Aconteceu no último final de semana 20 e 21 de setembro. No sábado, a campanha esteve comemorando junto ao Puppy Center, um ano da sua existência no Bairro do Ipiranga e no domingo a campanha participou junto ao Rotary-Saúde do Agita Saúde, evento que acontece anualmente, convidados pelo Rotary estiveram lá em parceria com os laboratórios MSD Saude Animal e Hertape-Calier. Unidos na ação, puderam conscientizar as pessoas sobre a leishmaniose, grave doença de saúde pública que assola várias regiões do nosso país. saiba mais www.diganaoaleishmaniose.com.br
Grande Otelo

Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.
Apoio de várias celebridades

Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.
domingo, 28 de setembro de 2014
Depois que um homem, de 72 anos, foi diagnosticado com Leishmaniose, a Vigilância Sanitária monitora a região, próxima a residência da vítima, no Bairro da Várzea. Na manhã desta sexta-feira (26) a equipe realizou uma vistoria em algumas casas e pátios.
A aplicação de um inseticida no quarteirão, onde o idoso reside, e armadilhas para capturar o mosquito transmissor, serão necessárias a fim de evitar a proliferação do vírus – afirma a Diretora de Vigilância Sanitária de São Borja, Janaína Leivas.
Uma reunião marcada para a próxima segunda-feira (29) com representantes da 12º Coordenadoria Regional de Saúde de Santo Ângelo vai definir como serão realizados os trabalhos.
O idoso foi diagnosticado com a doença, na última terça-feira (23) depois do resultado de um exame de sangue. O medicamento já foi solicitado e deve chegar na próxima semana.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Araçatuba
Mulher de 59 anos é diagnosticada com leishmaniose
em Araçatuba
Nota da Santa Casa revela que a paciente está em estado grave e foi internada na segunda-feira
DA REDAÇÃO, KAIO ESTEVES - ARAÇATUBA
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Pacientes foram internados na Santa Casa de Araçatuba

Uma mulher de 59 anos teve diagnóstico positivo para o caso de leishmaniose e está internada em estado grave na Santa Casa de Araçatuba. A informação foi divulgada na manhã de ontem (27) pela assessoria de imprensa do hospital.
A mulher foi internada nesta segunda-feira (25) e, após apresentar sintomas da doença, o caso foi confirmado - o sexto registrado em Araçatuba neste ano.
Quatro casos foram diagnosticados em crianças com menos de cinco anos. Nenhum óbito em decorrência da leishmaniose foi registrado até agora no município.
CHOQUELUCHE E MENINGITE
A assessoria da Santa Casa também informou que aguarda resultado de exame de sorologia de duas crianças de um e dois meses de vida, residentes de Birigui e Valparaíso, que foram internadas no hospital com suspeita de coqueluche. Também há um caso de uma criança de oito meses com caso confirmado de meningite viral. O quadro clínico é estável.
A DOENÇA
Coqueluche é uma doença bacteriana altamente contagiosa que causa tosse incontrolável e violenta. A tosse pode dificultar a respiração. Um som profundo de respiração difícil pode ser ouvido quando o paciente tenta tomar fôlego.
A doença é uma infecção respiratória do trato superior causada pela bactéria Bordetella pertussis ou Bordetella parapertussis . É uma doença grave que pode causar incapacidade permanente em crianças e até mesmo a morte. Quando um indivíduo infectado espirra ou tosse, pequenas gotículas contendo bactérias se espalham pelo ar, e a doença é facilmente transmitida de pessoa para pessoa.
A infecção dura, geralmente, 6 semanas. O Ministério da Saúde orienta que todas as pessoas que tiveram contato com alguém com suspeita da doença tomem a vacina.
A mulher foi internada nesta segunda-feira (25) e, após apresentar sintomas da doença, o caso foi confirmado - o sexto registrado em Araçatuba neste ano.
Quatro casos foram diagnosticados em crianças com menos de cinco anos. Nenhum óbito em decorrência da leishmaniose foi registrado até agora no município.
CHOQUELUCHE E MENINGITE
A assessoria da Santa Casa também informou que aguarda resultado de exame de sorologia de duas crianças de um e dois meses de vida, residentes de Birigui e Valparaíso, que foram internadas no hospital com suspeita de coqueluche. Também há um caso de uma criança de oito meses com caso confirmado de meningite viral. O quadro clínico é estável.
A DOENÇA
Coqueluche é uma doença bacteriana altamente contagiosa que causa tosse incontrolável e violenta. A tosse pode dificultar a respiração. Um som profundo de respiração difícil pode ser ouvido quando o paciente tenta tomar fôlego.
A doença é uma infecção respiratória do trato superior causada pela bactéria Bordetella pertussis ou Bordetella parapertussis . É uma doença grave que pode causar incapacidade permanente em crianças e até mesmo a morte. Quando um indivíduo infectado espirra ou tosse, pequenas gotículas contendo bactérias se espalham pelo ar, e a doença é facilmente transmitida de pessoa para pessoa.
A infecção dura, geralmente, 6 semanas. O Ministério da Saúde orienta que todas as pessoas que tiveram contato com alguém com suspeita da doença tomem a vacina.
Exames comprovam que cão não era portador de leishmaniose
Em julho, o Jornal da Manhã trouxe a história do proprietário de cachorrinha da raça shih-tzu, uma fêmea de quatro anos, que deu entrada no canil do Centro de Controle de Endemias e Zoonoses, buscando eutanásia. Ela teria sido encaminhada pelo Hospital Veterinário de Uberaba, onde recebeu diagnóstico positivo para leishmaniose, após exame sorológico. No entanto, três novos exames confirmam que o animal nunca foi portador da doença, que não tem cura.
À época, o veterinário do Centro de Zoonoses, Renato César de Almeida Delfini, afirmou que, conforme portaria federal nº 1.426, de 2008, e decreto municipal nº 1.909, de 1999, para animais com diagnóstico para leishmaniose o tratamento é ineficaz, sendo que a exigência do Ministério da Saúde é eutanasiar animais com exame positivo e sintomas clínicos. Porém, decisão do STF sobre o assunto diz que a aplicação da lei deve se dar após a realização de pelo menos dois exames laboratoriais confirmando a doença.
O veterinário do Centro de Zoonoses acusou a chefe do setor de negar a eutanásia no caso. Karina Helena Martins, entretanto, diz que não se negou a realizar o procedimento. Ela alega ter apenas orientado o tutor do animal de que são necessários dois resultados positivos para a realização da eutanásia, bem como informou a opção do tratamento do animal, que seria por toda a vida.
Embora exame do Hospital Veterinário de Uberaba tenha dado positivo, três outros resultados de testes realizados em laboratórios de Belo Horizonte foram apresentados pelo proprietário ao Departamento de Controle de Zoonoses. O dono do animal não poupou esforços e procurou até mesmo um dos exames mais caros que existem para comprovar o diagnóstico. Trata-se de exame que pesquisa a presença de anticorpos para leishmaniose através de material coletado da medula óssea do animal. Em ambas as técnicas os resultados deram negativo. “Por pouco um animal saudável foi eutanasiado no Centro de Zoonoses por falta de conhecimento por parte do veterinário”, afirma a chefe do canil, Karina Martins.
A advogada da Supra, Lourdes Machado, encaminhou ofício à Prefeitura Municipal solicitando a abertura de procedimento administrativo contra a atuação do funcionário do Centro de Zoonoses neste caso específico.
EXCELENTE ENTREVISTA DO PESQUISADOR ITALIANO E CONSULTOR PARA LEISHMANIOSE E MALÁRIA DA OMS- ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE, DR. LUIGI GRADONI, EXPLICA POR QUE O EXTERMÍNIO DE CÃES É INEFICAZ COMO MÉTODO DE CONTROLE E ERRADICAÇÃO DA LEISHMANIOSE..
Entrevista com Luigi Gradoni
Um dos maiores especialistas do mundo em LVC fala sobre as políticas nacionais de combate à doença
Luigi Gradoni, do Istituto Superiore di Sanità, Roma/Itália, principal organismo técnico-científico do serviço nacional de saúde desse país, consultor da OMS (Organização Mundial da Saúde) para Leishmaniose e Malária, explica por que o extermínio de cães é ineficaz como método de controle e erradicação da leishmaniose. Autor de inúmeros trabalhos sobre o tema e reconhecida autoridade no assunto, o trabalho de Gradoni é respeitado por técnicos e cientistas.
Confira a seguir entrevista exclusiva do especialista.
ARCA Brasil - Há 50 anos o Brasil gasta recursos preciosos, mata milhares de cães e cada vez mais pessoas morrem devido à leishmaniose. Em sua opinião, qual o maior desafio que o Brasil enfrenta para combater a doença?
Luigi Gradoni - A questão é complexa e alguns pontos ainda são assunto de estudos científicos. É preciso separar em três questões:
1. Gastos públicos: Em minha opinião, é positivo o fato do sistema de saúde pública brasileira investir recursos para um acompanhamento sorológico periódico da população canina em áreas endêmicas para a doença. Isto é importante do ponto de vista epidemiológico e também para avaliar a eficácia das medidas de controle instituídas.
1.2 Matar cães: Esta não é a abordagem no sul da Europa com os cães positivos para Leishmaniose. De acordo com a literatura cientifica, a eutanásia de cães soropositivos tem eficácia limitada no Brasil por duas razões principais: (a) o tempo significativo entre o teste e a remoção dos cães positivo , e (b) o fluxo constante de animais jovens e mais susceptíveis na população canina.
1.3 As pessoas ainda morrem de LV: em minha opinião, esta é uma grave deficiência do sistema público de saúde brasileiro, pelo qual os cães não são responsáveis, definitivamente! No sul da Europa, a cada ano cerca de 800-1000 casos de LV são diagnosticados em humanos. Com exceção de muito poucas mortes de pacientes adultos em situações delicadas de saúde (AIDS, transplantados, estágios finais da cirrose hepática), os pacientes são curados com sucesso em 10-14 dias. Isso porque o sistema primário de cuidados à saúde, especialmente os médicos de família, estão bem informados sobre a doença, A LV é investigada em todos os indivíduos com mais de 10 dias de febre resistentes aos antibióticos. Qualquer caso de LV confirmado é então tratado prontamente com uma droga segura e eficaz (anfotericina B lipossomal).
ARCA Brasil - O Sr. declarou no Congresso WL 5, em maio, que um cão infectado, mas domiciliado e supervisionado por médico veterinário, não representa nenhum perigo à família, mesmo na presença de crianças e idosos. Em nosso país, porém, o Ministério da Saúde afirma o contrário. Qual sua impressão sobre a atual política brasileira centrada na eliminação dos cães?
Luigi Gradoni - Aos milhares de cães sacrificados a cada ano deve-se incluir um elevado número de “cães expostos”, que não são responsáveis de forma alguma pela transmissão de LV. “Cães expostos” foram definidos como aqueles que exibem reações sorológicas positivas (por exposição a picadas de mosquitos flebótomos infectadas), em que, no entanto, a infecção por parasita não pode ser documentada, quer por microscópio ou técnicas moleculares. Provavelmente, estes cães são altamente resistentes à infecção e não representam um reservatório ativo. No que se refere ao perigo imediato de cães infectados aos membros da família, deve se ter em mente que Leishmania não pode ser transmitida por contato direto. Acariciar um cão doente não é um perigo. Contudo, os cães infectados mantidos sem qualquer medida de controle representam um reservatório para a infecção pelo flebótomo , e contribuem para o risco de infecção na área de alcance de voo desse vetor.
ARCA Brasil - Como consultor da OMS, qual sua sugestão para o grande desafio que é alinhar o avanço das pesquisas com políticas públicas modernas e realistas, onde o cão é, cada vez mais, um membro da família?
Luigi Gradoni – Após trabalhar com LV canina por mais de 30 anos, estou plenamente convencido de que animais são cada vez mais membros da família e matar todos os cães soropositivos para Leishmania é uma abordagem antiética e desnecessária. No entanto, para combater a política de eliminação, é necessário um grande esforço e uma abordagem sustentável de longo prazo. Por causa do grande número de cães afetados e dos recursos financeiros públicos limitados (da mesma forma que ocorre no sul da Europa!), a questão fundamental é a EDUCAÇÃO SANITÁRIA dos proprietários dos cães. É cientificamente comprovado que o apego ao animal de estimação e o conhecimento do risco de adquirir a doença estão significativamente associados com a vontade de adquirir, voluntariamente, ferramentas de prevenção à LV canina e, consequentemente, com a diminuição da prevalência da doença. (Am J Trop Med Hyg 87 (5), 2012, pp 822 - 831). Portanto, os proprietários devem estar conscientes da responsabilidade de cuidar de seus animais de estimação, a fim de prevenir e/ou curar a leishmaniose. A medida preventiva inclui a vacinação combinada com o uso de inseticidas tópicos com eficácia comprovada contra flebotomíneos (colar / spot-on formulações). Inseticidas tópicos são ainda mais necessários quando os cães forem diagnosticados como tendo VL, de modo a evitar a propagação de parasitas para os seres humanos e para os cães saudáveis. No que diz respeito ao tratamento, o uso de drogas anti-leishmania para tratar LV em humanos deve ser desencorajado, devido ao risco de desenvolver resistência à droga contra o parasita. É por isso que, como consultor da OMS, eu tenho considerado nas recomendações o uso de allopurinol, isoladamente, para o tratamento de cães infectado, já que não é utilizado em humanos. Tem sido demonstrado que o tratamento com allopurinol pode ser eficaz no controle da doença nos cães e na redução do potencial de infecção (Parasitas e Vetores 2011, 04:52).
Publicado na edição Nov/Dez 2013 da Revista Nosso Clínico
Entrevista com Luigi Gradoni
Um dos maiores especialistas do mundo em LVC fala sobre as políticas nacionais de combate à doença
Luigi Gradoni, do Istituto Superiore di Sanità, Roma/Itália, principal organismo técnico-científico do serviço nacional de saúde desse país, consultor da OMS (Organização Mundial da Saúde) para Leishmaniose e Malária, explica por que o extermínio de cães é ineficaz como método de controle e erradicação da leishmaniose. Autor de inúmeros trabalhos sobre o tema e reconhecida autoridade no assunto, o trabalho de Gradoni é respeitado por técnicos e cientistas.
Confira a seguir entrevista exclusiva do especialista.
ARCA Brasil - Há 50 anos o Brasil gasta recursos preciosos, mata milhares de cães e cada vez mais pessoas morrem devido à leishmaniose. Em sua opinião, qual o maior desafio que o Brasil enfrenta para combater a doença?
Luigi Gradoni - A questão é complexa e alguns pontos ainda são assunto de estudos científicos. É preciso separar em três questões:
1. Gastos públicos: Em minha opinião, é positivo o fato do sistema de saúde pública brasileira investir recursos para um acompanhamento sorológico periódico da população canina em áreas endêmicas para a doença. Isto é importante do ponto de vista epidemiológico e também para avaliar a eficácia das medidas de controle instituídas.
1.2 Matar cães: Esta não é a abordagem no sul da Europa com os cães positivos para Leishmaniose. De acordo com a literatura cientifica, a eutanásia de cães soropositivos tem eficácia limitada no Brasil por duas razões principais: (a) o tempo significativo entre o teste e a remoção dos cães positivo , e (b) o fluxo constante de animais jovens e mais susceptíveis na população canina.
1.3 As pessoas ainda morrem de LV: em minha opinião, esta é uma grave deficiência do sistema público de saúde brasileiro, pelo qual os cães não são responsáveis, definitivamente! No sul da Europa, a cada ano cerca de 800-1000 casos de LV são diagnosticados em humanos. Com exceção de muito poucas mortes de pacientes adultos em situações delicadas de saúde (AIDS, transplantados, estágios finais da cirrose hepática), os pacientes são curados com sucesso em 10-14 dias. Isso porque o sistema primário de cuidados à saúde, especialmente os médicos de família, estão bem informados sobre a doença, A LV é investigada em todos os indivíduos com mais de 10 dias de febre resistentes aos antibióticos. Qualquer caso de LV confirmado é então tratado prontamente com uma droga segura e eficaz (anfotericina B lipossomal).
ARCA Brasil - O Sr. declarou no Congresso WL 5, em maio, que um cão infectado, mas domiciliado e supervisionado por médico veterinário, não representa nenhum perigo à família, mesmo na presença de crianças e idosos. Em nosso país, porém, o Ministério da Saúde afirma o contrário. Qual sua impressão sobre a atual política brasileira centrada na eliminação dos cães?
Luigi Gradoni - Aos milhares de cães sacrificados a cada ano deve-se incluir um elevado número de “cães expostos”, que não são responsáveis de forma alguma pela transmissão de LV. “Cães expostos” foram definidos como aqueles que exibem reações sorológicas positivas (por exposição a picadas de mosquitos flebótomos infectadas), em que, no entanto, a infecção por parasita não pode ser documentada, quer por microscópio ou técnicas moleculares. Provavelmente, estes cães são altamente resistentes à infecção e não representam um reservatório ativo. No que se refere ao perigo imediato de cães infectados aos membros da família, deve se ter em mente que Leishmania não pode ser transmitida por contato direto. Acariciar um cão doente não é um perigo. Contudo, os cães infectados mantidos sem qualquer medida de controle representam um reservatório para a infecção pelo flebótomo , e contribuem para o risco de infecção na área de alcance de voo desse vetor.
ARCA Brasil - Como consultor da OMS, qual sua sugestão para o grande desafio que é alinhar o avanço das pesquisas com políticas públicas modernas e realistas, onde o cão é, cada vez mais, um membro da família?
Luigi Gradoni – Após trabalhar com LV canina por mais de 30 anos, estou plenamente convencido de que animais são cada vez mais membros da família e matar todos os cães soropositivos para Leishmania é uma abordagem antiética e desnecessária. No entanto, para combater a política de eliminação, é necessário um grande esforço e uma abordagem sustentável de longo prazo. Por causa do grande número de cães afetados e dos recursos financeiros públicos limitados (da mesma forma que ocorre no sul da Europa!), a questão fundamental é a EDUCAÇÃO SANITÁRIA dos proprietários dos cães. É cientificamente comprovado que o apego ao animal de estimação e o conhecimento do risco de adquirir a doença estão significativamente associados com a vontade de adquirir, voluntariamente, ferramentas de prevenção à LV canina e, consequentemente, com a diminuição da prevalência da doença. (Am J Trop Med Hyg 87 (5), 2012, pp 822 - 831). Portanto, os proprietários devem estar conscientes da responsabilidade de cuidar de seus animais de estimação, a fim de prevenir e/ou curar a leishmaniose. A medida preventiva inclui a vacinação combinada com o uso de inseticidas tópicos com eficácia comprovada contra flebotomíneos (colar / spot-on formulações). Inseticidas tópicos são ainda mais necessários quando os cães forem diagnosticados como tendo VL, de modo a evitar a propagação de parasitas para os seres humanos e para os cães saudáveis. No que diz respeito ao tratamento, o uso de drogas anti-leishmania para tratar LV em humanos deve ser desencorajado, devido ao risco de desenvolver resistência à droga contra o parasita. É por isso que, como consultor da OMS, eu tenho considerado nas recomendações o uso de allopurinol, isoladamente, para o tratamento de cães infectado, já que não é utilizado em humanos. Tem sido demonstrado que o tratamento com allopurinol pode ser eficaz no controle da doença nos cães e na redução do potencial de infecção (Parasitas e Vetores 2011, 04:52).
Publicado na edição Nov/Dez 2013 da Revista Nosso Clínico
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
Campanha realiza palestra em na OAB de São Paulo
Pulverizar informações sobre o controle da doença é objetivo do encontro, promovido em parceria com a MSD Saúde Animal, em São Paulo
A Campanha nacional “Diga Não à Leishmaniose” promoveu no dia 14 de julho, em São Paulo, a palestra ‘A Leishmaniose no Brasil’, ministrado pelo médico veterinário e gerente Técnico da MSD Saúde Animal (São Paulo/SP), Andrei Nascimento. O evento, que ocorreu na Casa do Advogado Ipiranga, tem como objetivo conscientizar a população sobre a gravidade da leishmaniose visceral canina, doença de saúde pública e considerada uma zoonose de alta letalidade.
Segundo Nascimento, a cidade de São Paulo ainda não é considerada endêmica pelas autoridades, apesar dos muitos casos caninos diagnosticados e dos vários municípios ao redor, como, por exemplo, Cotia, Itapecerica da Serra, Embú, entre outros, com alta prevalência canina. “Por isso, é de extrema importância que as pessoas adotem medidas preventivas, como, por exemplo, o uso das coleiras impregnadas com Deltametrina a 4% (Scalibor) nos cães para evitar que os mesmos sejam picados e se tornem fontes de infecção, para o ser humano, no meio urbano”, ressalta.
A coordenadora do projeto, Marli Pó, trabalhou como assessora de Clodovil por muitos anos e idealizou a campanha em 2005, após ver o sofrimento do estilista quando seus cães foram infectados pela doença em Ubatuba. O único que se salvou, na época, foi o Grande Otelo, símbolo da campanha.
A leishmaniose é transmitida, principalmente, por meio da picada de um inseto conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aleishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90% dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.800 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.
Doença
Cães e humanos são vítimas da doença
- A leishmaniose visceral é uma doença fatal para os cães;
- Em humanos, se não tratada, pode levar à morte em até 90 % dos casos;
- Cerca de 3.800 novos casos são diagnosticados todos os anos no Brasil;
- A doença é transmitida pela fêmea do inseto. Ao picar cães infectados ela se infecta e, posteriormente, pica os humanos, transmitindo a doença;
Quando os cães adoecem apresentam principalmente os seguintes sintomas:
- Apatia;
- Lesões de pele;
- Queda de pelos, inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas;
- Emagrecimento;
- Crescimento anormal das unhas.
Os cães podem ficar infectados por vários anos sem apresentar sintomas clínicos. Estes cães são fontes de infecção para o inseto transmissor e, portanto, um risco à saúde de todos. A única forma de detectar a infecção nestes animais é por meio de exames de laboratório específicos.
Ajude a combater a leishmaniose
- Não deixe seu cão solto nas ruas;
- Mantenha-o sempre com a coleira à base de deltametrina;
- Mantenha o seu quintal limpo para evitar procriação do inseto ;
- Consulte um Médico Veterinário regularmente;
- Saiba mais sobre leishmaniose no site www.scalibor.com.br e www.diganaoaleishmaniose.com.br
Campanha “Diga não a Leishmaniose” promove discussão sobre prevenção e tratamento da doença
Pulverizar informações sobre o controle da doença é objetivo do encontro, promovido em parceria com a MSD Saúde Animal, em São Paulo
A Campanha nacional “Diga Não à Leishmaniose” promove no dia 14 de julho, em São Paulo, a palestra ‘A Leishmaniose no Brasil’, ministrado pelo médico veterinário e gerente Técnico da MSD Saúde Animal (São Paulo/SP), Andrei Nascimento. O evento, que ocorre na Casa do Advogado Ipiranga, tem como objetivo conscientizar a população sobre a gravidade da leishmaniose visceral canina, doença de saúde pública e considerada uma zoonose de alta letalidade.

Evento tem como objetivo conscientizar a população sobre a gravidade da leishmaniose visceral canina, transmitida principalmente pelo mosquito palha (Foto: Frank Collins)
Segundo Nascimento, a cidade de São Paulo ainda não é considerada endêmica pelas autoridades, apesar dos muitos casos caninos diagnosticados e dos vários municípios ao redor, como, por exemplo, Cotia, Itapecerica da Serra, Embú, entre outros, com alta prevalência canina. “Por isso, é de extrema importância que as pessoas adotem medidas preventivas, como, por exemplo, o uso das coleiras impregnadas com Deltametrina a 4% (Scalibor) nos cães para evitar que os mesmos sejam picados e se tornem fontes de infecção, para o ser humano, no meio urbano”, ressalta.
A coordenadora do projeto, Marli Pó, trabalhou como assessora de Clodovil por muitos anos e idealizou a campanha em 2005, após ver o sofrimento do estilista quando seus cães foram infectados pela doença em Ubatuba. O único que se salvou, na época, foi o Grande Otelo, símbolo da campanha.
A leishmaniose é transmitida, principalmente, por meio da picada de um inseto conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90% dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.800 pessoas são infectadas e o número de óbitos é de aproximadamente 200, anualmente.
Doença
Cães e humanos são vítimas da doença
- A leishmaniose visceral é uma doença fatal para os cães;
- Em humanos, se não tratada, pode levar à morte em até 90 % dos casos;
- Cerca de 3.800 novos casos são diagnosticados todos os anos no Brasil;
- A doença é transmitida pela fêmea do inseto. Ao picar cães infectados ela se infecta e, posteriormente, pica os humanos, transmitindo a doença;
Quando os cães adoecem apresentam principalmente os seguintes sintomas:
- Apatia;
- Lesões de pele;
- Queda de pelos, inicialmente ao redor dos olhos e nas orelhas;
- Emagrecimento;
- Crescimento anormal das unhas.
Os cães podem ficar infectados por vários anos sem apresentar sintomas clínicos. Estes cães são fontes de infecção para o inseto transmissor, e, portanto, um risco à saúde de todos. A única forma de detectar a infecção nestes animais é por meio de exames de laboratório específicos.
Ajude a combater a leishmaniose
- Não deixe seu cão solto nas ruas;
- Mantenha-o sempre com a coleira à base de deltametrina;
- Mantenha o seu quintal limpo para evitar procriação do inseto ;
- Consulte um Médico Veterinário regularmente;
- Saiba mais sobre leishmaniose no site www.scalibor.com.br e www.diganaoaleishmaniose.com.br
Serviços
Palestra: A Leishmaniose no Brasil
Data: 14 de julho
Horário: 19h30
Local: Casa do Advogado Ipiranga – Rua dos Patriotas, 822, São Paulo
Inscrições: (11) 2069-8022 ou pelo e-mail: Ipiranga@oabsp.org.br
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Leishmaniose, artistas apoiam a causa.
Nico Puig sobre choro após demissão: “Vergonha por não ter me superado”
Por Marília Neves , iG Gente |
Texto
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Primeiro eliminado do "Aprendiz Celebridade" fala ao iG sobre sua reação na saída do reality e se diz aliviado: "Estou gostando muito mais de assistir do lado de fora"






Nico Puig se emociona ao ser demitido do 'Aprendiz Celebridades'. Foto: Antonio Chahestian / Divulgação / TV Record
1/5
Nico Puig esteve longe da TV desde 2011. Um pouco - ou muito -, por opção. Depois de finalizar seus trabalhos na novela “Amor e Revolução”, do SBT, o ator negou, por duas vezes, o convite para participar do reality “A Fazenda”, da Record. "O que me impediu de fato, mesmo ficando envaidecido com o convite, é o fato de passar três meses tomando banho de sunga. Não comprei o ‘meu’ em três vezes sem acréscimo. Preciso higienizar direitinho. Isso iria me deixar muito agoniado. E essa coisa de dividir quarto também. Já fui da fase de acampamento, tenho ótimas lembranças, então não quero estragá-las”, explicou Nico durante visita à redação do iG, em São Paulo.

Nico Puig
Enquanto negava os convites, Nico participava do primeiro musical de sua carreira, o “Café Cabaret”, se dedicava a seu trabalho como artista plástico e seguia como padrinho do projeto “Diga Não à Leishmaniose”.
Isso antes de repensar sua participação em realities e aceitar integrar a equipe do “Aprendiz Celebridades”, da Record. Desta vez, ele disse sim.
“Eu acho que o ‘Aprendiz’ tem um embasamento que me instiga. O fato de ser uma zona que não é a minha de conforto... Tem também minha admiração por esse mercado empresarial, e eu muito ouvia falar de Roberto Justus na minha casa. A admiração que tenho por ele como empresário, comunicador, cantor, escritor... Gente, ele me abre um leque de opções", afirmou Nico, que apesar da empolgação para disputar o prêmio de 1 milhão de reais, foi o primeiro eliminado do jogo. "O fato de eu ter sido demitido por ele dentro do jogo não me desmerece. Só me abre a possibilidade de ter tido contato com ele (Roberto Justus) e quem sabe um dia ele lembrar de meu nome para algum musical ou alguma coisa que a gente possa trocar figurinhas”, afirmou.
“
“Eu não sou a personagem bad boy, eu não sou os vilões, os estupradores, os drogados".
Lágrimas
Na ocasião da demissão, Nico ficou bastante emocionado, mas nega ter chorado. “Revi a cena por diversas vezes. Me vi com a voz embargada, que é a mesma coisa, afinal”, analisa, reforçando a admiração por Justus. “Sou um cara que trabalha com reciclagem, sou ator, escrevo contos e poemas... como não vou admirar esse cara?”.
As lágrimas – ou apenas emoção – também foram por outro motivo. “É um pouco de vergonha, também, de não poder ter me superado dentro daquela tarefa mesmo achando que eu fiz bem e que existiram outros motivos para minha demissão de fato”.
A sensação de fracasso desapareceu na manhã seguinte, quando participou do programa “Hoje em Dia”, na mesma emissora, logo após sua demissão. “Acho que o maior alívio que senti foi quando saí cabisbaixo , envergonhado, e comecei a encontrar algumas pessoas e elas mostraram que, com prêmio ou sem prêmio, eu era vencedor para elas”, explicou Nico sem conter as lágrimas novamente.
“Isso me aliviou de fato. No dia seguinte, eu estava em um programa matinal da Record e eu percebi que eu estava ao lado de um humorista incrível e me diverti com ele. Nesse momento, falei: ‘que bom, passou’”.
Demissão
“
Eu sei o que Justus procura no programa: o que dá ibope”
Nico elogiou a forma como Justus o demitiu. O ator afirmou que o apresentador foi bastante polido em seu discurso. “Para mim, o que veio de pérolas de delicadezas foi um plus, um ganho. Eu estava esperando uma porrada maior. Até porque quando fui convidado para fazer o programa, eu sabia do que se tratava. Eu sei o que ele procura no programa: o que dá ibope”.
Nico considera que este foi seu maior erro na atração: não ser polêmico. Mas não se arrepende. “Eu não sou a personagem bad boy, eu não sou os vilões, os estupradores, os drogados”, falou em referência aos personagens que interpretou nas novelas e que fizeram com que muitos o comparassem a esse perfil. Uma vontade do ator, aliás, é fazer um mocinho nas tramas, um personagem do bem, longe de um estereótipo criado ao longo de sua carreira e iniciado na novela “Olho por Olho”, nos anos 1990, quando viveu o paranormal Fred.
“Também não sou santo. Sou uma pessoa temperada, tenho sangue catalão. Mas procuro cada dia fazer o meu melhor, tratar o outro como quero ser tratado. Então, de certa forma, eu achei legal, saí bem, saí feliz . Se eu não fui a personagem que eles gostariam que eu fosse, que a imagem que a televisão criou, desculpa, mas eu não sou aquilo. Eu sou o Nico. E o Nico é coração mole, sim”, explicou o ator.
“
O maior alívio que eu tive foi quando eu saí cabisbaixo , envergonhado, e algumas pessoas me mostraram que, com prêmio ou sem prêmio, eu era vencedor para elas"
Nico ainda ressaltou que o prêmio final faria muita diferença em sua vida, embora ele reconheça que muita gente diz que ele tem uma boa situação financeira antes mesmo de ele ingressar na TV, em 1988, quando apresentava o programa “Revistinha”, na TV Cultura. Antes disso, aos 15 anos de idade, buscava oportunidades em produtoras para fazer alguns "bicos" na TV. Na mesma época, saiu de casa e foi morar sozinho.
“Um milhão faz uma diferença absurda na vida do Nico. Porém, não paga o mal estar que eu teria se eu fosse um cara contra a minha ideologia. Eu preciso, antes de qualquer coisa, honrar o meu mundo. Minha felicidade não está no dinheiro. O dinheiro me daria conforto, segurança, tranquilidade. Mas a minha felicidade, isso não tem preço”.
O que também parece não ter preço para Nico é torcer pelos antigos concorrentes de reality, mas longe do confinamento. “Estou gostando muito mais de assistir do lado de fora (risos). Ninguém me proíbe de fumar...”, concluiu Nico, que não tem ainda uma torcida definida.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Leishmaniose Visceral - Cães são eutanasiados em Florianópolis
Saúde pública monitora novos casos de leishmaniose visceral em cães, em bairros de Florianópolis
Técnicos do Centro de Zoonoses ampliam investigação laboratorial e medidas de prevenção a comunidades da encostas do Saco Grande, Monte Verde e Itacorubi; doença também contamina seres humanos
Edson Rosa FLORIANÓPOLIS |
Flavio Tin/ND

Cachorro de sete anos de Ivanor Cezário precisou ser sacrificado
Mesmo classificada como “caso isolado”, a recente contaminação de cachorro doméstico por leishmaniose visceral no alto da comunidade da Pedra de Listras, no Saco Grande, ampliou a área de monitoramento do Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis. A investigação que desde 2010 abrangia basicamente a região da Lagoa da Conceição [Costa, Araçás, Canto e morro do Assopro] se estende à encosta do maciço Central, entre os bairros Cacupé, Monte Verde e Itacorubi.
O monitoramento no maciço norte da Ilha, região de maior concentração de mata atlântica da cidade, começou há três meses. Em março, cachorro de sete anos criado pelo construtor Ivanor Sezário, 55, foi diagnosticado em estado terminal e, como é recomendado nestes casos, foi sacrificado, informa o diretor do Centro de Zoonoses, veterinário Fábio Indá, 29. A eutanásia é necessária porque animais infectados são permanentes hospedeiros do protozoário Leishmania chagasi, transmitido pela picada do mosquito-palha, que também atinge seres humanos e pode causar morte.
O caso deste ano em área de mata atlântica urbanizada foi confirmado por laudo do Lamuf (Laboratório Municipal de Florianópolis). O documento é assinado pela farmacêutica Roniele Balvedi Iacovski e pela médica veterinária Caroline Ricci Müller, após dois tipos de investigação no cachorro de Sezário - exames laboratoriais e testes sorológicos (Elisa e reação de imunofluorescência).
Nos cães, os sintomas são crescimento exagerado das unhas, fraqueza, magreza absoluta e, às vezes, queda de pêlos. A situação, segundo Indá, está controlada, embora recomende atenção aos moradores das áreas de risco.
“A região será incluída no mapeamento das equipes de rua, que nos três últimos anos fazem o controle na região da Lagoa”, garante o veterinário. O controle consiste em testes laboratoriais em animais suspeitos e dos que circulam no raio de convivência deles, distribuição de folhetos informativos e dicas de prevenção.
Três anos de vigília na Lagoa
O primeiro surto de leishmaniose visceral canina em Florianópolis ocorreu em 2010 no Canto Araçás e na Costa da Lagoa, no lado oposto, ou seja, na vertente leste do mesmo morro. “Estamos preocupados, há outros cachorros doentes na comunidade”, diz Ivanor Sezário, que mora nas últimas casas da rua Pedra de Listras, algumas encobertas por copas de garapuvus e outras espécies da mata atlântica.
Para tranquilizar a população, o veterinário Fábio Indá informa que entre 10 de março e 30 de abril foram retiradas amostras de sangue de 78 cães da comunidade. O teste foi positivo apenas no animal criado por Sezário. “Vamos voltar lá e fazer novo levantamento”, anuncia o veterinário. Uma das recomendações dele para quem mora em áreas de mata é manter o entorno da casa sempre limpo e coleiras repelentes, com a substância deltametrina, nos animais caseiros.
Cerca de 70% dos casos de leishmaniose são urbanos. Em 2005, por exemplo, mais de cem pessoas foram infectadas no Vale do Itajaí, conforme pesquisa para tese de doutorado defendida na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) pela epidemiologista Mariel Marlow.
Outra constatação dela é que a doença está em expansão no Brasil, com novos casos predominantemente urbanos e a maioria com origem no Estado. Os primeiros registros em Santa Catarina foram em Quilombo e Coronel Freitas, no Oeste, em 1987. Inicialmente, o número de casos por ano era reduzido, e em sua maioria importados de outros estados onde a doença era endêmica.
Vacina cara só na rede particular
Cara e importada dos Estados Unidos, a vacina não está disponível na rede pública de saúde do Estado. Em Florianópolis, pode ser encontrada em parte da rede particular de veterinárias e pet shops e compradas por encomenda. São três doses aplicadas anualmente, a preços que variam entre R$ 150 e R$ 200 a unidade.
Existe a vacina Leish-tech fabricada no Brasil. Ela é feita junto a UFMG do Laboratório Hertape-Calier . A Leishmune é vendida pelo laboratório TEUTO que assumiu a Pfizer. A primeira tem causado menos reações nos cães. Na verdade a informação correta é: a vacina deve ser aplicada em 3 doses de 21 em 21 dias (religiosamente), nem 20 e nem 22, e depois uma dose anualmente. Tem a coleira scalibor, que é muito eficaz, pois além de repelir o inseto ela mata, pois os 4% de deltametrina contidos na coleira, ficam na camada de gordura do cão, criando assim uma barreira entre a pele e o sangue do animal. A maioria dos insetos, como carrapato, são encontrados mortos no pelo dos cães. O custo benefício da coleira é muito bom, pois ela tem a duração de até 6 meses no animal.
A leishmaniose se manifesta de forma variada, com feridas que não cicatrizam nem doem, e lesões na boca e nariz. No homem, a doença tem cura clínica, mas o parasito sempre ficará no organismo, podendo novamente provocar feridas.
A doença pode ser curada nos homens, não nos animais. Os antimoniais pentavalentes, por via endovenosa, são as drogas mais indicadas para o tratamento, apesar dos efeitos colaterais adversos. Também é utilizada a anfotericina B, cujo inconveniente maior é o alto preço do medicamento. Uma nova droga por via oral, a miltefosina, tem-se mostrado eficaz no tratamento.
A regressão dos sintomas é sinal de controle, mas a doença pode reincidir até seis meses depois do tratamento. Pessoas e animais infectados são considerados reservatórios da doença, porque o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais vetores.
FIQUE POR DENTRO
O que é
O que é
Doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi.
A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado. Na maioria dos casos, o período de incubação é de dois a quatro meses, mas pode variar de dez dias a 24 meses.
Sintomas no homem
Febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos, feridas que não cicatrizam.
Sintomas no cachorro
Crescimento exagerado das unhas, magreza extrema, fraqueza, queda de pelagem e feridas.
Diagnóstico
Além dos sinais clínicos, existem exames laboratoriais - testes sorológicos (Elisa e reação de imunofluorescência), e de punção da medula óssea para detectar a presença do parasita e de anticorpos.
Prevenção
Manter a casa limpa e o quintal livre dos criadores de insetos e das fezes de cães.
O mosquito-palha vive nas proximidades das residências, em lugares úmidos, mais escuros e com acúmulo de material orgânico. Ataca nas primeiras horas do dia ou ao entardecer.
Use coleira repelente em seu animal. (Só a #scalibor repele totalmente o mosquito da leishmaniose.)
Coloque telas nas janelas e embale sempre o lixo.
Casos de leishmaniose são de comunicação compulsória ao serviço oficial de saúde.
Em casos de ferida que não dói e que não cura, procure o serviço de saúde.
Cães de rua devem ser recolhidos e castrados e se possível, encoleirados.
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