, como cães e gatos. A doença não passa de pessoa para pessoa.
Cuidados
Como é uma doença que não possui vacina, a Vigilância de Saúde de Ibatiba orienta ter muita atenção às medidas de prevenção e controle da doença. Quem tiver animais de estimação emc asa, como cães e gatos, devem observar a presença de feridas que não cicatrizam, principalmente no focinho, orelhas ou bolsa escrotal. Caso encontrar esse sintmoas no aminais deve-se comunicar ao serviço de zoonoses municipal.

Em humanos, caso apresente alguma ferida que não cicatriza, a orientação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.

Leishmaniose em Porto Alegre, prefeitura toma precauções contra o aumento da doença.

 Porto Alegre traça plano para enfrentar leishmaniose 

Foto de Fredy Vieira - Jornal do Comércio


Parte dos cães com suspeita da doença está sob tutela da Seda e parte aos cuidados da Vigilância 

Por -  Igor Natusch e Isabella Sander

Está programada para a próxima terça-feira uma reunião que deve definir as medidas que serão tomadas pela prefeitura de Porto Alegre para evitar novos casos de leishmaniose visceral humana no município. Convocado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o encontro terá a presença de conselhos de medicina humana e veterinária, além de especialistas em infectologia e representantes de universidades. Na ocasião, serão traçadas estratégias de médio e longo prazo para combater a doença, disseminada pelo mosquito-palha e que já causou três mortes na Capital. "No momento, temos uma variável climática em andamento, já que a queda de temperatura vai diminuir a presença do vetor (mosquito)", diz Anderson Araújo Lima, coordenador-geral de Vigilância em Saúde da SMS. De acordo com ele, o monitoramento feito pelo órgão não identificou, durante a última semana, a presença do inseto nas áreas atingidas por casos anteriores da doença. "Mas é importante que sejamos mais proativos, que estejamos desde já trabalhando para evitar novos casos quando a temperatura subir novamente", acentua. A principal ação contra o mosquito está sendo a remoção de resíduos orgânicos do Jardim Carvalho e do Morro Santana, onde ocorreu o contágio. O inseto se reproduz em meio aos detritos, ao contrário de outros de sua família, que fazem uso da água parada. O órgão já concluiu a identificação dos moradores da região, e garante estar preparado para a aplicação de testes rápidos em toda a população dos locais, caso seja necessário. Apesar de ser facilmente tratável se identificada em fase inicial, a leishmaniose é uma enfermidade assintomática em seus primeiros estágios, o que dificulta o diagnóstico. A terceira vítima fatal, uma mulher de 81 anos que faleceu nesta semana, chegou a ser entrevistada por agentes da Vigilância em Saúde em janeiro, mas não apresentava nenhum sintoma identificável da doença. Quando já está em estágio avançado, adverte Lima, a leishmaniose acaba sendo fatal em 95% dos casos. A equipe da SMS também monitora os cães da região, que podem transportar o parasita. De acordo com Lima, casos de leishmaniose em cães são registrados pela pasta pelo menos desde 2010. Coleiras repelentes estão sendo distribuídas para uso dentro da área de risco, mas a medida acaba tendo eficácia diminuída, na medida em que alguns moradores comercializam ou simplesmente descartam o equipamento. "São comunidades muito vulneráveis, que, às vezes, têm dificuldade de compreender os riscos ao qual se expõem", lamenta Lima. Foram instaladas placas de alerta em vários pontos da mata, onde escoteiros e esportistas costumam realizar trilhas e visitas em grupo. "É muito importante que as pessoas usem repelente e manga comprida nesses locais", adverte. 

 Mamíferos silvestres também são vetores da enfermidade 

Além dos 21 cães que estão sob tutela da Secretaria Especial dos Direitos dos Animais (Seda), há outros 12 aos cuidados da Vigilância em Saúde, que, há cerca de duas semanas, chegaram a ser levados para uma clínica para serem sacrificados. Devido a protestos de ativistas da causa animal em frente ao local, na zona Sul de Porto Alegre, no entanto, a prefeitura suspendeu o procedimento e determinou que a Seda entregasse um plano de ação alternativo para o tratamento desses animais. Fabiane pretende fazer exames mais precisos nesses cães e apresentá-los à administração municipal. Para os animais que, com um teste mais apurado, não tiverem detectada a leishmaniose, não é preciso nem fazer o tratamento, visto que não são infectantes. Será necessário monitorar a saúde deles, a fim de averiguar se tiveram algum contato com a doença. Porém, mesmo para os animais infectados, a secretária adjunta não acha admissível a realização de eutanásia. "Essa norma que o Ministério da Saúde preconiza não acompanhou os avanços da ciência. Há muitos estudos atuais que dão um diagnóstico mais preciso e tratamento para a enfermidade", destaca. Para Fabiane, um diagnóstico impreciso gera diversos transtornos à sociedade. O primeiro é tirar o animal de sua família para ser eutanasiado sem, muitas vezes, ter de fato leishmaniose. O segundo é um gasto desnecessário do Estado com a eutanásia. Por fim, a ineficácia do abate. "Se está enfatizando muito o cão como hospedeiro, mas há vários outros animais transmissores, inclusive os humanos. Em bairros de vulnerabilidade social há especialmente roedores", observa. Por isso, se forem sacrificados todos os cães da zona Leste, onde ocorre a endemia, mesmo assim a secretária adjunta não espera que o problema da leishmaniose cesse. Segundo a Fiocruz, os principais vetores são mamíferos silvestres, como preguiça, gambá, roedores e canídeos, e domésticos, como cão e cavalo. De acordo com a veterinária, o Brasil é o único país que usa a eutanásia como principal método de combate à doença, não adotando a vacinação canina como medida de controle. O foco costuma ser a prevenção, com políticas públicas para animais em situação de rua, como o controle da população animal e a oferta de melhores condições de vida para o cão. 

Seda entrega, na próxima semana, proposta para tratamento de cães

 Com opiniões divergentes sobre o que fazer com cães com suspeita de leishmaniose, a Secretaria Especial dos Direitos dos Animais (Seda) tem procurado convencer a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de que a eutanásia não é a única solução. Segundo a secretária adjunta da Seda, Fabiane Tomazi Borba, a pasta pretende entregar um plano de ação para atendimento aos cachorros com suspeita da doença até o início da semana que vem. Três pessoas morreram em Porto Alegre por Leishmaniose Visceral Humana, todos moradores da zona Leste. Sob a ótica de Fabiane, é constrangedor o impasse vivido hoje pela prefeitura. "Esse é um problema de saúde pública, tem que haver um plano de governo, e não de secretaria. Tentamos compor com os técnicos uma alternativa sem foco na eutanásia, mas não conseguimos ser ouvidos", lamenta. O plano de ação está sendo feito em conjunto com universidades, Organizações Não Governamentais (ONGs), protetores independentes e veterinários. O plano de ação envolverá propostas com base em parcerias com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), que fará exames histológicos de laboratório a preços mais baixos, e a empresa Virbac, que oferecerá o medicamento Milteforan, de tratamento para leishmaniose, gratuitamente durante um mês. "O foco é tornar esse projeto um plano de governo", afirma a secretária adjunta. Concomitante à elaboração do plano, a Seda está fazendo ações de esterilização e recolhimento do material para exame dos cães das vilas Laranjeiras e Tijucas, as mais afetadas pela doença. "Com os testes atualmente feitos pelo município, não é possível confirmar realmente a doença, e, aí, muitos animais seriam mortos sem ter a enfermidade. Essa é a nossa proposta, estabelecer melhores diagnósticos", explica Fabiane. Hoje, a Vigilância em Saúde municipal realiza o teste rápido e o Elisa no Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen-RS), que são os exames solicitados pelo Ministério da Saúde nessas ocasiões. "Esses dois não servem para diagnóstico exato de leishmaniose, e temos a confirmação disso, porque fizemos os testes em 21 cães que estão sob nossa tutela e que, em tese, estariam aptos para eutanásia, mas fizemos outros exames e somente nove deram positivo. Temos aí uma prova de que mais da metade dos animais seriam mortos sem necessidade", revela. O teste Ri-Fi, por exemplo, não é feito, nem o PCR. - 

Por Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/05/geral/563365-porto-alegre-traca-plano-para-enfrentar-leishmaniose.html)

/mpó #diganaoaleishmaniose #leishmaniose #prevenção #vidas #cães #sacrificar #tratar

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Porto Alegre - RS mata animais com suspeita de leishmaniose

MORTE INDUZIDA

Em Porto Alegre (RS), prefeitura quer matar animais com suspeita de leishmaniose

07 de maio de 2017 às 12:30


sexta-feira, 5 de maio de 2017

Depoimento da mamãe de uma PUG, que perdeu sua BB para a leishmaniose. É preciso conscientizar e prevenir, encoleirando os cães. Por que encoleirar? Porque as coleiras além de repelir o inseto ela tb mata, ajudando muito o meio ambiente e à todos nós, seres humanos. O flebotomíneo fêmea é ÚNICO transmissor, nenhum outro inseto transmite ao picar o animal, como, carrapato, mosquitos da dengue, etc, é o responsável pela transmissão. Essa transmissão é feita através das glândulas salivarias da mosquinha de 3 mm que tem cor de palha e adora restos orgânicos e úmidos. Informar, conscientizar e propagar sobre a PREVENÇÃO É PRECISO E PRECIOSO. Não caminhar com os cães muito cedo e em jardins com muitas plantas, ou ao entardecer, em locais como parques com mata, é uma boa precaução. Faça como a nossa amiga @Roxanne Nishiwaki, conte a sua história para que possamos informar outras pessoas e salvar mais vidas....GOD BLESS US!!



O Relato da mãe de Miya

4 meses após a morte da minha filha pug Miya, reuni forças para contar a vocês, minha triste jornada...
QUE MEU RELATO SIRVA DE ALERTA A TODOS OS PAPAIS E MAMÃES DE ANIMAIZINHOS!
Sou de SP, mas comprei a Miya em Brasília. Ela chegou ao final de 2013, com 9 meses. Era muito saudável, calma, boazinha... Era muito difícil perceber mudanças em seu comportamento, pois era naturalmente tranquila.
Desde o início, percebi uma "alergia" em seu queixo. Troquei os pratos por vidro, mas só piorava. Aos poucos perdeu os pelinhos ao redor da boca.
Sentia dores nas patinhas, mas sem explicação. Fez uma infinidade de exames nos 3 anos que passou comigo.
Íamos a veterinários mensalmente! Fez ultrassom várias vezes, radiografias no corpo todo, exames de sangue de todos os tipos, urina, fezes e até ressonância magnética na cabeça.
Nada explicava a piora dela que acontecia de forma progressiva. Dores nas patas, falhas nos pêlos que se espalharam pelo corpo todo, conjutivites, fezes amolecidas, anemia, febre, fraqueza, desânimo... até que começou a perder o apetite. Ela sempre foi louca por comida.

Foram muitos bons veterinários, exames, mas nada se concluía. Muitos diagnósticos infundados, mesmo com tantos exames. Fez vários tipos de tratamentos para as mais variadas doenças... Tomou muitos remédios que causaram danos irreversíveis e que só dificultaram ainda mais o correto diagnóstico. Até que em dez/2016, internei-a num hospital, pois estava com anemia aguda e precisava urgentemente de uma transfusão de sangue. Nesse hospital, ouvimos falar sobre uma doença que jamais havia sido suspeitada por nenhum dos outros veterinários: LEISHMANIOSE.
Achei pouco provável, pois Miya nunca tinha saído de São Paulo, sempre usou os melhores anti pulgas e carrapatos e era assistida por ótimos veterinários desde que chegou em minha casa. Eu conhecia Leish, sabia como era transmitida, mas não sabia do tratamento, tampouco sobre os sintomas, pois jamais me passaria pela cabeça (assim como não passou pela de nenhum vet), que ela pudesse ter uma doença dessas em São Paulo! Mas ela veio de Brasília, e após uma pesquisa, descobrimos ser uma cidade endêmica. E sim, mesmo prestes a completar 4 anos de vida, ela poderia ter trazido a doença, de lá.

Uma bateria de exames específicos para diagnosticar a doença, foi iniciada. Mesmo sem diagnóstico e pela urgência de uma solução, solicitei que se iniciassem os tratamentos para Leish. Miya estava morrendo na minha frente, internada na UTI de um hospital e eu precisava fazer algo, desesperadamente.
Primeiro exame de sorologia, deu negativo. O que não excluía a possibilidade da doença.
Segundo exame de PCR, tb deu negativo. Terceiro de medula positivo. E quarto de biópsia de pele e órgãos, tb positivos...
Tarde demais. Resultados saíram 1 semana após a morte da Miya. Ela teve duas paradas cardíacas durante um procedimento inevitável. Não resistiu após ser entubada na terceira...

Se em algum momento eu tivesse lido a respeito da doença, eu mesma teria conseguido diagnosticá-la.
Não li muito sobre doenças em cachorros porque não queria nem pensar na possibilidade de perdê-la. Tinha medo de ler e ficar sofrendo por antecipação... Hoje penso que se tivesse me informado melhor, poderia tê-la salvado e poupado o sofrimento da perda que destruiu minha vida. Sempre fui neurótica nos cuidados com ela. A levava ao veterinário até mesmo qdo lhe aparecia uma espinha! Não hesitava quando o assunto era o bem estar da minha filha. Podia ser dia, noite, não importava o horário. Se eu percebesse algo incomum, saía correndo para o vet.

Miya teve os dois tipos de Leishmaniose: cutânea e visceral.
Apresentou TODOS os principais sintomas: descamação da pele e perda de pêlos (especialmente na região das articulações, boca, orelha e rabo), dores nas articulações, febre, anemia, crescimento exagerado das unhas, emagrecimento, conjutivite, fezes amolecidas e com sangue e por fim, aumento de baço e fígado.
Os primeiros indícios da doença foram anemia e proteína alta. Uma associação que somente veterinários especialistas nessa doença, conseguem fazer...
O grande problema é que somente em nov/2016, foi liberado o tratamento de Leishmaniose em cães, no Brasil. Até então, a eutanásia era a única solução imposta pelo governo. Muitos cães foram tratados de forma clandestina. A proibição do tratamento, formou poucos especialistas no assunto...
Pelo desconhecimento dessa doença, de minha parte e tb dos vets, perdi minha única filha.

Lendo agora todo esse texto, a Leishmaniose é muito clara! Mas os sintomas vieram aos poucos, e não de uma vez. Cada novo sintoma, um novo diagnóstico, um novo tratamento, e enquanto isso, a verdadeira doença só ficava cada vez mais, "mascarada"...

Brasília é uma cidade endêmica. Miya chegou doente pra mim, e desde sempre deu indícios. Os primeiros sintomas podem demorar anos para se manifestar, mas Miya já apresentava sinais em seu primeiro hemograma completo, realizado logo que chegou: anemia e proteína alta. Além da "alergia" no queixo.

Muitos veterinários e médicos da minha família, se envolveram no caso da Miya em seu último mês de vida, mas infelizmente, não foi possível salvá-la. Hoje, seu caso está sendo estudado por veterinários da USP, que estão elaborando um material para ajudar e treinar outros veterinários a conseguirem diagnosticar essa doença.
Penso que essa atitude possa salvar muitos outros cães, então estou contribuindo com meus relatos, imagens e todos os exames que ela realizou nos últimos 3 anos (cerca de 40)!!!!

Que isso sirva de alerta a todos!

Fiquem atentos! Leiam mais sobre doenças! Pesquisem! Não ignorem qualquer tipo de anormalidade! Procurem bons especialistas! Estejam preparados financeiramente para qualquer imprevisto! Internações e determinados exames e procedimentos, custam tão caro quanto para humanos! Um bom plano de saúde pode ser a solução.

Dói muito falar sobre a Miya. Ela era minha única filha, mas sinto que posso ajudar a salvar algum animal, com minha experiência traumática, por isso vim até aqui.

Espero ter podido ajudar, de alguma forma.

FIQUEM ALERTAS!!! E amem seus animaizinhos, incondicionalmente ❤️

OBS: a Leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito palha, que é comum em determinadas regiões do Brasil. As coleiras Scalibor e Seresto, são bastante eficazes para repelir o mosquito, e existe a vacina que é cerca de 90% eficaz.
Leishmaniose não tem cura, mas hoje, o tratamento está liberado para animais. Muitos bons remédios têm chegado ao país. Desde que acompanhados por bons vets e devidamente medicados, os animaizinhos podem levar uma vida normal.
Em caso de suspeita, peçam exames de sorologia e proteinograma. São simples, não custam tão caro e podem salvar a vida de seu bebê.


Existem muitos métodos preventivos para os cães, e agora gatos. Consulte o veterinário e previna o seu cão protegendo toda a sua família.

Coleiras : Scalibor, Serestto, (serve tb para gatos), Leevre. Scalibor e Leevre são a base de deltametrina.
Pour on - Max 3 Advantage (Bayer), Pulvex (MSD Saúde Animal), Effective (Hertape) e o Frontline para gatos tb
Vacina - Apenas uma no Brasil - A leish-tech (Hertape)

Para tratamento, o único medicamento aprovado pela ANVISA é o Milteforan do Laboratório Virbac.

Saiba mais verificando as matérias deste blog. Todas elas de veículos renomados.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Novas pesquisas sobre a Leishmaniose - Universidade de São Paulo - USP

Biologia molecular avança na guerra contra a resistente Leishmania

Pesquisa da USP detecta proteínas que podem interferir na morte do parasita causador da leishmaniose
Beatriz Simonsen Stolf Carboni e Maurício Scavassini Peña, do ICB: conhecimento das proteínas metacaspase e ISP3 pode ser a chave para futuros tratamentos da leishmaniose – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
A metacaspase é uma proteína que está diretamente envolvida com a morte de parasitas do gênero Leishmania, causadores da leishmaniose. Em um laboratório do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, cientistas trabalham na tentativa de elucidar os mecanismos que regulam a atividade desta proteína. Os estudos vêm sendo realizados sob a supervisão da professora Beatriz Simonsen Stolf, do Departamento de Parasitologia do instituto.
“A leishmaniose é considerada uma doença negligenciada, portanto conta com poucos recursos para pesquisas, mas atinge aproximadamente 12 milhões de pessoas no mundo”, explica Beatriz. Ela é uma das autoras de um artigo sobre o tema veiculado recentemente no jornal Cell Death and Disease, da Nature. O texto resulta da dissertação de mestrado do biólogo Mauricio Scavassini Peña, Identificação de ligantes da metacaspase de Leishmania (L.) amazonensis pela técnica de “phage display”, orientada por Beatriz.
Segundo a pesquisadora, o tratamento da doença é tóxico e nem sempre eficiente. “Alguns parasitas conseguem sobreviver e prosseguem com o processo de infecção”, descreve a professora. Na tentativa de melhor entender a proteína os cientistas a produziram sinteticamente. “Produzimos a metacaspase de Leishmania amazonensis, uma das espécies que causa a leishmaniose no Brasil”, conta. A partir daí, por meio de técnicas moleculares, utilizaram uma biblioteca contendo sequências de proteínas sintéticas. “Essas bibliotecas são adquiridas junto a empresas de biologia molecular”, explica Beatriz, ressaltando que “foi usado cerca de 1 bilhão de sequências na busca de proteínas que se ligassem e pudessem controlar a metacaspase”. A expectativa dos pesquisadores era encontrar uma proteína que aumentasse a atividade da metacaspase, gerando maiores possibilidades de morte do parasita.

Proteína protetora

Nos experimentos com as moléculas sintéticas, nenhuma foi capaz de aumentar a atividade da metacaspase. Ao contrário, os cientistas localizaram uma proteína que atua como “fortalecedora”, ajudando na sobrevivência do parasita: a ISP3. Tal atividade protetora da proteína foi testada em laboratório. “Aquecemos uma amostra de Leishmania a 37 graus centígrados, que é a temperatura aproximada do corpo humano, e colocamos a ISP3. Foi quando constatamos que a metacaspase teve sua capacidade reduzida em relação à morte do parasita”, descreve a pesquisadora.

De acordo com a pesquisadora, o conhecimento adquirido até o momento em relação a estas proteínas (metacaspase e ISP3) será uma base importante para novos estudos que visem à morte do parasita e à consequente cura para a leishmaniose. “Podemos estimar um prazo médio de dez anos para buscarmos inibidores para a ISP3. Além disso, ainda serão necessários vários estudos”, acredita Beatriz.
O objetivo dos cientistas agora, a partir dessas constatações, é produzir em laboratório a Leishmania sem a proteína ISP3. “Ou ao menos tentarmos bloquear a atividade desta proteína e aumentar a atividade da metacaspase. Isso aumentaria a possibilidade de morte do parasita”, afirma Beatriz.
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Mais informações: e-mail bstolf@usp.br, com a professora Beatriz Simonsen Stolf 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Florianópolis - Aumentam os casos de leishmaniose

SAÚDE

Aumento do número de casos em cães acende alerta para leishmaniose em Florianópolis

27/04/2017- 03h00min
  -  Atualizada em 27/04/2017- 07h14min
Aumento do número de casos em cães acende alerta para leishmaniose em Florianópolis Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS
O aumento no número de casos de leishmaniose visceral em cães de Florianópolis acende o alerta. Donos de pets, principalmente os mantidos em quintais, e as autoridades públicas precisam tomar medidas para controle da doença. No ano passado, dos 1.714 animaisexaminados pelo Centro de Zoonoses (CCZ) do município, 63 tiveram resultado positivo – no ano anterior foram 53 casos.
 A doença, também conhecida como calazar, é transmitida pelo mosquito-
palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário leishmania. O cachorro não transmite a doença para outros cães nem para humanos, mas uma vez contaminado se torna portador – caso seja picado, infecta o mosquito-palha com a doença, tornando o inseto  transmissor.
– Cão positivo é sinal de alerta. Mais cedo ou mais tarde a doença em humanos vai aparecer por aqui – diz Carlos Brisola Marcondes, professor que atua no Departamento de Microbiologia, Imunologia e Parasitologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Conforme Brisola, o fato de Santa Catarina até o momento não ter registrado casos da doença em pessoas é um alívio. Porém, não pode gerar descuidos. Os mosquitos, explica, estão perto da população há milhões de anos. Mas com as mudanças ambientais e alterações climáticas dos últimos tempos, passaram a estar ainda mais próximos. 
– Não se pode esperar que morram macacos, como está ocorrendo em relação aos casos de febre amarela, para se tomar providências – diz.
A principal forma de prevenção à doença é utilização de repelentes – no caso dos cães há coleira com essa ação – e com a limpeza de áreas ao redor do quintal, já que o mosquito-palha gosta de lugares úmidos, escuros e com acúmulo de matéria orgânica.
Foto: Marco Favero / Agencia RBS
Diagnóstico rápido evita complicações
O professor e pesquisador Mário Steindel, que atua no mesmo departamento, afirma que a doença está em expansão na Região Sul. Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a morte de uma menina de um ano e sete meses e de um adulto em consequência da doença no ano passado alertaram as autoridades. As vítimas tiveram a doença agravada por ter baixa imunidade. A criança enfrentava desnutrição e o homem convivia com o HIV. Quando detectada cedo, a doença tem alto índice de cura em humanos. 
Mário Steindel considera recomendável que os três Estados da Região Sul realizem projeto em conjunto para estudar as características epidemiológicas e controlar a doença. Em crescimento no país, observa o professor da UFSC, a leishmanione visceral está mudando o perfil e saindo do ambiente rural para o urbano.
– Em Santa Catarina, o surto mais recente aconteceu em 2005, com mais de 100 pessoas infectadas no Vale do Itajaí. Geograficamente o Estado se encontra próximo da fronteira com a Argentina, sendo que na província de Missiones há muitos casos. Além disso, não há uma pesquisa ou política de prevenção constante no resto do Estado – diz.
Casos em pessoas no Estado foram "importados"
Em 2016, Santa Catarina registrou dois casos importados de leishmaniose visceral humana. As duas pessoas contraíram a doença em outros Estados, uma em Minas Gerais e outra no Maranhão. A informação é da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) da Secretaria de Saúde de Santa Catarina.
De acordo com a Dive, no Estado há registro de transmissão ativa (autóctone) de leishmaniose visceral canina somente em Florianópolis, onde a população de cães é estimada em 50 mil animais. Nos demais municípios, SC totalizou 17 casos suspeitos em cães 2016. Seis deles receberam diagnóstico positivo, todos casos com transmissão fora do Estado (importados). Desses, três foram sacrificados. 
Pesquisadores do laboratório de Protozoologia do Centro de Ciências Biológicas da UFSC, que desde 2013 desenvolve trabalho em parceria com o CCZ, dizem que as autoridades públicas têm feito pouco caso da doença. Eles alertam que a leishmaniose visceral mata cerca de 250 pessoas por ano no Brasil. Apesar disso, atualmente pouca atenção está sendo direcionada ao mosquito-palha. Hoje, a maioria das ações no país está voltada ao Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika vírus.
– Em termos de saúde pública, não tem ninguém olhando para essa realidade preocupante. Quando estourar, será um grande problema – alerta Brisola.
 Acesse para ver os bairros com mais casos de leishmaniose https://infogr.am/leish_floripa-477
Informação é uma das principais formas de combate à doença
Para o Conselho Regional de Medicina Veterinária em Santa Catarina, combate à leishmaniose passa por três frentes: informação à população; caráter técnico e direcionada aos profissionais; e trabalho político para que sejam implementados programas de controle e prevenção.
– A informação deve ser levada a toda a população, proprietários ou não de animais domésticos. É preciso informar que se trata de uma zoonose e que, portanto as pessoas também podem adoecer – diz o médico veterinário Paulo Zunino, assessor técnico e de fiscalização.
Conforme Zunino, todos precisam conhecer o problema para poder atuar no combate à doença. A prevenção, defende, é a forma mais acessível de se chegar a todos. 
A médica veterinária do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Florianópolis Caroline Ricci Müller, diz que esse trabalho de orientação é feito no local. Mas os cuidados para evitar a proliferação da doença esbarra na dificuldade de fazer a população entender que deve investir em coleiras repelentes para cães e gatos.
– Quando o CCZ consegue, pelo menos uma vez ao ano, fazemos campanha para encoleirar ou aplicar repelente tópico de longa duração nos cães. Porém, no restante do ano ,a responsabilidade é do proprietário do animal, e normalmente é quando ocorre a falha – diz.
Conforme a veterinária, estudos recentes mostram que as coleiras são o ponto número um da prevenção da doença e do controle em nível de saúde pública. 
Por não ter cura em cães, apenas tratamentos que tiram os sintomas, a recomendação dos ministérios da Agricultura e da Saúde para casos positivos é sacrificar o animal. Porém, uma corrente de veterinários defende que o enfrentamento da doença não passa necessariamente por essa medida radical, mas por cuidados que evitem a proliferação do mosquito.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Leishmaniose - Matéria do Estadão, esclarecedora!!


Matéria do Jornal O Estado de São Paulo, muito esclarecedora....

Leishmaniose: seu cachorro pode estar contaminado sem você saber
POR LUIZA CERVENKA DE ASSIS
26/04/2017, 18h36
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A Leishmaniose é uma das doenças que mais afeta os cães no Brasil. Transmitida pela picada de mosquitos, a enfermidade pode causar problemas dermatológicos (perda de pelos em focinho, orelhas e região dos olhos), crescimento anormal das unhas, emagrecimento progressivo, anorexia, e dependendo das complicações e da evolução do quadro, o animal pode morrer. Muitas vezes, o cão está doente e o proprietário não percebe. Já há tratamento, porém a prevenção ainda é a melhor opção. Se prepare que vem textão!
Classificada entre as seis endemias prioritárias no mundo – segundo o Ministério da Saúde -, acometendo principalmente cães, gatos e humanos, a Leishmaniose é desconhecida por muitas pessoas. Os números da doença – segundo o Ministério da Saúde – revelam o impacto dela no Brasil: 90% dos casos da Leishmaniose Visceral Canina na América Latina acontecem no Brasil. Entre o ano de 2009 e 2013, 18 mil casos foram confirmados em humanos. A doença vem ganhando a atenção de todos, pois os casos estão aumentando a cada ano, assim como a taxa de mortalidade de cães e humanos.
A transmissão da Leishmaniose Visceral Canina ocorre pela picada das fêmeas infectadas do Lutzomyia longipalpis, conhecido como “mosquito-palha” ou “mosquito pólvora”. Primeiro o inseto infectado (vetor) pica o cão infectado (ou outros hospedeiros vertebrados, como gato, gambá, cavalo) e ingere a leishmania em sua forma amastigotas, que está presente no animal contaminado. Esta transforma-se dentro do intestino do vetor em promastigota, que é a forma infectante. Essa nova forma, através da picada do vetor irá infectar humanos e novos animais, destruindo seu sistema imunológico.
Algumas pessoas ainda acreditam que o cão pode transmitir a doença diretamente para o humano, mas isso é um mito. Mordidas, lambidas, arranhões e contato físico não passam leishmaniose de cães infectados para humanos. É necessário o inseto, para que possa haver a transmissão e transformação do parasita.
O grande problema desta enfermidade é a negligência. É tida como doença dos mais pobres e subnutridos, pois falecem aqueles que estão imunossuprimidos (com sistema imunológico fraco). Além disso, essa doença era mais comum em regiões afastadas dos grandes centros.
Segundo Fábio dos Santos Nogueira, médico veterinário, mestre e doutor em leishnmaniose, e professor da fundação educacional de Andradina, conhecida também como Calazar, a doença ficou restrita na década de 60, 70 e 80 ao nordeste. Em 1998, acorreu o primeiro caso em Araçatuba e se alastrou para todo sudeste e sul. O pior lugar ainda é Fortaleza.
Diferentemente do Aedes Aegypti (transmissor da dengue, zika e chikungunya), o vetor da leishmaniose não é um mosquito, pois não coloca o ovo em água parada. O díptero vetor da leishamania coloca seus ovos em matéria orgânica e escuro. Quintal com restos de frutas e folhas é o ambiente ideal para a reprodução do transmissor. Por isso, era muito conhecida em meio rural e silvestres. Porém, com a construção das estradas e o desmatamento, nós, humanos, trouxemos o inseto para a cidade. Ele se adaptou à vida urbana e está localizado em todas as regiões no brasil, de norte a sul e de leste a oeste. Inclusive pode estar rondando a sua casa agora.
Será que seu cão está contaminado?




Segundo o Professor Nogueira, 60% dos animais são infectados, mas não têm os sintomas. A doença pode ficar incubada de 3 meses a 6 anos. “O proprietário só leva à clínica quando já tem sintomas. Muitas vezes, por falta de informação o veterinário acaba indicando a eutanásia do animal” aponta.
Em 2015, foram 40 mil cães sacrificados com leishmaniose. Fora os outros animais não diagnosticados e os tratados. Por não ser uma doença de notificação compulsória, ou seja, o veterinário não tem obrigação de notificar órgãos de saúde, o número exato de cães com a doença não existe.
A primeira coisa a fazer é levar o seu peludo ao veterinário e solicitar um exame específico para diagnóstico da leishmaniose. Se o resultado for negativo, devemos partir imediatamente para a prevenção. Se for positivo, o tratamento deve ser iniciado e mantido para o resto da vida.
Prevenção


Repelentes em coleira são os mais indicados pelos veterinários. Basicamente são duas marcas que lideram o mercado: Scalibor e Seresto.
A deltametrina é o repelente recomendado pela Organização Mundial da Saúde para impedir o contato dos cães com o mosquito transmissor da leishmaniose visceral. Ela é recomendada mundialmente pelos principais especialistas das mais renomadas instituições de saúde.
Esta recomendação, segundo Andrei Nascimento, gerente técnico da unidade de negócios pet da MSD Saúde Animal, não se deu apenas pelo ingrediente ativo. Há uma grande quantidade de trabalhos científicos independentes publicados em diferentes condições de desafio, que mostravam bons resultados. Reduzindo, assim, não só a infecção nos animais, mas também nos seres humanos que conviviam com eles.
Todas as coleiras disponíveis no mercado, destinados à prevenção da leishmaniose, usam repelentes da mesma família de inseticidas (piretroides). Mas Andrei ressalta: “Além de um ingrediente ativo realmente eficiente, a coleira deva conter um sistema de liberação, que mantenha concentrações efetivas do ingrediente ativo durante todo o tempo”.

O que dificulta é o alto valor dessas coleiras no mercado. Para um cão de pequeno porte, a coleira pode custar até R$ 200,00.
Andrei justifica que a percepção de preço alto perde força quando diluído o custo pelo tempo de proteção. E sugere: “Alternativamente, as políticas de saúde do governo poderiam contemplar a incidência de taxas menores de impostos sobre esses produtos e a doação das mesmas nas áreas classificadas como de transmissão intensa”.
Sobre Scalibor, Andrei afirma que em estudos de segurança efetuados com a coleira e com o seu princípio ativo, comprovou-se que estes são altamente seguros para os cães e para a família. “O produto não tem cheiro, mantém o cão protegido por quatro meses, é resistente à água e auxilia no controle de carrapatos, pulgas e moscas. Porém, reações alérgicas, apesar de raras, são passíveis de acontecer com qualquer medicamento ou produto de uso veterinário ou humano” completa.
Caso o seu peludo apresente alguma reação ao produto, a indicação é remover a coleira por uma semana e recolocá-la novamente. “Os dados de farmacovigilância apontam que alguns animais apresentam esta intolerância apenas no primeiro contato. E não esquecer de, sempre que for utilizar algum produto ou medicamento no animal, consultar antes o médico-veterinário” alerta Andrei.
Com outra tecnologia, a coleira Seresto libera ativos na pele e no pelo de cães e gatos para o controle de pulgas e carrapatos e prevenção contra Leishmaniose, por até oito meses. A coleira é ajustável com trava de segurança, sem cheiro e resistente à água, liberando doses continuamente. Disponível em tamanho P (para animais até 8kg) e G (para animais com mais de 8kg).
Ana Lucia Rivera, gerente de marketing da Saúde Animal da Bayer, reforça que prevenir é o caminho mais simples e efetivo para garantir a saúde e bem-estar de todos. “Dentre os métodos disponíveis para a prevenção, o uso de inseticidas e repelentes no animal é a forma mais eficaz para evitar a transmissão aos humanos” lembra.
Vacina

Para proteger os cães, a Ceva Saúde Animal desenvolveu em parceria com a Universidade Federal do Estado de Minas Gerais (UFMG), a Leish-tec, única vacina recombinante do mercado contra a Leishmaniose.
A vacina foi desenvolvida a partir da proteína A2, classificada como um dos melhores antígenos capazes de induzir resposta imune celular, porque é específica e protetora contra a Leishmania.
Presente no mercado há 10 anos, a vacina passou por uma série de estudos. “ Os estudos mostram que a Leish-Tec induz resposta protetora em 96,41% dos cães vacinados. Além disso, os animais vacinados apresentam anticorpos anti-A2, demonstrando um alto nível de proteção individua e redução dos efeitos colaterais”, informa Diretor da Unidade de Negócios Pet da Ceva, Leonardo Brandão.
A vacina é recomendada para cães a partir de 4 meses de idade, clinicamente sadios e sorologicamente negativos contra a Leishmaniose. “O animal deve ser vacinado com três doses em intervalos de 21 dias e a revacinação é anual”, finaliza Brandão.
A vacinação dos cães é uma ferramenta importante na luta contra a leishmaniose. Devemos lembrar que além da vacinação, a proteção dos cães com um produto tópico repelente contra mosquitos é de suma importância para manter esses vetores afastados.
Tratamento em cães

Até então, cães acometidos pela doença eram indicados à eutanásia, pois são hospedeiros do vetor. É uma doença que leva ao óbito em até 90% dos casos não tratados.
Acontece que os Ministério da Agricultura e da Saúde aprovaram a comercialização no Brasil de um medicamento para tratamento da Leishmaniose Visceral Canina (não pode usar em humanos): o Milteforan, já disponível no mercado.
A veterinária e gerente técnica da Virbac, Fabiana Zerbini, esclarece que com o uso da medicação, o cão poderá obter a cura clínica e epidemiológica. Porém, apesar de reduzir significativamente a quantidade de parasitas e o cão deixar de ser transmissor da doença, a leishmania permanecerá em seu organismo. “Por esse motivo é muito importante o acompanhamento e monitoramento do animal por um médico veterinário com exames clínicos e laboratoriais. Além da repetição do tratamento, a fim de manter os níveis baixos da quantidade de parasitas” complementa.
Márcio Dentello Lustoza, diretor de assuntos regulatórios e desenvolvimento da Virbac, relembra que, embora o tratamento reduza significativamente a carga parasitária e melhore a condição clínica do animal, ele não elimina totalmente a Leishmania. Por esse motivo, deve ser realizado uso contínuo de produtos de ação repelente, além do acompanhamento periódico.
Para diminuir a quantidade de eutanásia, que era o recomendado até então, a empresa vem realizando uma série de ações interativas, através de ciclos de treinamento e educação continuada para os médicos veterinários, inclusive, com a utilização de plataformas online. Assim, todos os veterinários podem conhecer sobre esse novo passo na guerra contra a Leishmaniose, que é a aprovação e legalização do tratamento no Brasil.
Fabiana ressalta: “O tratamento dos cães é apenas uma dentro de um conjunto de outras medidas necessárias para a prevenção. A medida mais eficiente continua sendo o combate ao mosquito, impedindo-o de se multiplicar e de picar animais e humanos, através da utilização de repelentes”.
Se a situação já não fosse grave o bastante, estudos recentes apontam que provavelmente existe outro vetor, novos insetos transmitindo a leishmaniose. Em fatos raros, pulgas e carrapatos já transmitem a doença. O que você está esperando?! Leve seu peludo o quanto antes ao médico veterinário e comece já a prevenir essa doença, tida como umas das cinco piores do mundo.
Esta campanha continua conscientizando e prevenindo sobre essa grave doença, que infelizmente, hoje em dia, existem mais casos em humanos do que em cães, e para os humanos ainda não tem nenhuma vacina, apenas repelente, cuidados com a higiêne e muita oração!!

Que possamos fazer a nossa parte, cuidando do ambiente, da limpeza, do cuidado com os nossos animais e também, informando aos mais próximos sobre como prevenir, pois a prevenção ainda é o melhor remédio!!!



*Alteradas apenas as fotos para melhor ilustração.
por Marli Pó