Grande Otelo

Grande Otelo
Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.

Apoio de várias celebridades

Apoio de várias celebridades
Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Leishmaniose deixa Goiânia em alerta Vejam video através do link

Link:http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/07/leishmaniose-deixa-goiania-em-alerta.html

28/07/2011 11h27 - Atualizado em 28/07/2011 11h27
Em menos de um mês 13 cães foram contaminados na capital.

Secretaria Municipal de Saúde investiga o avanço da doença.
Do G1, com informações do Bom Dia GO

Os moradores de Goiânia, principalmente da região leste, estão preocupados quanto ao perigo de contaminação da leishmaniose. Somente durante o mês de julho foram detectados 13 cães contaminados com a doença.
Os casos foram registrados no Condomínio Aldeia do Vale, Setor Monte Verde e Chácara dos Ipês. A Secretaria Municipal de Saúde está investigando o avanço da doença e quase 700 cães serão examinados.
Na cidade de Rio Verde, no Sudoeste Goiano, em três anos 38 pessoas tiveram o tipo mais comum da doença, conhecida como leishmaniose tegumentar ou cutânea. O município registrou o maior número de casos em Goiás entre 2007 e 2009.
O que é?
A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. Depois de infectado o animal passa a ser o hospedeiro da doença e quando em contato com humanos pode transmiti-la.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, 3.500 pessoas, em média, são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências.
Prevenção
O médico veterinário, Carlos Zaratin, explica como prevenir a doença: ”A medida mais eficiente é o uso da coleira à base de deltametrina, uma substância que age como repelente. Não faz mal ao animal, não tem cheiro e deve ser usada por seis meses. Assim, o cão estará protegido contra as picadas do mosquito”.
Segundo Zaratin, é importante também a manutenção da higiene e limpeza nos ambientes. Quanto aos sintomas nos animais, o médico alerta para que a atenção seja permanente, uma vez que, mesmo depois de contaminado, a doença pode permanecer inativa e o cão, sem sintomas por muito tempo. ”Depois de infectado, o animal começa a emagrecer, fica apático, perde pelos e as unhas crescem bastante. Em qualquer um destes sintomas, um médico veterinário de confiança deve ser consultado”, aconselha.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Virbac esclarece dúvidas sobre Leishmaniose via Facebook - Veterinaria Actual - Notícias

Virbac esclarece dúvidas sobre Leishmaniose via Facebook - Veterinaria Actual - Notícias

Profissionais de Saúde Pública de Três Lagoas se atualizam sobre leishmaniose visceral

SAúDE - T. LAGOAS - - MS

Mato Grosso do Sul, Quarta-Feira, 27 de Julho de 2011 - 11:30

Em função dos casos de leishmaniose visceral em Três Lagoas e região, cerca de 100 profissionais de Saúde Pública passarão por uma reciclagem e receberão informações sobre as atuais ferramentas disponíveis para o controle da leishmaniose visceral. O evento, que acontece no dia 28 de julho, em Três Lagoas/MS, contará com a participação da Drª Vera Camargo, do Grupo de Estudos de Leishmaniose – SUCEN; Andrei Nascimento, Médico Veterinário e Gerente Técnico da MSD Saúde Animal; e Rose Fernandes, Representante Técnica da BASF.


“O objetivo do encontro é apresentar aos profissionais da saúde das áreas mais críticas do Estado as mais recentes ferramentas disponíveis, que estão ao alcance das autoridades sanitárias para o controle desta endemia de grande impacto para a saúde da população. Além disso, vamos apresentar os métodos de controle que estão sendo praticados com sucesso por outras regiões do País”, esclarece o Médico Veterinário e Gerente Técnico da MSD Saúde Animal, Andrei Nascimento.


A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90%dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.


Segundo Nascimento, Mato Grosso do Sul é um Estado considerado endêmico pelo Ministério da Saúde.. “Por isso, é de extrema importância que as pessoas adotem medidas preventivas, como, por exemplo, o uso das coleiras impregnadas com Deltametrina a 4% nos cães para evitar que os mesmos sejam picados e se tornem fontes de infecção, para o ser humano, no meio urbano”, ressalta.

Secretaria de Saúde de Camapuã continua o trabalho intenso contra leishmaniose





Nesta etapa, a equipe da vigilância sanitária coletará amostras sanguíneas de mais de 200 cães nos locais pré determinados em pactuação com a Secretaria de Estado de Saúde. Os locais de coleta são a vila Diamantina, jardim dos Palmares, vila São Miguel, parque dos ipês, jardim nova era, vale do sol, vila Olídia Pereira da Rocha e centro.

Segundo o médico veterinário e coordenador da vigilância sanitária, Leandro Machado Borges, até o final deste ano haverá novidades, pensando no bem estar da população e na inovação técnica e científica. O Ministério da Saúde, em parceira com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a prefeitura de Camapuã, trará o kit de teste rápido para leishmaniose visceral canina, produzido pela Fiocruz, onde o proprietário do cão poderá saber na hora o resultado do exame que será feito pelo médico veterinário da prefeitura. A intenção é de que este teste esteja disponível até o início do projeto cata treco deste ano.

Vale lembrar que desde o início de 2009, ano em que foi implantado o programa de controle da leishmaniose visceral americana, na atual administração, vinha aumentando no município o número de pessoas e cães com leishmaniose. No primeiro inquérito em 2009, o índice de positividade canina foi de 36,14%, caindo para 14,09% em 2010 e este ano após o resultado do inquérito espera-se que caia ainda mais este índice. Leandro destacou o emprenho da administração municipal. “Graças ao empenho do prefeito Marcelo Duailibi (DEM) e do secretário de saúde Frederico Marcondes Neto, estamos conseguindo controlar a leishmaniose, em Camapuã”.(Fonte: idest.com.br)

População de Goiânia recebe informações de como se prevenir da leishmaniose

Após a confirmação de 11 casos caninos da doença, capital passou a ser considerada “Vulnerável à Leishmaniose”
Como parte de um trabalho de vigilância e prevenção, Médicos Veterinários da MSD Saúde Animal realizarão um ciclo de palestras sobre Leishmaniose Visceral, tendo como público-alvo os moradores dos condomínios da cidade de Goiânia/GO, já que a cidade passou a ser considerada “Vulnerável à Leishmaniose”, depois de confirmados 11 casos da doença nesse mês.

Os profissionais estarão à disposição para conscientizar os proprietários de cães sobre essa grave doença de saúde pública, além de explicar a importância das medidas de prevenção, como, por exemplo, o uso de coleiras impregnadas com deltametrina a 4% nos cães, princípio-ativo repelente e inseticida, recomendado pela Organização Mundial da Saúde como uma das ferramentas de combate à doença.

A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90%dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.

Acompanhe as datas e locais das palestras sobre prevenção à leishmaniose:

Dia 29 de julho: palestra no Condomínio Granville

Dia 30 de julho: palestra no Condomínio Jardins Florença

Dia 06 de agosto: palestra no Condomínio Viena



Sobre a MSD Saúde Animal
A Merck é hoje a líder mundial em assistência à saúde, trabalhando para ajudar o mundo a viver bem. A Merck Animal Health, conhecida como MSD Saúde Animal é a unidade de negócios global de saúde animal da Merck. A MSD Saúde Animal oferece a veterinários, fazendeiros, proprietários de animais de estimação e governos a mais ampla variedade de produtos farmacêuticos veterinários, vacinas e soluções e serviços de gerenciamento de saúde. A MSD Saúde Animal se dedica a preservar e melhorar a saúde, o bem estar e o desempenho dos animais, investindo extensivamente em recursos de pesquisa e desenvolvimento amplos e dinâmicos e em uma rede de suprimentos global e moderna. A MSD Saúde Animal está presente em mais de 50 países, enquanto seus produtos estão disponíveis em 150 mercados. Para mais informações, visite www.msd-saude-animal.com.br

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ele amava os PUGS!


Parece que foi ontem, quando ele me falou..."Você quer um cachorrinho".Eu disse...Claro!.Ele- "Então vou te dar, qual você quer o Grande Otelo ou o Black-out, (os dois eram pretos), eu disse...Ah! Quero o Grande Otelo...
E logo que ele voltou de Ubatuba, ao pegar o Maurício em sua casa lá vem ele com uma caixinha com o cachorrinho e toda a sua documentação. Ele era tão pequeno...Mas foi amor a primeira vista!!
Sempre brincava: Te, o vovô esta no telefone, telo, o vovô esta na televisão...e Quando falava com ele, e ele me perguntava, cadê o Otelo, eu dizia, "vem té o vovô quer falar com vc."
E quando ele queria vê-lo eu levava e ele dizia..."Nossa meu Deus, ele parece um veludo"..

Parece que foi ontem....saudades!!

Prefeitura Municipal de Presidente Prudente

Coleta de sangue em cães para detectar leishmaniose em 2011 já é 152% maior que 2010

Do início do ano até esta terça-feira (26/07), o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) coletou 3.868 amostras de sangue em cães de Presidente Prudente para detectar possível contaminação pela Leishmaniose Visceral Americana (LVA). Essa quantidade já representa 152,31% do total de material contabilizado em todo ano passado, quando 1.533 amostras foram catalogadas e encaminhadas para análise no Instituto Adolpho Lutz (IAL). Esse aumento expressivo, segundo o diretor do CCZ, o médico veterinário Célio Nereu Soares, se explica pela intensificação no trabalho de prevenção nos bairros, que desde 31 de março deste ano passou a ser realizado diariamente. Além do aumento no número de agentes de apoio de controle de zoonoses, funcionários contratados por meio de processo seletivo e capacitados para a realização dos serviços.

"No ano passado, tínhamos uma equipe que executava o trabalho nas ruas somente aos fins de semana. Neste, são três equipes mobilizadas, sendo que duas são mantidas de segunda a sexta-feira, e três executam o trabalho no sábado. Nossa intenção é aumentar o ritmo de coleta gradativamente ainda mais a partir de agora", uma vez que temos como meta chegar a 25 mil coletas/ano", adianta. Apesar disso, o diretor do órgão reconhece que essa pretensão seria inviável a partir de agora. Ele o explica o porquê. "Por ser estadual, o laboratório Adolpho Lutz de Prudente não tem capacidade de absorver esse volume. Por isso, justamente porque atende mais de 20 municípios da região. Por isso o CCZ tem como objetivo implantar um laboratório em sua sede, visando atender especificamente os animais de Prudente", argumenta Soares.

Do total de amostras computadas até agora, os números do CCZ mostram também que 3.017 delas já foram divulgadas pelo IAL, das quais oito confirmaram a doença, sendo cinco autóctones (contraídos dentro do município) e três importados. Outros 851 exames aguardam resultados. "Estamos melhorando nossas condições de trabalho primando quantidade, mas principalmente qualidade na realização das coletas. Com o aumento da coleta que a gente espera que seja gradativo, queremos prevenir o aparecimento da doença no ser humano, eliminando assim os animais contaminados o mais rápido possível visando prevenir a proliferação da doença no município", completa.

Quanto ao censo canino e felino, feito com o objetivo de atualizar os números sobre a existência de cães e gatos em Prudente, o CCZ contabiliza nele atualmente 24.552 animais cadastrados, sendo 21.434 cães e 3.118 gatos.

Fonte: SECRETARIA DE COMUNICAÇAO de Presdente Prudente

Goiânia faz testes para diagnosticar a leishmaniose.

Angélica Queiroz

Começou ontem a coleta de material para realização do inquérito sorológico que diagnostica a leishmaniose visceral canina (LVC). O primeiro local visitado foi o Condomínio Monte Verde, região leste da capital, onde 53 dos 99 cães foram submetidos à coleta. A medida está sendo implementada na região onde um inquérito anterior diagnosticou três cães com a doença. O trabalho deve durar três semanas. Uma equipe da Secretaria de Saúde de Goiânia visitará três condomínios da região que, de acordo com a Divisão de Controle da Leshmaniose, abrigam mais de 673 cães.

A estudante Jéssika Medola recebeu a equipe da divisão de controle da leishmaniose em sua casa e na de uma amiga, que estava viajando, para realização do teste no cachorro Urbano e na mãe dele Safira, que pertence á amiga. Ela conta que, apesar de sentir dó dos animais por eles receberem agulhadas, considera a medida importante, pois o cão é o principal reservatório da doença no ambiente doméstico, independente de apresentar sinais clínicos ou não.

Segundo a veterinária chefe da divisão de controle da leishmaniose, Sabrina dos Santos Arruda, a população tem recebido bem a equipe, principalmente porque a maioria tem informações sobre os casos diagnosticados. Ela conta que, em maio, quando foi realizado inquérito anterior, houve resistência em realizar o exame por parte dos donos, pois o cão que apresentar resultado positivo precisa ser eutanasiado. Dessa vez, os moradores receberam, por carta, recomendações sobre a ação do departamento e sobre medidas que eles devem tomar para a prevenção.

O tratamento dos animais infectados é proibido pelo Ministério da Saúde, pois não é considerado eficiente e não impede que eles continuem transmitindo a doença. Mesmo assim, por muitos considerarem o animal de estimação como membro da família, ainda há um problema. “Alguns donos já me disseram que, caso o resultado seja positivo, não vão entregar seus animais para o sacrifício”. Nesses casos, a divisão de controle precisará de uma ordem judicial para recolher os animais, processo que pode levar algum tempo.

A veterinária lembra que quanto mais rápido os animais que tiverem LVC forem eutanasiados, menos cães e pessoas serão infectados pela doença. Por isso, ela ressalta que os donos têm uma responsabilidade grande no controle da doença. Apenas os resultados liberados pelo laboratório de referência do Estado (Lacen) serão considerados oficiais para fins de diagnóstico e, por isso, aqueles feitos por laboratórios particulares não serão considerados. Os donos serão notificados por telefone assim que os exames ficarem prontos, processo que deve levar cerca de um mês.
A leishmaniose é uma doença infecciosa grave, crônica, que acomete principalmente idosos e crianças. É transmitida pela Lutzomia longipalpis, popularmente chamado de mosquito palha, contaminado através da picada de animais infectados.

‘Ressuscitado’ ainda espera por auxílio

‘Ressuscitado’ ainda espera por auxílio

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Cães diagnosticados com leishmaniose em Goiânia.

Foco transmissor seria na região leste da Capital, onde 13 animais estão doentes.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou na tarde de ontem a existência de 13 cães infectados por leishmaniose visceral canina em Goiânia (LCV). O teste que diagnosticou a doença nos animais foi feito em 109 cachorros que habitavam os condomínios Aldeia do Vale, Monte Verde e Chácara dos Ipês, na região leste de Goiânia, onde há o foco transmissor. A partir da confirmação, Goiânia passa a ser considerada área de transmissão da LVC e uma série de recomendações serão tomadas (leia no boxe ao lado) para evitar o surgimento de casos em seres humanos.
A diretora de Vigilância em Saúde da SMS, Flúvia Amorim, explica que os cães infectados terão de ser sacrificados, pois não existe cura para o tratamento em animais e essa é uma das medidas preconizadas pelo manual de Vigilância e Controle da LVC do Ministério da Saúde. A investigação que identificou os animais infectados foi feita pela SMS em parceria com a Fiocruz e o Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública da Universidade Federal de Goiás (UFG). Outros 700 animais que vivem na região leste da Capital devem passar pelo mesmo processo de triagem para verificar se contraíram a doença.
De acordo com a SMS, as principais medidas estão voltadas para o controle do vetor (redução dos mosquitos), do reservatório canino (recolhimento, eutanásia) e o diagnóstico precoce dos casos humanos. “O cão é considerado o principal reservatório da LVC na área urbana. Ele é quem guarda a leishmaniose e possibilita a transmissão através do mosquito para o homem. Essa é uma das medidas de controle que tem resultado em outras capitais e que vamos adotar aqui também”, declara. Segundo ela, se os animais não forem sacrificados, a possibilidade da doença ser transmitida a seres humanos aumenta, pois o contato com cães domésticos é comum. Explica que, como o cão é reservatório da doença, mais mosquitos podem infectar humanos.
O veterinário especialista em saúde, Michel Blezins orienta os donos de cães que não foram infectados a usar coleira especial repelente. Segundo ele, o acessório é eficaz e protege o animal por cerca de seis meses. O produto pode ser adquirido em pet shops e deve ser recomendado por um veterinário.
O manejo ambiental é outra medida que deve ser adotada para controlar a doença. A prática consiste na acomodação correta do lixo orgânico, para que não haja proliferação do mosquito transmissor, diminuindo assim a possibilidade de infectação.
Segundo Flúvia, a SMS já realiza monitoramento em todas as outras regiões de Goiânia para identificar possíveis focos da doença. No entanto, a região leste é o local que receberá o trabalho de controle da secretaria, já que representa área favorável à transmissão da doença por ser propícia ao mosquito transmissor, que prefere lugares com área verde, sombreadas e com matéria orgânica, principal fonte de alimento do mosquito.
Goiânia ainda não havia registrado nenhum caso da LVC, mas a doença já está presente em 21 estados brasileiros. Cerca de 20% dos municípios goianos, no entanto, já registraram a doença. A leishmaniose pode matar até 90% das pessoas acometidas e afeta predominante os homens, com 61% dos casos registrados no país e é mais frequente em crianças menores de 10 anos.

DOENÇA
A contaminação da doença se dá via mosquito - cão - mosquito - homem. Ou seja, o cão não transmite a doença ao ser humano, por contato ou mordida. Os 13 cães infectados e já identificados em Goiânia foram contaminados pelo mosquito transmissor conhecido como “mosquito-palha”, “birigui” e “asa-dura”.
A SMS analisa duas possibilidades possíveis para a contaminação desses animais. “Não sabemos ao certo como ocorreu essa contaminação, até porque Goiânia nunca tinha registrado caso da doença, mas acreditamos que os proprietários desses animais possam ter levado-os para outros locais e eles terem adquirido a doença ou então, os próprios animais podem ter sido comprados em outros Estados e chegado a Goiânia com a doença já contraída”, explica Flúvia.
A doença começa a se manifestar nos humanos, em média, quatro meses após a picada do mosquito. Os principais sintomas são perda de peso, febre, diminuição do apetite, aumento do abdômen, do baço e do fígado, principalmente, provocando inchaço da região.
No cão, Flúvia explica que os sintomas são praticamente os mesmos. É comum o aparecimento de úlceras na pele, fezes sanguinolentas e crescimento exagerado das unhas. A diretora recomenda aos proprietários de animais se atentarem caso eles se adoeçam e procurarem um médico veterinário para diagnosticar o que ele sente. Caso seja confirmado a infecção da doença, a SMS deve ser comunicada imediatamente.
O tratamento nos humanos pode ter cura se diagnosticado precocemente e só é feito pela rede pública de saúde. O veterinário especialista em saúde, Michel Blezins, alerta que ainda não existe vacina para prevenir a doença. No entanto, Flúvia ressalta que todas unidades de saúde da Capital já estão preparadas para prestar atendimento a pacientes. Ressalta ainda que o Conselho Regional de Medicina Veterinária já repassou alerta sobre a doença a todas as clínicas veterinárias da cidade.Saiba maisRecomendações da SMS à região leste (onde há foco da doença)Manter quintais limpos, livres de matéria orgânica como fezes de animais, madeira, folhas, frutas, etc;
Embalar todo o lixo em sacos plásticos bem fechados;
Permitir o acesso das autoridades sanitárias ao domicílio para exame dos cães, bem como recolhimento daqueles que tiveram LVC;
Proteger o cão previamente testado e negativo para LVC, colocando coleira repelente à base de Deltrametrina 4%. Esta é a única medida preventiva recomendada pelo Ministério da Saúde;
Em caso de suspeita, consultar sempre o médico veterinário;
Comunicar a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) caso algum animal esteja infectado;
No caso de confirmação da doença canina, não permitir o tratamento do cão pois, além de ilegal, este procedimento coloca em risco a saúde da família, da comunidade e de outros cães

Fonte: Diário da manhã,Lethícia Ávila
Da editoria de cidades

domingo, 24 de julho de 2011

Campanha "Diga Não a Leishmaniose" já está no ar!


Fonte: site www.avipec.com.br
DIGA NÃO À LEISHMANIOSE!

Em foco a sua saúde e do seu animal de estimação

“Diga Não à Leishmaniose”

A Campanha "Diga Não à Leishmaniose" nasceu em 2005 com o objetivo de informar e conscientizar as pessoas sobre essa grave doença. "Contei com o apoio de vários artistas, além da fundamental parceria de Lionel Falcon, fotógrafo renomado de pets, que fez as fotos dos artistas e seus cães. Agora retomamos com força total, numa campanha totalmente reformulada e desenhada de acordo com aquilo que idealizei em 2005. Tenho certeza de que o sucesso será total e muitas pessoas poderão se prevenir e proteger sua família e o seu cão dessa grave doença", conta Marli Pó, assessora de imprensa e, atualmente, Diretora de Comunicação e Mídia do Instituto Clodovil Hernandes.

Marli abraçou a causa quando ganhou, em 2003, do seu amigo e então cliente, Clodovil, um cachorro da raça Pug, nomeado de Grande Otelo. Após quatro meses, o apresentador a avisou que Otelo precisaria fazer um exame, pois os seus cachorros, também Pugs, haviam contraído a leishmaniose cutânea em Ubatuba/SP e como Otelo havia vindo de lá, poderia, também, estar contaminado. Imediatamente, Marli levou seu cão ao médico veterinário, para realizar o exame de sangue, o qual, felizmente, constatou que ele não estava com doença.

Em foco a sua saúde e do seu animal de estimação

Importante para a sua saúde e do seu pet, a leishmaniose visceral é a segunda doença parasitária que mais mata no mundo, atualmente são 12 milhões de pessoas infectadas. Por ano são registradas 500 mil novas ocorrências em humanos que, se não tratada, em 90% dos casos evoluem pra óbito.

O protozoário Leishmania chagasi, causador da leishmaniose visceral é transmitido, aos humanos e aos cães, por meio da picada de um mosquito que também pode transmitir a doença ao cão doméstico. Esse fato dificulta seu controle no meio urbano, visto que o cão pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. E quando infectado, não há tratamento para o cachorro, sendo a única solução, exigida por lei no Brasil, o sacrifício.


De cara nova

A Campanha está de volta com muito mais força, com apoiadores de peso. Junto com Marli está o fotógrafo especialista em fotos de pets, Lionel Falcon, que não hesitou em continuar a parceria com a campanha. “A ação é importantíssima para conscientizar a população. Além disso, fazer parte desse projeto é uma grande demonstração de carinho aos animais, por isso meu apoio incondicional”.

Ao lado de Marli e Lionel, artistas de diversas áreas, irão ceder seu tempo e imagem, ao lado de seus cães. Lionel fará as fotos que estamparão o material da ação. “O uso de artistas é fundamental para chamarmos a atenção do grande público que, ao verem seus ídolos em fotos com os animais, procurarão saber do que se trata e, consequentemente, se informar sobre essa terrível doença”, conta Marli Pó, que já confirmou a presença dos artistas Hebe Camargo, Daniella Albuquerque, Celso Zucatelli, Gianne Albertonni, Chris Flores, Flávia Noronha e Nico Puig, e também dos atuais Secretários de Saúde e de Turismo da cidade de Ubatuba/SP.

Conscientize-se, faça parte dessa campanha: DIGA NÃO À LEISHMANIOSE!

By www.diganaoaleishmaniose.com.br

sábado, 23 de julho de 2011

Saúde ganha reforço de Projeto Rondon para combate a doenças

Diario Online/PX

O trabalho incessante dos agentes de endemias do município no combate à dengue e a leishmaniose recebeu um reforço neste sábado, 23 de julho. Durante uma blitz educativa realizada na rodovia Ramón Gomes, principal via de acesso à Bolívia, integrantes do Projeto Rondon somaram esforços aos dos agentes na busca de alertar e orientar quem atravessava os dois lados da fronteira sobre as doenças.

Panfletos sobre a forma de combater a proliferação dos mosquitos Aedes Aegypti, transmissor da dengue, e do Flebótmo, vetor da leishmaniose, bem como sintomas das doenças eram distribuídos em versões bilíngües (Português/Espanhol) com o propósito de atingir as populações que vivem em circulam na fronteira.

Jackson Uchôa, agente de vigilância em Saúde de Corumbá, explica o porquê reforçar a ação na região fronteiriça. "A ideia é formar multiplicadores tanto aqui quanto lá", disse ao destacar que, ao contrário do que muitos pensam, não existe época específica para combater a dengue. "É alertar a população que podemos ter dengue mesmo quando ela acha que não vai ter. Mesmo nessa época em que não há grande incidência da doença. Se tiver com sintomas como dor de cabeça e fraqueza, procurar um posto de saúde mais próximo, não se medicar. Os ovos do mosquito podem ficar até 500 dias no meio ambiente, cada mosquito pode botar 450 ovos", explicou.

Sobre a ação do rondonistas, como são chamados os integrantes do projeto, Uchôa destaca que são de grande importância, já que atuam de maneira responsável e com bastante entusiasmo.

É como esse sentimento que os universitários que fazem parte do projeto se empenham em várias ações que envolvem não somente a área na qual estão atuando na vida acadêmica como explicou ao professor Ubiratan Tupinambá da Costa, da Universidade Federal de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul. O professor coordena um grupo de alunos de vários cursos: Medicina, Pedagogia, Enfermagem, Educação Especial, Administração, Psicologia e Comunicação.

"Cada aluno faz um trabalho na sua área de formação, porém no momento da campanha todo mundo se atira para colaborar e exercitar a parte de cidadania, que é um objetivo muito claro do Projeto Rondon: dar oportunidade a esses jovens de conhecer o país, poder desenvolver suas atividades, mas desenvolver outras áreas. Eles, com certeza, sairão aqui de Corumbá enriquecidos com o que a gente já viu e está aprendendo", disse em entrevista ao Diário.

Ele contou que os rondonistas foram convidados pela Secretaria de Saúde Pública de Corumbá para participar da blitz educativa, o que foi ao encontro da proposta do grupo em atuar, entre diversas áreas, incluindo a saúde. A peculiaridade da fronteira traz também o olhar diferenciado sobre a abordagem das políticas públicas.

"Como tem essa ligação tão próxima, tão íntima tem que ter esse controle comum, daí desaparece a linha de fronteira, é a questão de atenção humana que a gente não pode negar e faz parte da política de boa vizinhança que o Brasil tem como países limítrofes. Isso é uma questão sanitária que tem que ser acompanhada com nossas forças para tentar resolver até as questões deles porque nos afetam também, tanto a dengue como a aftosa e outras doenças", avaliou.

Para Mariana Macedo Gaida, estudante de Administração, a experiência de participar do Projeto Rondon está sendo bastante gratificante. "É bastante interessante para gente como jovem, universitário, sair um pouco de meio acadêmico e botar a ‘mão na massa',ter a prática, ter o contato. Eu mesma tive contato com servidores da Prefeitura essa semana e foi muito interessante porque a gente vê uma coisa na teoria que nem sempre está de acordo com o que acontece na prática", contou a jovem de 22 anos que trocou as férias para participar do projeto depois de ouvir o relato de uma amiga que, no ano passado, foi uma rondonista. "Eu também vou repassar isso para amigos e colegas. Essa experiência vale muito", conclui ao vivenciar o momento.

Combate à leishmaniose no Marajó deve beneficiar mais de mil pessoas



Os agentes de endemias visitam as residências em Salvaterra, orientando moradores e levando a borrifação

Pelos menos 1,3 mil pessoas, em 500 residências, devem ser beneficiadas com a ação de combate à leishmaniose, que o governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde Pública (Sespa), está intensificando no município de Salvaterra, no Arquipélago do Marajó. Neste final de semana, equipes de agentes de endemias e assistentes sociais visitam casas nas áreas com maior incidência da doença e realizam ações de educação em saúde e borrifação de inseticida.

A programação foi dividida em duas etapas. A primeira foi realizada de maio a junho, quando a Sespa iniciou no arquipélago o mapeamento da ação do mosquito vetor da doença. Nesta segunda fase, os domicílios estão sendo borrifados e os agentes de saúde reforçam o trabalho preventivo nas comunidades.

O pescador Rubivaldo da Purificação, 52 anos, mora há quatro meses na localidade de Pingo D’água, em Salvaterra. Ele recebeu a visita dos agentes de endemias e teve sua residência borrifada contra o mosquito. “Esse tipo de ação é importante porque, na maioria das vezes, a gente não conhece essas doenças. Assim, nós podemos nos cuidar melhor”, disse o pescador, que mora com a mulher e um filho na pequena casa de barro.

De acordo com a técnica em Educação em Saúde da secretaria, Eliene Trindade, o trabalho abrange nove municípios do Marajó: Afuá, Chaves, Cachoeira do Arari, Muaná, Ponta de Pedras, Soure, Salvaterra, São Sebastião da Boa Vista e Santa Cruz do Arari. Desses, quatro são prioritários nas ações de combate à doença (Cachoeira do Arari, Ponta de Pedras, Soure e Salvaterra) por apresentam maior número de casos.

Incidência - Em 2010, o município de Cachoeira do Arari teve seis casos confirmados; Ponta de Pedras, sete; Salvaterra, cinco, e Soure, um. Neste ano, em Cachoeira do Arari foram registrados apenas dois casos, e um em Ponta de Pedras. Salvaterra, onde o trabalho é intensificado, teve cinco casos e um óbito infantil, no primeiro semestre.

“Em Salvaterra, as localidades de Pingo D’Água, São Veríssimo e Joanes estão recebendo maior atenção, pois registraram maior número de casos da leishmaniose. Mas a Sespa vai atuar em outros municípios, a fim de combater a doença e informar a população sobre as medidas de prevenção”, explicou Eliene. O trabalho continuará na cidade até o dia 30, quando já deverão ter sido borrifadas cerca de 500 casas.

A leishmaniose visceral ou calazar é uma doença crônica grave. Se não tratada adequadamente, pode ser fatal para o ser humano. A principal forma de transmissão do parasita para o homem e outros hospedeiros mamíferos é por meio da picada de fêmeas do mosquito palha (Lutzomyia longipalpis).

Thiago Melo - Secom

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cidade de Itu em São Paulo - Preocupada com o aumento de casos de leishmaniose.

Leishmaniose Visceral Canina: perigo para cães e donos
Publicado: Quinta-feira, 21 de julho de 2011 por Jéssica Ferrari

www.itu.com.br

Os cães são os principais reservatórios da doença na área urbana
Por Jéssica Ferrari

Apatia, lesões de pele, quedas de pelos, emagrecimento, lacrimejamento e crescimento anormal das unhas são sintomas preocupantes para qualquer dono de animal. Mas quando juntos, exibem as principais características de uma doença parasitária grave do cão: a Leishmaniose Visceral Canina (LVC).

Popularmente conhecida como "Calazar", a LVC é comum na América Latina e nos países mediterrâneos, como Portugal, Espanha, França e Itália. A transmissão do protozoário (parasita microscópico) que causa a enfermidade - Leishmania chagasi - é feita por um flebótomo, um inseto muito parecido com um mosquito, mas em tamanho menor, conhecido como “mosquito palha”.

O primeiro sinal clínico costuma ser a perda de pelo, principalmente ao redor dos olhos, nariz, boca e orelhas. “À medida que a doença avança, o cão perde peso”, explica o médico veterinário, Dídimo Luiz Tanclér Gagliardi, proprietário da Clínica Padre Bento.

Com o tempo é comum ocorrer o aparecimento de uma dermatite ulcerativa (ferida) no cão, que pode se disseminar por toda a superfície corporal, principalmente nas regiões do corpo do animal que têm maior contato com o chão - quando sentado ou deitado. “Quando em fase mais avançada é possível observar ainda sinais relacionados com a insuficiência renal crônica”, conta o profissional.

Se o cão não receber proteção o risco de contagio é alto, especialmente se a área na qual ele se encontra é endêmica. Segundo Gagliardi, o risco é maior se os fatores climáticos forem favoráveis (alta temperatura, umidade, presença de matéria orgânica, ente outros) ou se o animal permanecer fora de casa desde o entardecer até o amanhecer.

“Apesar de pouco conhecida pelos proprietários de cães, ela [a doença] vem se expandindo por todo Brasil”, afirma o médico veterinário. O profissional alerta ainda que a Leishmaniose Visceral (LV) é uma zoonose, ou seja, pode ser transmitida ao homem.

De 2000 a 2009 foram registrados 34.583 casos de LV no país, com média anual de 3.458 casos confirmados. Nesse mesmo período, ocorreram 1.771 óbitos pela doença, representado por uma letalidade de 5,1%, segundo dados do Ministério da Saúde.

O contagio humano

A Leishmaniose Visceral Canina também pode ser transmitida ao homem pela picada de insetos infectados. As chances de contrair a doença são maiores para crianças, idosos e adultos com imunidade prejudicada.

Cuidado com áreas de potencial contágio:

Os proprietários de cães devem tomar alguns cuidados com as áreas úmidas ou de decomposição de lixo. Para evitar o inseto transmissor é preciso:

- Evitar acúmulos de lixo no quintal e descartar o lixo adequadamente: é uma maneira de contribuir para a saúde do meio ambiente e ao mesmo tempo evitar a proliferação dos mosquitos;

- Manter o ambiente do cão, o quintal ou a varanda sempre limpos, livre de fezes e acúmulo de restos de alimentos e folhagens;

- Manter a grama e o mato sempre cortados, com retirada de entulhos e lixo, evitando a formação de uma fonte de umidade e de matéria orgânica em decomposição;

- Utilizar spray repelentes ou inseticidas ou cultivar plantas com ação repelente, como a citronela ou neem, no ambiente.

A Leishmaniose não é transmitida através de lambidas, mordidas ou afagos. O contágio ocorre somente através da picada da fêmea infectada do inseto!

Tratamento

Humanos:
Segundo o Ministério da Saúde, o tratamento específico para a doença em humanos é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Ele é feito com uso de medicamentos específicos a base de antimônio, repouso e uma boa alimentação.

Cães:
Os cães são considerados os principais reservatórios da doença na área urbana, uma vez que o inseto transmissor ao sugar o sangue do animal infectado pode transmitir a enfermidade para outros indivíduos. Porém, os animais silvestres e os próprios humanos também atuam como tal.

O tratamento da LVC em animais existe, no entanto não permite uma cura completa da doença. “Geralmente consegue-se a remissão dos sinais clínicos, no entanto, o animal pode continuar portador do parasita, situação que chamamos de reservatório da doença”, explica Gagliardi. Por esse motivo, no Brasil o Ministério da Saúde proíbe o tratamento e recomenda a eutanásia dos cães infectados.

Cuidados com os animais

Para evitar a contaminação todo cuidado é pouco, especialmente nos períodos da primavera e do verão, quando a incidência do mosquito transmissor é maior. Segundo Gagliardi, se houver desconfiança de infecção, o correto é conduzir o animal a um médico veterinário, para que sejam realizados exames minuciosos.

Vale lembrar ainda que os animais não são os culpados pela doença, e por isso não devem ser desamparados, excluídos ou esquecidos. A principal arma contra essa enfermidade mortal é o cuidado e a atenção com a higiene do ambiente, e do cão. Assim, a relação entre animais e humanos poderá ser benéfica para ambos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

SOCORRA-NOS PRESIDENTA DILMA, PRECISAMOS DA SUA FORÇA, COMO GUERREIRA QUE É PARA SALVAR VIDAS.

Hoje recebi um telefonema de uma garota, que não conheço, reside no Rio de Janeiro e me contou sua história, muito triste. Sua mãe foi passar o carnaval em Porto Seguro, na Bahia e foi picada pelo mosquito palha o causador da leishmaniose. Disse-me ela, que 3 dias depois ela estava vomitando muito e foi até uma aldeia próxima e a médica dessa aldeia constatou que ela estava com leishmaniose. Ela foi levada para o hospital público local e os médicos já internaram ela para tratar da doença...Uma semana após, a mãe dela já estava com o rim comprometido e veio a óbito!

Ainda aguardo seus contatos, mas saibam que essa doença esta se alastrando cada dia mais e quero fazer aqui neste humilde blog, um apelo para a presidenta Dilma Roussef, que Clodovil admirava tanto, e se estivesse vivo a teria apoiado, que devemos fazer uma campanha em massa com a população tanto quanto fazem com a dengue e outras doenças.
A Leishmaniose está cada dia mais matando pessoas e os cães estão sendo eutanasiádos ao invés de prevení-los contra o mal. Eles são inocentes. SUPLICO-LHE PRESIDENTA E PESSOAS LIGADAS AO MINISTÉRIO DA SAÚDE E TAMBÉM PROFISSIONAIS DA SAÚDE..VAMOS CONSCIENTIZAR E PREVENIR, ANTES QUE SEJA MUITO TARDE E POSSA SER O SEU CÃO, O SEU FILHO, OU COMO ESSA MÃE QUE DEIXOU 3 FILHOS E FALECEU APÓS TER IDO DESCANSAR NUM FERIÁDO PROLONGADO DE CARNAVAL.


NO FINAL CHORAMOS JUNTAS, POIS ELA SE EMOCIONOU E EU TAMBÉM PUDE SENTIR UM POUCO DA DOR QUE ELA SENTIA...POIS SE COM O CÃO SOFREMOS IMAGINE COM A MÃE, FILHOS E QUALQUER OUTRO SER HUMANO.

ALERTA JÁ! DIGA NÃO A LEISHMANIOSE!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Monte Alegre: MP recomenda medidas para o combate à leishmaniose

Publicação: 19 de Julho de 2011 às 11:20


A prefeita e a Secretária Municipal de Saúde de Monte Alegre deverão adotar medidas administrativas necessárias para o combate à leishmaniose visceral. A recomendação foi expedida pelo Ministério Público, através da Promotoria de Justiça da Comarca de Monte Alegre.

A recomendação leva em consideração as declarações prestadas peço coordenador de endemias do município, sobre o aparecimento de dois casos de leishmaniose visceral em um universo amostral de três cães capturados nas ruas de Monte Alegre.

Entre as medidas recomendadas pelo MP está o recolhimento dos cães infectados para eutanásia, com o uso do poder de polícia, por intermédio da Vigilância Sanitária em trabalho conjunto com os agentes de combate à endemia, ou com a edição de ato que confira às equipes de combate às endemias poder de polícia para essa ação.

A prefeitura e a secretaria municipal de saúde de Monte Alegre deverão encaminhar a Promotoria de Justiça da Comarca da cidade, em até dez dias, informações referentes à adoção das medidas presentes na recomendação, que caso não atendida, implicará nem ações judiciais cabíveis.

* Fonte: MP/RN

domingo, 17 de julho de 2011

Sesau realiza pesquisa sobre fatores de risco da Leishmaniose em Alagoas

14h47, 17 de Julho de 2011
Ascom Sesau

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Ciência e Tecnologia, promoveu a apresentação da pesquisa realizada pelo prof. Dr, Fernando Pedrosa, sobre Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) em alguns municípios alagoanos. No estudo, Fernando Pedrosa conseguiu relacionar alguns fatores de riscos encontrados na população alagoana.
Tais fatores foram encontrados em várias regiões, como: criação de pássaros dentro de casa, precária condições de moradia, plantações de bananeiras próximas às casas, sendo ambiente propicio para o vetor. A doença é considerada predominante no norte do Estado.
“As pessoas estão adoecendo no próprio domicílio. A população hoje tem mais hábitos de criar animais dentro de casa, e essas casas sempre bem próximas às matas, onde aumenta o risco de transmissão”, disse Fernando.
Ainda segundo ele, a doença é caracterizada por uma lesão na pele que dura de dez dias a três meses, onde o vetor inocula o parasita e forma-se uma ulcera indolor. A doença é endêmica da Amazônia, mas tem ocorrência em várias regiões do mundo, não se restringindo apenas às florestas, mas também presente em ambientes urbanos, em razão da destruição das coberturas vegetais nativas, a exemplo das plantações de bananas.
De acordo com a gerente de Ciência e Tecnologia, Betânia Cotrim, a divulgação das pesquisas é fundamental. “Estamos trabalhando no intuito da divulgação, para assim evitar as doenças ou diagnosticar o quanto mais cedo o problema”, afirmou.
Para diagnóstico pode ser feito exame de sangue, a fim de encontrar anticorpos específicos; biópsia ou raspadura da lesão, e também é realizado o parasitológico de fezes. O tratamento é feito não só visando a cura clínica, mas também o impedimento de que a doença evolua para as outras formas mais graves e, também, para evitar o seu reaparecimento.
Doença - A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada por parasitas (protozoário Leishmania) que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico (macrófagos) da pessoa infectada.
A forma de transmissão é feita através das fêmeas de mosquitos do gênero Lutzomyia, esses são de tamanho pequeno (menores que pernilongos), podem também ser chamados de mosquito-palha, birigui, cangalhinha, bererê, asa-branca ou asa-dura. Vivem em locais úmidos e escuros, preferindo regiões onde há acúmulo de lixo orgânico, e movem-se por meio de voos curtos e saltitantes.
Prevenção e tratamento - A melhor forma de prevenir a doença é evitar residir ou permanecer em áreas muito próximas à mata, evitar banhos em rio próximo a mata, sempre utilizar repelentes quando estiver em matas. Deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanhamento médico, pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.
Fonte:Ascom Sesau

sábado, 16 de julho de 2011

Prefeitura de Pitangui desenvolve trabalho de prevenção da leishmaniose visceral

Escrito por Ricardo Welbert
Seg, 11 de Julho de 2011 16:01

Começou no último dia 7 e vai até o próximo dia 15 um mutirão de limpeza contra a leishmaniose visceral (calazar) no bairro Padre Libério, em Pitangui. De acordo com a secretaria municipal de saúde, esta é uma doença grave e, por isso, a população precisa conhecê-la e participar de seu controle.

O mosquito palha se reproduz em matéria orgânica. Por isso, o problema não está no cão e, sim, nos resíduos que estão no meio ambiente. Elimine seu lixo de forma adequada.

A leishmaniose visceral atinge os órgãos internos, podendo levar à morte.

Você também pode fazer sua parte no controle dessa endemia

(x) Não se exponha nos horários de atividade do mosquito (crepúsculo e noite).
(x) Use mosquiteiros de malha fina.
(x) Use repelentes.

Medidas preventivas para reduzir a proliferação do vetor

(x) Elimine matéria orgânica e umidades tais como folhas secas, estercos, folhas de bananeiras etc.
(x) Realizar limpeza de galinheiros, casinhas de cachorros, etc.
(x) Acondicionar adequadamente seu lixo orgânico para evitar a proliferação dos flebótomos.

Para outras informações, entre em contato com a Vigilância Epidemiológica em Pitangui: 37-3271-6302.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Leishmaniose visceral registra avanço no DF

Número de óbitos é igual ao do ano passado, segundo informou, na manhã de hoje, a Secretaria de Saúde
Tamanho da Fonte Redação Jornal Coletivo
Foram notificados, nos primeiros seis meses deste ano, 38 casos suspeitos de Leishmaniose Visceral (Calazar), no Distrito Federal. Desse total, 19 foram confirmados, sendo 17 (89,5%) importados de outros Estados e dois autóctones. Foram registrados três óbitos em decorrência da doença. O número de mortes é o mesmo registrado em todo o ano passado, quando foram verificados 87 pacientes com suspeita de ter contraído a enfermidade, com 40 confirmações.

Segundo boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do DF, dos registros deste ano, os dois casos autóctones aconteceram na Fercal, em Sobradinho II, área tradicional de transmissão de leishmaniose no DF. Dos casos de outros Estados, a maioria é de Minas Gerais (42,1%) seguido por Goiás (21%). Dois casos importados não tiveram o local provável de infecção (LPI) esclarecido. Os três óbitos foram de pacientes importados.

A doença é transmitida por um inseto conhecido popularmente por mosquito palha, cangalhinha e asa branca, que quando pica o cão doente transmite a doença para o homem. O animal doente apresenta sintomas como emagrecimento, crescimento exagerado das unhas, feridas nas orelhas, patas e focinho, perda de pelo no corpo e ao redor dos olhos. No ser humano existe a ocorrência de febre, falta de apetite, emagrecimento, palidez, aumento do baço e do fígado. Existe tratamento para o ser humano. Foi realizada, no último mês, uma capacitação em manejo clínico da Leishmaniose Visceral (LV).

Orientações
Saiba como se prevenir

Use mosquiteiros, telas finas em portas e janelas
Utilize telas finas em galinheiros
Pode árvores e arbustos de quintais e jardins
Evite levar o cão para áreas de matas
Evite viajar com o cão para regiões de ocorrência da doença
É recomendado o uso de produtos repelentes e também de calças compridas principalmente ao entardecer, à noite e ao amanhecer
Construa casas a uma distância mínima de 200 m de matas, florestas e currais
Embale o lixo em sacos plásticos bem fechados
Os terrenos vazios devem ser mantidos limpos, sem acúmulo de mata ou folhas

Capacitação de profissionais contra a LV
Foram treinados quase 60 profissionais, deixando a rede da Secretaria de Saúde do DF melhor preparada para suspeita, diagnóstico e tratamento da doença. Para comunicar suspeitas da LV entre em contato com a Diretoria de Vigilância Ambiental, pelos telefones 3344-0784/3343-1262.

Panorama


Cão ‘esquecido’ em casa de MS tem leishmaniose e sofrerá eutanásia em Campo Grande (MS)
15 de julho de 2011



O cão que teria sido ‘esquecido’ em uma casa de Campo Grande há pelo menos um mês e que sobreviveu graças a água e comida que vizinhos davam a ele, foi entregue pelo próprio ‘tutor’ ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), segundo a Polícia Civil.
De acordo com o delegado, Fernando Villa de Paula, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais (Decat), um exame do CCZ constatou que o animal tem leishmaniose e, por isso, deverá ser submetido a eutanásia.

O delegado diz que mesmo com o cão tendo sido entregue ao CCZ o ‘tutor’ ainda vai responder pela acusação de maus-tratos ao animal. O tutor do cachorro já teria, inclusive, sido ouvido sobre o caso.


Cão teria sido 'esquecido' em casa de Campo Grande há um mês, diz ONG. Foto: Reprodução/TV Morena

A denúncia

A denúncia sobre os maus-tratos ao cão foi feita por moradores do bairro onde o animal vivia a organização não governamental (ONG) de defesa dos animais Abrigo dos Bichos.

A presidente da ONG, Maria Lúcia Metello, recebeu a denúncia dos moradores, foi até o local e constatou a situação de abandono do cachorro, acionando em seguida a Polícia Civil.

Uma mulher que mora perto de onde o cão estava, não quis se identificar, mas falou sobre a situação do animal. “Há mais de um mês esse cachorro está lá. É, completamente, assim, a gente não vê pessoas indo no local. Um ambiente sujo. Ele, aparentemente, está doente. As unhas grandes, o que pode ser leishmaniose. E muito magro. Qualquer coisa que você passe, você jogue para ele, ele come”, explicou ela para a presidente da ONG.

A presidente das ONG disse que abandonar um animal é crime. Quem faz isso pode ser multado e até cumprir de três meses a um ano de prisão. Ela diz que a lei é federal, e não é só o abandono que é considerado crime, maltratar um animal também.

Veja o vídeo.

Fonte: G1

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Mais Notícias sobre o projeto do Deputado Geraldo Resende


Congresso Nacional
Leishmaniose: projeto visa proibir sacrifício de animais infectados e liberar tratamento



O deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) apresentou o projeto de lei 1738/2011, que prevê o fim da obrigatoriedade de sacrifício de animais infectados pela leishmaniose. Resende é médico, e afirma que o sistema de saúde pública deve implantar uma política nacional de vacinação, à semelhança do que é feito para a prevenção da raiva. Mas ao contrário da raiva, segundo o deputado, no caso da leishmaniose, os animais podem ser tratados e seu projeto libera o tratamento.

O Ministério da Saúde precisa mudar a orientação do sacrifício quando há alternativas, afirma Resende. “Existe um fundo da Seguridade Social da União destinado para isso, e que não é usado para essa finalidade. Em diversos países existem estudos científicos e mobilização de médicos veterinários e criadores de cães contra o sacrifício”, argumenta.

Ainda segundo Geraldo Resende, o combate ao vetor doméstico tem eficácia temporária porque a utilização de inseticidas nas casas perde o efeito depois de algum tempo. “A decisão política de disponibilizar orçamento para o combate ao mosquito transmissor não funciona nem para a dengue, imagine para o transmissor da Leishmaniose. Seria a melhor opção, mas não acontece. Temos de lutar por outra via”, argumenta.

Matança de animais não conteve a doença

A gerente de Programa Veterinários da WSPA, Dra. Rosangela Ribeiro, concorda com o projeto do deputado Resende. Segundo ela, “o sacrifício dos animais soro-positivos prova, há três décadas, que essa prática não é uma saída viável, nem do ponto de vista ético e nem do de saúde publica, para controlar a Leishmaniose Visceral Canina. Apesar do Ministério da Saúde ter sacrificado centenas de milhares de animais, a doença tem avançado no país, chegando a grandes centros urbanos”, observa a médica veterinária.

A leishmaniose visceral é uma doença bastante complexa do ponto de vista epidemiológico, e requer um amplo programa de prevenção e controle. Envolve várias ações coordenadas, incluindo o controle de vetores, uso de coleiras repelentes, vacinação de todos os cães em áreas endêmicas e peri-endêmicas, controle do desmatamento, educação continuada dos veterinários e informação da sociedade.

Rosangela Ribeiro lembra que “nos países europeus mediterrâneos, onde a Leishmaniose canina é bastante comum, existe uma gama de produtos veterinários específicos para tratar e controlar a doença em cães. Nesses países, existe uma população de cães soro-positivos controlados e que não trazem perigo para a população humana”.

Lei pode estimular alternativas éticas

No Brasil, o tratamento com produtos de uso humano é proibido desde 2008 (Portaria Interministerial Nº 1.426, de 11 de julho de 2008), sob a justificativa de se induzir resistência e prejudicar o tratamento nos seres humanos. E no país não existem medicamentos próprios de uso veterinário para tratamento da doença. Esse tipo de arbitrariedade não tem resultado, segundo a gerente da WSPA. “Muitas famílias, impedidas de tratarem seus animais, acabam escondendo seus cães. Outras fogem dos agentes de saúde ou viajam com seus cães para áreas não endêmicas”, explica.

Outra situação comum é as famílias que tiveram animais sacrificados adquirirem outros cães, que vão viver no mesmo local onde estavam os animais soro-positivos sacrificados. Rosangela lembra que “muitas famílias não recebem nenhuma informação durante o recolhimento do animal, e outras nem sequer têm a chance de efetuar a contraprova”.

“Acredito que essa lei trará uma demanda por alternativas viáveis, éticas e efetivas a médio e longo prazos, e estimulará novas pesquisas para se prevenir e controlar essa doença terrível, que afeta milhares de animais e seres humanos em nosso país”, espera Rosangela Ribeiro.

















Sociedade Mundial de Proteção Animal
Av. Princesa Isabel, 323 - 8º andar - Copacabana - Rio de Janeiro - RJ
CEP: 22.011-901 - TEL.: 21 3820-8200

Admin

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Notícias do Pará

Quarta-feira, 13/07/2011, 07h46
Sespa intensifica ações em Cametá e Oeiras do Pará

Para tentar combater a disseminação da malária, a Sespa tenta fazer parceria com 86 dos 144 municípios que já registraram casos da doença. “Como é impossível acabar com o mosquito, que é o grande transmissor, o jeito é tentar fazer a conscientização dos agentes de saúde e até dos próprios infectados”, disse o secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco. Para iniciar a campanha, serão disponibilizados 60 agentes que ficarão concentrados inicialmente em Cametá e Oeiras do Pará.

Esses dois locais foram os escolhidos pela proximidade e pela única morte registrada nos últimos seis meses. “Existe um foco muito grande nesses dois lugares, e pelo fato da morte ter sido registrada lá, vamos intensificar o combate à doença”, explicou Franco. A morte identificada em Cametá foi de uma criança que tinha problemas renais, cujo quadro foi agravado por causa da malária.

AVANÇO

A malária é uma das doenças que mais tem contaminado a população no Estado do Pará. Em 2010 foram registrados quase 137 mil casos. A Ilha do Marajó e o Baixo Tocantins são as regiões que mais têm concentrado o número de casos. Os municípios de Cametá, Oeiras do Pará, Anajás, Bagre, Breves e Curralinho são os que mais têm preocupado a saúde pública pelos números alarmantes.

Cametá foi o município que teve o maior aumento no número de casos nos últimos três anos, chegando a 6,4 mil casos. A Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) aponta como o principal causador os problemas sanitários de cada local. “A concentração de rios e falta de preparo para identificar a doença tem feito com que ela se espalhe. E quando menos se espera, já estamos vivendo um surto”, comentou o secretário da Sespa. Ele diz que alguns municípios não estão preparados para identificar a doença e nem contê-la.

Os sintomas como febre constante, dor de cabeça, dores musculares, calafrios e mal-estar são bem parecidos com os da dengue, doença de Chagas e leishmaniose, o que acaba camuflando a doença e fazendo ela se estender ou se agravar. Segundo Franco, apesar do número de casos já ser alto nos primeiros meses deste ano, comparado com o mesmo período do ano passado, o Pará é um dos poucos Estados que conseguiu diminuir em 30% as infecções causadas pelo parasita do gênero plasmodium que é transmitido pela picada do mosquito Anopheles. (Diário do Pará, com informações de Veríssia Nunes)

Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul, Quarta-Feira, 13 de Julho de 2011 - 17:15
Bairros recebem atenção com as Ações Compartilhadas

Nos últimos três meses, a Prefeitura de Dourados, através da Secretaria Municipal de Saúde, mobilizou 15 bairros com o programa de Ações Compartilhadas, cujo objetivo é melhorar a qualidade de vida da população.

O programa mobiliza, no mesmo dia, na unidade de saúde do bairro escolhido, o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Vigilância Sanitária, o setor de imunização, Vigilância Epidemiológica, o programa de hanseníase e tuberculose, DST/Aids e Cerest (Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador).

De acordo com o diretor da Vigilância em Saúde, Eduardo Arteiro Marcondes, o programa começou em abril e já foi possível realizar 15 ações. Só no mês de abril foram realizadas ações compartilhadas em seis locais. Quatro em maio e cinco em junho. O objetivo é ampliar as ações até o final do ano.

Para este mês de julho já estão programadas ações nas unidades de saúde do Jardim Colibri, CSU, no Jardim Água Boa e na Chácara Caiuás.

Para Marcondes, o resultado tem sido bastante positivo porque leva para um único bairro e no mesmo dia, todas as ações de vigilância em saúde. Com isso cria-se uma proximidade de outros setores da prefeitura junto à atenção básica, dando o suporte necessário.

O diretor de Vigilância em Saúde explica que as ações também são uma oportunidade de levar até a população dos bairros os serviços que normalmente teria que buscar na prefeitura. Paralelo aos serviços, também são ministradas palestras educativas abordando diversos temas.


Balanço
Só o CCZ visitou nos últimos três meses 15.003 lares, abordando ações de vigilância, não só referentes à dengue, mas fazendo monitoramento da leishmaniose. Também foram realizadas 18 palestras abordando educação e saúde.

Durante os três meses de ações compartilhadas, a Vigilância Sanitária fez apreensão de 629 kg de alimentos que estavam sendo comercializados de forma irregular. Também foram feitas 311 fiscalizações para liberação de alvarás e realizadas 27 palestras educativas.

O setor de imunização aplicou 1.034 doses de vacinas na população.

A Vigilância Epidemiológica realizou 101 apresentações de perfil epidemiológico regional, através de palestras; mais 101 capacitações de agentes de saúde para levar orientações às famílias sobre violência doméstica.

Foram feitas também 182 treinamentos para busca ativa de suspeitos de Tuberculose e Hanseníase.

O DST/Aids distribuiu durante as ações compartilhadas 7.500 preservativos diretos á população e mais 1.200 para estoque das unidades básicas, além realizar ações educativas com adolescentes em escolas e abordagens.

O Cerest realizou 82 capacitações de profissionais para notificação de agravos relacionados ao trabalho.

Fonte:

Bauru tem 14 casos de leishmaniose

13/07/2011
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou ontem mais três casos de leishmaniose em Bauru neste ano. Nos últimos 7 meses já são 14 casos com duas mortes. Em 2010, foram 32 casos da doença sem nenhum paciente morto.

Os pacientes doentes confirmados ontem são: um homem, de 44 anos, morador da Vila Alto Paraíso, tratado no Hospital Manoel de Abreu; uma criança do sexo masculino de 9 anos, moradora do jardim Terra Branca, tratada no Hospital Estadual de Bauru; e uma pessoa do sexo feminino, 29 anos, moradora do Núcleo Beija Flor, tratada no Hospital Unimed Bauru.

A leishmaniose é transmitida por vetores da espécie Lutzomia longipalpis; mosquitos de tamanho diminuto e de cor clara, conhecidos comumente como mosquitos “palha”, que vivem em ambientes escuros, úmidos e com acúmulo de lixo orgânico (ex. galinheiros).

Pessoas e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães fazem esse papel.

Os animais infectados pelo mosquito palha apresentam como principais sintomas, o emagrecimento, crescimento das unhas e queda dos pelos. Febre de longa duração, fraqueza, emagrecimento e palidez são alguns dos sintomas apresentados pelos humanos, quando infectados. O período de incubação é muito variável: entre dez dias e dois anos. É importante manter limpos quintais e acondicionar de maneira correta o lixo orgânico.

domingo, 10 de julho de 2011

Secretaria de Saúde do DF combate mosquito que transmite leishmaniose

Já foram confirmados 122 casos em cães e 9 em pessoas no DF neste ano. Agentes de saúde visitam as casas para orientar os moradores



A Secretaria de Saúde do Distrito Federal está intensificando o trabalho de combate ao mosquito que transmite a leishmaniose na região do Fercal, Lago Norte, Varjão e Asa Norte. Esses são os locais onde a secretaria identificou aumento dos focos da doença.

A leishmaniose pode passar para o homem por picadas do mosquito contaminado com sangue de um cachorro doente e levar a pessoa à morte se ela não receber o tratamento adequado.

A secretaria já registrou dois casos de leishmaniose na Fercal. Uma menina de 2 anos ficou internada durante 15 dias depois de apresentar os sintomas da doença. De janeiro até o dia 8 deste mês, já foram confirmados 122 casos em cães e 9 em pessoas em todo o DF.

Na Fercal, os agentes de saúde ambiental visitam as casas onde fazem a dedetização e também colhem sangue dos cachorros que transmitem a doença para o homem. Eles também ensinam aos moradores a instalar armadilhas para capturar os mosquitos.

Para prevenir a doença é preciso controlar a proliferação do mosquito-palha, espécie transmissora da leishmaniose, que se desenvolve em restos de alimentos e plantas além de fezes dos animais. O mosquito prefere os locais escuros e úmidos.



Fonte: Portal G1

Tupã, 13 exames de Leishmaniose em animais.

09/07/2011 - 08:40:09

Leishmaniose
Tupã espera para 2ª feira contraprova de 13 exames

A Secretaria Municipal de Saúde aguarda para a próxima segunda-feira, dia 11, o resultado de mais 13 exames de leishmaniose que foram encaminhados para o Laboratório Adolpho Lutz, em Marília, para contraprova.
Segundo o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, Marco Antônio de Barros, entre maio e junho deste ano, do total de exames realizados em Tupã para diagnosticar a doença, 13 deram resultado reagente, indicando a possibilidade desses animais terem contraído leishmaniose.

Em Tupã, o exame realizado para diagnosticar a leishmaniose é o Elisa (Ensaio Imuno Enzimático). Com a confirmação de 13 exames reagentes, as amostras foram encaminhadas ao Laboratório Adolpho Lutz para realização de um outro exame, muito mais detalhado, denominado Rifi (Reação de Imuno Fluorescência Indireta). “É o resultado deste exame que estamos aguardando para segunda-feira”, disse Barros.

Se o resultado do Rifi não for reagente, os casos passam a ser considerados inconclusivos. Nesta hipótese, o processo volta à fase inicial. “Para confirmação da doença, teremos de fazer a coleta de outras amostras, e novos exames (Elisa e Rifi) terão de ser realizados com prazo de no mínimo 15 e no máximo 30 dias, após a coleta. Se o resultado acusar não reagente, será considerado negativo e, se for reagente, os casos passam a ser considerados positivos”, disse.

Diante da confirmação de casos positivos de leishmaniose, a Secretaria Municipal de Saúde providenciará o exame parasitológico para identificar a espécie de leishmânia e, depois disso, o animal precisará ser sacrificado.

De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, no início do ano quatro animais tiveram que ser eutanasiados por terem contraído a doença. Se o resultado do Rifi for positivo para todos esses exames que estão sendo aguardados, o número de casos de leishmaniose em Tupã poderá aumentar para 17.
Diário Tupã

Leishmaniose, uma doença negligenciáda

A química e as doenças negligenciadas: busca por remédios mais eficazes e seguros
Por Rubens Zaidan
10/07/2011

A cada três minutos – tempo de um intervalo comercial no horário nobre da televisão – seis crianças morrem em todo o mundo, vítimas da malária. Ou uma, a cada trinta segundos, segundo estatística impessoal, que passa longe do sofrimento dos doentes, que seguem sem vacina ou remédio eficaz para o tratamento no dia-a-dia. Mas essa realidade é apenas a “ponta do iceberg” da tragédia que atinge diariamente mais de um bilhão de pessoas do planeta, infectadas pelas doenças chamadas negligenciadas. Três mil pessoas morrem por dia e mais de um milhão por ano, segundo a Organização Mundial da Saúde, vítimas de malária, doença de Chagas, leishmaniose, esquistossomose, tuberculose, hanseníase, entre outras. Sem contar os anos de vida produtivos perdidos pelos sobreviventes que moram, em sua maioria, em países da África, Ásia e América Latina.

Complicando ainda mais esse “quebra-cabeça” que desafia cientistas – sejam médicos, economistas ou sociólogos –, apenas 10% dos quase US$150 bilhões gastos por ano em pesquisas na área da saúde, em todo o mundo, são aplicados no desenvolvimento de medicamentos para doenças que atingem 90% da população. Mesmo o Brasil sendo um dos países em desenvolvimento que mais investem recursos em estudos de novas formas de tratamento para essas doenças (cerca de R$70 milhões por ano), apenas 1% das medicações lançadas nos últimos 25 anos foram específicas para tratar as doenças dos mais pobres.

A primeira oficina de prioridades em doenças negligenciadas no Brasil ocorreu em 2006, através de uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia e a Secretaria de Vigilância em Saúde. Nesse ano, foram definidas as prioridades do programa em doenças negligenciadas. Até hoje, entretanto, nenhuma molécula em estudo nos laboratórios de química medicinal do Brasil, entrou em fase clínica de testes com seres humanos. Para tentar interferir nessa realidade, pesquisadores brasileiros da área de química medicinal – que reivindicam mais verbas oficiais e parcerias público-privadas que assegurem a continuidade das pesquisas básicas – investem na descoberta de novas moléculas para o desenvolvimento de medicamentos eficazes e baratos contra as doenças transmissíveis esquecidas pelos laboratórios farmacêuticos multinacionais, por razões de mercado.

Gargalos

Tanto o INCT de Biotecnologia Estrutural e Química Medicinal em Doenças Infecciosas do MCT/CNPq/Fapesp (INBEQMeDI), como o Centro de Referência Mundial em Química Medicinal para Doença de Chagas da OMS, instalados no Instituto de Física da USP, de São Carlos, mantêm equipes multidisciplinares à procura de novas moléculas que funcionem contra doença de Chagas, malária e esquistossomose, principalmente.

O pesquisador Rafael Guido, especialista em planejamento de novas moléculas, do INBEQMeDI, acredita que o maior gargalo da pesquisa é encontrar a molécula com todas as propriedades farmacêuticas, “que seja eficaz, segura, possa ser ingerida por via oral, sem causar efeito colateral grave”. O Centro de Referência Mundial em Química Medicinal para Doença de Chagas da OMS, coordenado pelo professor Adriano Andricopulo, recebe moléculas da OMS que são inibidoras do parasito de Chagas, que precisam ser otimizadas. Segundo Rafael Guido, o grande diferencial desse laboratório, que ganhou uma disputa com concorrentes do mundo todo junto à OMS, “foi o comprometimento e a qualidade com a pesquisa que estava realizando”. Para ele, é importante que os países do Terceiro Mundo criem políticas públicas para produzir os novos medicamentos para doenças negligenciadas, enquanto as grandes indústrias farmacêuticas não atendem às populações pobres. “As indústrias começam a perceber que investir nas doenças negligenciadas é atrativo não do ponto de vista financeiro, mas social e, como parte do marketing, faz bem para a imagem da indústria”.

Outro centro de pesquisas de São Carlos em doenças negligenciadas é o do Grupo de Química Medicinal do Instituto de Química da USP. O professor Carlos Montanari, coordenador da equipe, está empenhado em submeter substâncias que atacam os tripanossomatídeos (protozoários que causam a doença de Chagas) a ensaios pré-clínicos. O custo, nessa fase, segundo ele, gira em torno de um milhão de dólares e há necessidade de participação da indústria farmacêutica. Lembra que cada projeto pluridisciplinar exige pelo menos US$10 milhões para entregar de duas a três diferentes classes de substâncias químicas (ou biológicas) para as fases clínicas.

O professor aponta a falta de conexão entre os grupos que trabalham no país na mesma área como mais um problema. “Cada grupo produz resultados em determinadas áreas e não inclui pesquisas fundamentais de outros grupos para avançar o conhecimento, principalmente na busca de novas moléculas pequenas com propriedades bem qualificadas no espaço químico-biológico”. Montanari considera os grupos de pesquisa como grandes ilhas de elevada capacidade técnico-científica, “sem capacidade de agregar, principalmente quando inovação é fundamental. E, inovação, tem que ocorrer na academia”.

Para o químico Roberto Santana, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, da USP, um dos motivos para o número elevado de óbitos dos portadores das moléstias negligenciadas, “é a falta de ferramentas adequadas para o diagnóstico e tratamento dessas doenças”. Em trabalho conjunto com o professor João Santana, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, e o químico Douglas Wagner Franco, do Grupo de Química Inorgânica e Analítica da USP de São Carlos, Roberto Santana desenvolveu complexos à base de rutênio e óxido nítrico, contra a doença de Chagas, eliminando parasitas com baixa toxicidade para o organismo. “A química inorgânica tem contribuído para o desenvolvimento desses novos compostos e é uma ferramenta portentosa na modificação estrutural, na disponibilização de sítios específicos para o mecanismo de interação molécula-parasita e na própria alteração do processo bioquímico do parasita”.

Impasse público-privado

As indústrias farmacêuticas faturaram, em 2010, em torno de US$850 bilhões em todo o mundo e investiram 10% em pesquisa de desenvolvimento e inovação, segundo declaração recente do professor Eliezer Barreiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ao analisar os desafios e as perspectivas da química medicinal. Para ele, existe uma crise de criatividade nas empresas farmacêuticas, que passaram a se interessar pelas moléculas desenvolvidas nas universidades, ”que podem ser capazes de inovar mais que equipados laboratórios industriais.”

O professor José da Rocha Carvalheiro, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, e pesquisador no Instituto de Saúde, dirigiu durante quase seis anos na Fiocruz o “Projeto Inovação em Saúde”. Como membro do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inovação em Doenças Negligenciadas (INCT-IDN), da Fiocruz, acredita que o Brasil tem melhorado na área de pesquisas, inclusive fazendo parcerias. O CDTS, por exemplo, tem parceria com importante laboratório de biotecnologia dos Estados Unidos para desenvolver remédios contra a doença de Chagas. A parceria é de igual para igual, “pois tanto eles vêm aqui ver o que fazemos na intimidade do laboratório, como os nossos são recebidos lá e não são barrados na porta. O que ainda é raro”.

O conceito das doenças negligenciadas pela indústria farmacêutica, compartilhado pelas instituições Médicos Sem Fronteira, DNDi e OMS, dividiu o mundo entre os “have” e os “have not”. Em meio a um embate ideológico, segundo Carvalheiro, se discute o direito de patente ou não quando se trata de um bem público. Os Médicos Sem Fronteira sugerem separar o custo da pesquisa e desenvolvimento do preço da medicação, que inclui o que a “big-pharma” gasta em marketing. Já o Health Impact Fund propõe que as grandes indústrias do setor desenvolvam remédios para doenças da população pobre e, se provar que reduz a incidência da doença, a indústria teria acesso a um fundo para compensar a venda do medicamento a preço de custo. Outra proposta, para resolver o impasse, é semelhante aos créditos de carbono: cada vez que a “big-pharma” investe para desenvolver um produto novo e que tem mercado, seria obrigada a dar uma parcela aos pesquisadores de doenças negligenciadas. Carvalheiro lembrou ainda da proposta brasileira, “uma espécie de CPMF da remessa de lucros”. A indústria farmacêutica estrangeira instalada no país, que remete lucros, pagaria um pedágio da remessa que seria aplicado em laboratórios de universidades, instituições de pesquisa ou até laboratórios privados nacionais, que trabalham no desenvolvimento de remédios de interesse dos “have not”.

Chagásicos criam federação internacional

Portadores da doença de Chagas da América Latina decidiram se unir para garantir direitos, como o acesso mais fácil ao diagnóstico e desenvolvimento de medicamentos mais eficientes. A Federação Internacional das Pessoas com a Doença de Chagas, criada no ano passado em Olinda, alerta governos e comunidade para o fato das duas únicas medicações existentes terem sido desenvolvidas há mais de 40 anos. A doença de Chagas provoca 4 mil mortes por ano no Brasil. Existem até hoje, em todo o país, entre 4 a 6 milhões de brasileiros com a doença. Já na América do Sul, a estimativa oscila entre 11 a 12 milhões de pessoas. Na região de Campinas (SP) são quase 4 mil portadores registrados no serviço de atendimento da doença do Hospital de Clínicas da Unicamp, considerado o único serviço confiável para tratar e acompanhar os doentes na região.

O presidente da Associação dos Chagásicos de Campinas e Região, Osvaldo Rodrigues da Silva, ouve queixas constantes da falta de estrutura nas unidades básicas de saúde de Campinas, uma das mais desenvolvidas do país. A rede de saúde nem sempre dispõe de medicação e não cumpre os protocolos de atendimento consolidados para a doença. Aos 58 anos de idade, Osvaldo da Silva não esconde a angústia de ter perdido os pais, sogros e irmãos com Chagas. Ele também, como toda a família, foi contaminado pelo “barbeiro” transmissor do infeccioso Tripanozoma cruzi, na zona rural da pequena Indiaporã , divisa do estado de São Paulo com Minas Gerais e Mato Grosso. Só que, até hoje, o seu organismo não manifestou a doença. Mesmo assim, a ansiedade é permanente: ele não pode deixar de monitorar a doença, porque a ciência ainda não sabe quais pacientes assintomáticos poderão manifestar complicações cardíacas. Os únicos remédios usados para o tratamento da doença de Chagas em todo o mundo (nifurtimox e benzonidazol) além de terem sido produzidos quatro décadas atrás, tem baixa eficácia, provocam efeitos colaterais graves, como hiporexia (diminuição do apetite), perda de peso, náuseas, vômitos, alergia cutânea e neuropatia periférica.

Ana Maria de Arruda Camargo, assistente social do Hospital de Clínicas da Unicamp e integrante do conselho científico da Associação dos Chagásicos de Campinas, diz que os pacientes aguardam o surgimento de novas medicações. Ela lembra que com a globalização da doença, levada por migrantes latinos para os Estados Unidos. Canadá e Japão, os países mais ricos começam a investir no desenvolvimento de novos medicamentos.

“Os pacientes da fase crônica, por causa do controle dos sintomas, chegam a envelhecer e precisam não só de remédios eficazes, mas também de fácil acesso ao diagnóstico, acompanhamento constante, como em todas as doenças crônicas. Além disso, controle do pré-natal da mãe, e dos bancos de sangue”, concluiu.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Projeto de Geraldo Resende 1738/2011 defende os animais da eutanásia.

Deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) defende tratamento para animais infectados


Se projeto for aprovado pela Câmara Federal, eutanásia canina não deverá mais ser ministrada em casos de leishmaniose.
O deputado federal Geraldo Resende (PMDB-MS) apresentou na Câmara projeto de lei 1738/2011, que prevê o fim da obrigatoriedade de sacrifício de animais infectados pela leishmaniose. De acordo com a proposta do deputado, o sistema de saúde pública deve implantar uma política nacional de tratamento de animais.

“O debate sobre o tema é fundamental. Esta doença está em 12 países da América Latina, mas 90% dos casos são registrados no Brasil”, nota o deputado, para quem é possível estabelecer um programa de tratamento em alternativa à eutanásia canina. “A prática do sacrifício indiscriminado é inaceitável na Europa. Em diversos países existem estudos científicos e mobilização de médicos veterinários e criadores de cães contra esta ação”.

Segundo Geraldo Resende, o combate ao vetor praticado em nível doméstico tem eficácia temporária, pois utilização de inseticidas nas casas perde o efeito depois de algum tempo. “É importante a decisão política de disponibilizar orçamento para o combate ao mosquito transmissor. É um caso de saúde pública como a dengue”, diz.

“O sacrifício de cães é mais maléfico que benéfico, já que por motivações afetivas ou econômicas, muitos proprietários se recusam a entregar seus animais e os escondem, colocando a população em risco”, diz o deputado, lembrando que existe tratamento. “Há diversos protocolos de trabalhos científicos exitosos nesta área, além disso, me parece mais racional tratar a exterminar cachorros e gatos. Proponho a vacinação dos animais, bem como a possibilidade de curar os animais infectados”.

Doença
Leishmaniose é uma doença parasitária transmitida pela picada do mosquito infectado. A doença afeta animais domésticos, urbanos e silvestres. Para cada ser humano contaminado estima-se que há uma média de 200 cães infectados. Existem dois tipos de leishmaniose: a tegumentar, que se caracteriza por feridas na pele, e a visceral, que ataca vários órgãos internos.

Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. No caso da tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Estado de Minas - Gerais: Leishmaniose se alastra em Minas

Leishmaniose se alastra em Minas Número de mortes cresce 128% em Minas na comparação com 2001. Total de casos sobe 278%. Cientistas afirmam que, além dos cachorros, gatos respondem pela transmissão da doença

Luciane Evans -

Publicação: 05/07/2011 06:00 Atualização: 05/07/2011 07:49



A pesquisadora Priscila Rabelo fez testes com felinos e obteve resultados sobre contaminação já observados na Itália
Está prestes a cair por terra o que há muito o Brasil sustenta como a melhor forma de se combater a leishmaniose. A doença, que se alastrou por Minas Gerais nos últimos nove anos, tem feito estragos no estado, dando sinais de que a batalha pode estar perdida. Mesmo apostando na eutanásia de cães para o controle desse mal, numa década o número de casos cresceu 278% em Minas, saindo dos 200 registrados em 2001 e passando para 556, em 2010. Antes, a enfermidade atingia 46 municípios e, em 2010, chegou a 200. Os óbitos mais do que dobraram, passando de 25 para 57, um crescimento de 128%. Neste ano, já são 134 mineiros infectados, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). Em Belo Horizonte, até maio, 3 mil cães foram sacrificados. Para especialistas, esses são sinais claros de que o país está dando murro em ponta de faca no controle da leishmaniose, que custa, anualmente, R$ 10 milhões à Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) de BH.

Conheça os perigos da leishmaniosePara apimentar essa antiga polêmica e apontar novos caminhos nessa guerra, uma pesquisa conjunta da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) provou que, nessa história, não só os cachorros são os vilões. Os gatos podem ser também transmissores da doença. Em 2009, a aluna de medicina veterinária da PUC Minas Priscila Fonte Boa Rabelo repetiu o exame de sangue que atualmente é feito em cães em 86 felinos de Belo Horizonte. Em 40% deles o teste foi positivo.

TestesCom a orientação de Sidney Magno da Silva, professor substituto do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG, e do professor de doenças infecciosas de cães e gatos da PUC Minas Vitor Márcio Ribeiro, o estudo foi mais longe. “Sete gatos com sorologia positiva para a doença foram testados. Fizemos punção de medula óssea e cinco demonstraram o DNA do parasito. Três foram submetidos ao xenodiagnóstico, que é quando colocamos o mosquitinho para se alimentar no gato. Cinco dias depois, as fêmeas de Lutzomyia longipalpis foram dissecadas e encontramos a forma evolutiva do parasito no seu tubo digestivo”, descreve. “A última fase da pesquisa foi submeter um modelo experimental (hamster) a essas fêmeas de L. longipalpis alimentadas nesses gatos naturalmente infectados, e foi identificada a transmissão, sugerindo a participação do gato no ciclo de transmissão de Leishmania infantum no Brasil”, detalha Priscila, acrescentando que uma experiência como essa foi feita apenas na Itália, onde se obteve a mesma resposta.

De acordo com Silva, isso quer dizer que o felino pode ser um transmissor em potencial. “Por isso, continuamos a pesquisa com mais 200 gatos da cidade, para que possamos ampliar essa comprovação”, revela, dizendo que não se pode colocar o bichano no mesmo degrau do cão. “O felino pode estar ajudando a manter a doença em circulação”, aposta. Para Ribeiro, o experimento é uma prova concreta de que a estratégia de matar cães contaminados está equivocada. “Não é a melhor forma, uma vez que a doença pode ser transmitida por outros animais. Há estudos que mostram que o gambá pode ser um transmissor. No Brasil, outras pesquisas têm mostrado o aumento da enfermidade na população felina e isso é preocupante”, comenta, sugerindo que a estratégia seria o controle do inseto.

Mas, mesmo conhecendo a pesquisa e reconhecendo a importância dela, autoridades municipais e estaduais não concordam que é preciso mudar as políticas públicas de controle da doença. “A política tem que ser baseada no reservatório da enfermidade, que é o cão. A pesquisa não tem importância epidemiológica definida”, defende o superintendente de Epidemiologia da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Francisco Lemos. De acordo com o secretário adjunto da SMSA, Fabiano Pimenta, a questão sobre o gato ainda não está evidenciada e haveria necessidade de expandir as pesquisas para comprovar a suspeita.

TratamentoEnquanto o Brasil continua entre os países que optam pelo sacrifício de cães, muitos veterinários já defendem o tratamento da doença nos cachorros, não para curá-los, mas controlar a enfermidade no animal, sem permitir que ela tenha potencial de transmissão. A psicóloga Flávia Damato apostou nessa alternativa. Dona de cinco cães, Flávia descobriu, no ano passado, que eles estavam doentes. “Não quis sacrificá-los e os veterinários indicaram o tratamento. Importei medicamentos da Espanha. Foram injeções diárias no primeiro mês. Atualmente, eles tomam medicamentos diários e sempre fazem exames para avaliar se tem havido transmissão”, conta, acrescentando que ninguém da família apresentou sintomas de uma possível infecção.

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde, (SES), Minas registrou, em 2001 , 200 casos confirmados e, em 2010, foram 556. Segundo o superintendente da SES, Francisco Lemos, 57 pessoas perderam a vida, contra 25 naquele ano. O que equivale a crescimento de 128% na comparação anual do número de óbitos. Em Belo Horizonte, de acordo com Fabiano Pimenta, em 2009 houve 148 casos e, em 2010, 134. Neste ano, até maio, são 24. “Essa diminuição é a soma de vários fatores. Conseguimos aumentar a nossa capacidade operacional, fizemos 153 mil amostras em 2009, sendo 10.475 positivas. Em 2010, foram 196 mil exames. Não aumentamos o número de cachorros sacrificados, mas houve um crescimento na quantidade de testes”, detalha Pimenta.

COMENTÁRIOS

Autor: sydnei Silva
O objetivo de qualquer pesquisa é fornecer subsídios e respostas que possam auxiliar a sociedade na solução de problemas nos mais variados temas como saúde, economia, e etc. A pesquisa que o nosso grupo conduziu sobre a leishmaniose felina objetivou verificar a presença da doença entre felinos de BH,


Autor: Bruno M.
A GRANDE verdade é que a maioria dos donos não cuida do seus animais direito! Remédio pra pulgas? Nem pensar! Comprar coleira anti-mosquito? Absurdo! Aí da nisso! Quem tem animal deveria ter mais consciência isso sim! Se 90% usasse a tal coleira será que a doença estaria assim???


Autor: Guilherme Brandão
Janer, isso é o que o senso comum pensa. Ninguém está mais apto a transmitir doenças ao ser humano do que o próprio (e as mais graves). Apenas para ilustrar, leia um pouco sobre as inspeções em assentos de ônibus e a variedade de cistos de vermes que estão por lá, além de bactérias, conjuntivite...


Autor: Guilherme Brandão
Eles não são transmissores, são hospedeiros, da mesma forma que nós e vários outros mamíferos. Transmissor é o mosquito palha e o melhor que se pode fazer hoje é manter as coleiras repelentes em dia.


Autor: Marcelo Trivellato
Vamos ficar atentos. Esta reportagem trouxe depoimentos de pessoas sérias da PUC, UFMG, Sec. Municipal de Saúde e Sec. de Estado da Saúde. Ao que parece, foram 57 óbitos contabilizados em 2010, decorrentes da leishmaniose. É preciso que os criadores tenham consciência e remetam o caso às autoridades


Autor: felipe ribeiro
A reportagem sobretudo, deveria enfatizar os mecanismos de combate a doença ao invés de criar um verdadeiro terrorismo em torno dos animais que são vítimas da falta de cuidado humano.


Autor: Janer Moreira Lopes
A sociedade moderna adotou hábitos estranhos, como fazer de animais, entes queridos. Essa atitude vem comprometendo a saúde e higiene nas residencias, como também a boa convivência, pois temos de tolerar as sujeiras nas ruas e logradouros públicos.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Unesp realiza pesquisa sobre doença de Chagas e leishmaniose com animais atropelados

Curso Online de Educação Inclusiva 05.07.2011


Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) do campus de Botucatu estão recolhendo animais silvestres atropelados, para realizar pesquisas sobre algumas zoonoses.
Os estudos tentam compreender o mecanismo de transmissão de doenças como a leishmaniose e a doença de Chagas para os humanos.
Algumas descobertas já aconteceram durante o início dos estudos. Os especialistas notaram que os tatus são grandes hospedeiros de parasitas causadores de leishmaniose e doença de Chagas. Já o tatu-galinha, além de ser hospedeiro de patógenos causadores dessas duas doenças, também abriga os que provocam a paracoccidioidomicose, micose sistêmica de maior ocorrência na América Latina.
A pesquisadora Virgínia Bodelão Richini Pereira, do Núcleo de Pesquisa em Zoonoses da Unesp em Botucatu, que conduz o estudo explica que os locais onde esses animais vivem são comuns aos homens. No caso do tatu, muitas pessoas o usam na alimentação e, se a carne não for bem cozida, a pessoa pode se infectar?
De acordo com o médico veterinário Helio Langoni, supervisor do estudo, algumas das espécies estudadas estão na lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês), o que dificulta o acesso aos exemplares vivos.

A morte de animais silvestres por atropelamento é considerada uma das maiores causas de perda de biodiversidade da fauna, principalmente de espécies em risco de extinção. A utilização desses bichos em pesquisas traz vantagens, pois não há necessidade de anestesia e eutanásia.



Fonte: Diário do Grande ABC

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Profissionais de Saúde Pública de MS se atualizam sobre leishmaniose visceral

Da assessoria/PP

Em função dos casos de leishmaniose visceral e mortes no Estado do Mato Grosso do Sul, cerca de 100 profissionais de Saúde Pública dos municípios de Coxim, Alcinópolis, Rio Verde, São Gabriel do Oeste e Sonora, passarão por uma reciclagem e receberão informações sobre as atuais ferramentas disponíveis para o controle da leishmaniose visceral. O evento, que acontece no dia 7 de julho, em Coxim/MS, contará com a participação da Drª Vera Camargo, do Grupo de Estudos de Leishmaniose – SUCEN; Andrei Nascimento, Médico Veterinário e Gerente Técnico da MSD Saúde Animal; e Rose Fernandes, Coordenadora Técnica da BASF.

Apenas em Coxim, de 2010 até o momento, já foram confirmadas duas mortes humanas por conta da leishmaniose visceral. “O objetivo do encontro é apresentar aos profissionais da saúde das áreas mais críticas do Estado as mais recentes ferramentas disponíveis, que estão ao alcance das autoridades sanitárias para o controle desta endemia de grande impacto para a saúde da população. Além disso, vamos apresentar os métodos de controle que estão sendo praticados com sucesso por outras regiões do País”, esclarece o Médico Veterinário e Gerente Técnico da MSD Saúde Animal, Andrei Nascimento.

A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um mosquito conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90%dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.500 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.

Segundo Nascimento, Mato Grosso do Sul é um Estado considerado endêmico pelo Ministério da Saúde. “Por isso, é de extrema importância que as pessoas adotem medidas preventivas, como, por exemplo, o uso das coleiras impregnadas com Deltametrina a 4% nos cães para evitar que os mesmos sejam picados e se tornem fontes de infecção, para o ser humano, no meio urbano”, ressalta.

sábado, 2 de julho de 2011

Duas crianças foram a óbito em Cajazeiras.


Cajazeiras registra duas mortes por Leishmaniose em três meses
Cidades - 28.06.11 - 9:27

A gerente da Nona Gerência de Saúde de Cajazeiras Maura Sobreira alertou a população de Cajazeiras quanto a doença leishmaniose ou calazar. Segundo ela, duas crianças foram a óbito no município vítima da doença.

Os casos foram registrados na zona leste da cidade nas localidades de Campo do Vaqueiro e Campo da Brita. As mortes das crianças ocorreram nos meses de abril e junho. Conforme apuramos, uma das crianças passou período nas proximidades do lixão. E, só 15 dias após ter apresentado os sintomas da doença a criança foi levada até o hospital, e encaminhada para HU em Campina Grande. Ao retornar a Cajazeiras, ela veio a óbito dez dias depois.

A Secretaria de Saúde do município enviou técnicos ao local e fez um levantamento da situação tomando toda providência necessária para evitar que a doença se alastre. Segundo a coordenadora da Vigilância Ambiental Cristina foi realizada dedetização de toda área, recolhido todos os animais suspeitos, e aqueles com donos foi feita sorologia, sendo aguardado o resultado.

O que é Leishmaniose?

Causa da doença

A leishmaniose é uma doença não contagiosa causada por parasitas ( protozoário Leishmania) que invadem e se reproduzem dentro das células que fazem parte do sistema imunológico (macrófagos) da pessoa infectada.

Manifestação e características

Esta doença pode se manifestar de duas formas: leishmaniose tegumentar ou cutânea e a leishmaniose visceral ou calazar.

A leishmaniose tegumentar ou cutânea é caracterizada por lesões na pele, podendo também afetar nariz, boca e garganta (esta forma é conhecida como “ferida brava”). A visceral ou calazar, é uma doença sistêmica, pois afeta vários órgãos, sendo que os mais acometidos são o fígado, baço e medula óssea. Sua evolução é longa podendo, em alguns casos, até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão

Sua transmissão se dá através de pequenos mosquitos que se alimentam de sangue, e, que , dependendo da localidade, recebem nomes diferentes, tais como: mosquito palha, tatuquira, asa branca, cangalinha, asa dura, palhinha ou birigui. Por serem muito pequenos, estes mosquitos são capazes de atravessar mosquiteiros e telas. São mais comumente encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.

Além do cuidado com o mosquito, através do uso de repelentes em áreas muito próximas a mata, dentro da mata, etc, é importante também saber que este parasita pode estar presente também em alguns animais silvestres e, inclusive, em cachorros de estimação.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com o tipo da leishmaniose. No caso da tegumentar, surge uma pequena elevação avermelhada na pele que vai aumentando até se tornar uma ferida que pode estar recoberta por crosta ou secreção purulenta. Há também a possibilidade de sua manifestação se dar através de lesões inflamatórias no nariz ou na boca. Na visceral, ocorre febre irregular, anemia, indisposição, palidez da pele e mucosas, perda de peso, inchaço abdominal devido ao aumento do fígado e do baço.

Prevenção e tratamento

A melhor forma de se prevenir contra esta doença é evitar residir ou permanecer em áreas muito próximas à mata, evitar banhos em rio próximo a mata, sempre utilizar repelentes quando estiver em matas, etc.

Esta doença deve ser tratada através de medicamentos e receber acompanhamento médico, pois, se não for adequadamente tratada, pode levar a óbito.

FOLHADOSERTAO com o Portal CZN

Prevenção contra a leishmaniose em Belo Horizonte

LEISHMANIOSE

01/07/2011
PLs visam conter o crescimento da Leishmaniose em BH


Entre as grandes cidades, Belo Horizonte é a que mais sofre com a ocorrência de Leishmaniose Visceral (LV), que acomete humanos. Para evitar que a doença se alastre, dois projetos de lei tramitam na Câmara e propõem a castração de animais de rua e a vacinação gratuita de cães contra a doença.

O PL1082/2010, de autoria do vereador Sério Fernando (PHS), dispõe sobre a vacinação gratuita de cães contra a doença. A vacinação será feita mediante campanha anual, com ampla divulgação. O projeto aguarda apreciação em Plenário no 1º turno.

Para o autor, o projeto se faz necessário para conter o avanço da doença, que cresce diariamente. “É fundamental que o município passe a desenvolver ações para oferecer a vacina contra a Leishmaniose Visceral para todos os cães”, defende.

O PL 282/2009, do vereador Hugo Thomé (PMN), amplia a capacidade dos Centros de Esterilização de Cães e Gatos (Centro de Controle de Zoonoses, Centro de Esterilização de Cães e Gatos Noroeste e Oeste) para esterilização de animais de rua em todos os distritos sanitários da capital. A proposição aguarda apreciação em 2º turno em Plenário.

A ação integrará o Programa de Controle Populacional de Cães e Gatos e destina-se a impedir o crescimento da população de animais de rua, que servem de vetor para a transmissão de doenças. “O aumento desordenado do número de cães e gatos de rua torna necessária a castração dos animais, sendo uma solução definitiva para o problema”, afirma Thomé.

Aumento de casos

Segundo dados da PBH, até o mês de junho deste ano já foram detectados 24 casos de Leishmaniose em humanos. Em 2010, dos 134 casos registrados, 21 resultaram em morte. Em 2011, a Prefeitura sacrificou mais de três mil animais com a doença. O tratamento de cães não é uma medida recomendada, já que as tentativas de tratamento da Leishmaniose Visceral Canina por meio de drogas tradicionalmente empregadas podem levar ao risco de selecionar parasitas resistentes às drogas utilizadas no tratamento de humanos.

Superintendência de Comunicação Institucional