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Tela feita pelo grafiteiro CRÂNIO, em apoio à campanha.

Apoio de várias celebridades

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Hebe Camargo num lambeselinho em Grande Otelo, mascote da campanha.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Leishmaniose em humanos descoberta em canil

Por G1 Sorocaba e Jundiaí
 

Polícia encontra canil com cerca de mil cães em situação de maus-tratos em Piedade — Foto: Divulgação/PMPolícia encontra canil com cerca de mil cães em situação de maus-tratos em Piedade — Foto: Divulgação/PM
Polícia encontra canil com cerca de mil cães em situação de maus-tratos em Piedade — Foto: Divulgação/PM
O relatório da Vigilância Sanitária de Piedade (SP) sobre a vistoria realizada no canil Céu Azul, interditado com mais de 1,7 mil cães por suspeita de maus-tratos, apontou que a proprietária do local não avisou a zoonoses sobre três casos suspeitos de leishmaniose em humanos.
A reportagem da TV TEM teve acesso ao relatório da vistoria, que foi realizada no canil de Piedade com a Polícia Militar Ambiental, após denúncia no local. O documento consta que três funcionários que trabalham no canil tiveram suspeita da doença.
O resultado do exame feito em um dos homens ficou pronto nesta segunda-feira e descartou leishmaniose. Os outros dois casos estão sendo aguardados.
Canil fechado por suspeita de maus-tratos não notificou zoonoses sobre leishmaniose em funcionários, aponta relatório — Foto: TV TEM/ReproduçãoCanil fechado por suspeita de maus-tratos não notificou zoonoses sobre leishmaniose em funcionários, aponta relatório — Foto: TV TEM/Reprodução
Canil fechado por suspeita de maus-tratos não notificou zoonoses sobre leishmaniose em funcionários, aponta relatório — Foto: TV TEM/Reprodução
"Do controle de zoonoses: por não notificar três casos suspeitos de leishmaniose humana em três funcionários que trabalham no canil, contrariando os artigos 35º e 36º do decreto mº 40.400. de 24 de outubro de 1995, colocando em risco seus animais e seus funcionários", diz relatório.
Durante a vistoria, a Vigilância Sanitária de Piedade ainda constatou que o canil não apresentava separação dos animais por idade, as baias não eram compatíveis com o tamanho dos cães e que os animais doentes ficavam no mesmo local que os saudáveis.
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TEM Notícias tem acesso a relatório que denunciou o canil interditado em Piedade
O relatório ainda frisou o encontro de medicamentos vencidos, a falta da presença de um médico veterinário responsável e o número de funcionários trabalhando no canil não era compatível com a quantidade de cães que eram criados no local.
Por fim, a Vigilância Sanitária de Piedade ainda confirma que o canil não era registrado pelo órgão e não cumpria todas as exigências impostas por normais legais municipais, estaduais e federais.
Canil de Piedade com mais de 1,7 mil cães é fechado após denúncia de maus-tratos — Foto: TV TEM/ReproduçãoCanil de Piedade com mais de 1,7 mil cães é fechado após denúncia de maus-tratos — Foto: TV TEM/Reprodução
Canil de Piedade com mais de 1,7 mil cães é fechado após denúncia de maus-tratos — Foto: TV TEM/Reprodução

Entenda o caso

O canil Céu Azul funcionava em um sítio na zona rural de Piedade, no bairro Goiabas. A Polícia Militar Ambiental recebeu uma denúncia anônima sobre a situação irregular do estabelecimento e, na quarta-feira, enviou uma equipe até o local para fazer a averiguação.
A Polícia Militar Ambiental confirmou a denúncia e entrou com o pedido de fechamento do canil. Foi constatado que o local funcionava clandestinamente, com instalações inadequadas, falta de higiene e organização.
O canil ainda não atendia ao código sanitário vigente e às demais legislações estaduais e municipais. Mais de 1,7 mil cães, de diversas raças, foram encontrados no local e eram mantidos para reprodução e comercialização.
Diante da situação, a Prefeitura de Piedade, por meio da Vigilância Sanitária, lavrou auto de infração e de interdição do canil devido às irregularidades constatadas pela Polícia Militar Ambiental. Segundo a prefeitura, o local não tem alvará de funcionamento e não paga impostos.

Resgate

Na quinta-feira (14), alguns animais começaram a ser levados à ONG da protetora Luisa Mell. Segundo a ativista, a ação só foi possível depois que ela negociou a doação com a dona do canil, que teria assinado um termo abrindo mão de todos os animais.
ONG da ativista Luisa Mell foi resgatar mais de 1,5 mil de canil em Piedade — Foto: Instagram/ReproduçãoONG da ativista Luisa Mell foi resgatar mais de 1,5 mil de canil em Piedade — Foto: Instagram/Reprodução
ONG da ativista Luisa Mell foi resgatar mais de 1,5 mil de canil em Piedade — Foto: Instagram/Reprodução
Luisa disse que a quantidade de animais resgatados é tão grande que ela precisou alugar emergencialmente dois galpões em Mairiporã.
"Esse é o maior resgate de cães da história do mundo. Fizemos uma pesquisa e vimos que a maior era nos EUA, com cerca de mil."
A ativista informou que todos os animais passarão por exames, vacinação e castração e serão colocados para doação no futuro. Em um vídeo feito por ela no canil é possível ver alguns cães com ferimentos, debilitados, feridos e outros cegos. Ela até cita o local como um "campo de concentração animal".
O resgate de mais de 1,7 mil cães do canil terminou na tarde deste domingo (17). A Justiça também negou o pedido de mandado de segurança da dona do canil Céu Azul. Para tentar evitar a mobilização, a proprietária do canil em Piedade entrou na Justiça para tentar suspender a transferência dos cães.
O pedido de mandado de segurança foi negado pela juíza Luciana Mahuad. De acordo com a decisão, não houve ato ilícito pelo Instituto Luisa Mell, responsável pelo resgate dos cães, já que a ação de interdição do local foi tomada por funcionários da prefeitura e da Polícia Ambiental.
Segundo o instituto, a dona do canil assinou um termo de doação dos cães para que fosse possível a retirada dos animais do canil de Piedade. A juíza ressaltou o contrato em sua decisão, e disse que "a retirada dos animais está amparada em contrato de doação celebrado pela própria impetrante".
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Vídeo de protetora de animais mostra cães debilitados em canil interditado em Piedade

Dano ambiental

A Polícia Militar Ambiental também encontrou um local de incineração de animais no canil. Em entrevista à TV TEM, o tenente da Polícia Ambiental, André Manoel, afirmou que o canil Céu Azul não tinha autorização para realizar a cremação de animais.
Canil fechado pela Polícia Ambiental com mais de 1,5 mil animais tinha local para incineração de cães — Foto: Luisa Mell/Arquivo PessoalCanil fechado pela Polícia Ambiental com mais de 1,5 mil animais tinha local para incineração de cães — Foto: Luisa Mell/Arquivo Pessoal
Canil fechado pela Polícia Ambiental com mais de 1,5 mil animais tinha local para incineração de cães — Foto: Luisa Mell/Arquivo Pessoal
Ainda segundo o policial, outros danos ambientais foram constatados no canil. "Foi verificado que existe o despejo irregular de esgoto não tratado, que passa ao fundo da propriedade. Não foi apresentada autorização para captação de águas, onde haveria necessidade de uma outorga."
Ainda segundo a Polícia Ambiental, a dona do canil pode ser multada em R$ 3 mil por cada cachorro que apresentar sinais de maus-tratos. O Procon anunciou que também vai multar a proprietária.
Veja mais notícias da região no G1 Sorocaba e Jundiaí

domingo, 17 de fevereiro de 2019


PROTOCOLO DE “DUPLA DEFESA” VISA PROTEGER CÃES CONTRA LV E DIROFILARIOSE

Produtos repelentes e inseticidas são a base para a proteção Double Defense
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Sendo uma doença em expansão e negligenciada, por muito tempo, no Brasil e na América do Sul, a leishmaniose soma quase 4 mil casos humanos por ano, mas, na visão do médico-veterinário Paulo Tabanez, a enfermidade canina ainda é subestimada. Ele lembra que, durante décadas, o governo utilizou a eutanásia como forma de controle da doença, mesmo essa atitude sendo antiética, ineficaz e impraticável.
Tabanez explica que existem vários protocolos terapêuticos para a doença. “No Brasil, algumas drogas são exclusivas para uso em seres humanos para evitar uma anedótica e possível resistência do protozoário a essas drogas. Este é um dos argumentos dados pelo governo a fim de explicar por que veterinários não deveriam tratar animais, além do risco de infecção a seres humanos. Contudo, eutanasiar animais como método de controle é uma medida comprovadamente fraca”, avalia.
Também há outra enfermidade que atrai a atenção de profissionais da Medicina Veterinária: a dirofilariose. Trata-se de uma doença antropozoonose emergente de cães, de caráter crônico, causada por nematódeos do gênero Dirofilaria, onde a espécie D. immitis é amplamente conhecida. A transmissão vetorial ocorre pelos hospedeiros intermediários, os quais correspondem aos mosquitos dos gêneros Aedes, Culex e Anopheles. A dirofilariose é, também, conhecida como cardiopatia parasitária e com ampla distribuição geográfica, particularmente em regiões tropicais e subtropicais. 
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Priscila Brabec afirma que o trabalho da
empresa tem como foco o bem-estar e a saúde
dos animais (Foto: divulgação)
Visando combater esses dois problemas, a Ceva Saúde Animal (Paulínia/SP) criou o conceito “Double Defense”. O protocolo, que objetiva a defesa dupla, é uma abordagem multimodal para a prevenção de importantes enfermidades nos cães, como dirofilariose e leishmaniose. A estratégia multimodal baseia-se no conceito de proteger o animal topicamente (controlando o vetor), por meio de produtos repelentes e inseticidas, e sistemicamente, pelo uso de produtos que tenham ação contra o agente, coibindo o desenvolvimento do patógeno e o desenvolvimento da doença.
No caso da dirofilariose, o protocolo Double Defense baseia-se na prevenção mensal com o uso de produto anti-helmíntico à base de ivermectina oral para cães, por exemplo (ação sistêmica) associado ao emprego de um produto tópico de efeito repelente e inseticida contra os mosquitos transmissores. Por anos a prevenção preconizada contra a dirofilariose foi baseada apenas no uso de produtos sistêmicos (à base de lactonas macrocíclicas). No entanto, após mais de 30 anos, os pesquisadores perceberam que o protocolo estava sendo insuficiente e que precisavam adicionar algo a ele: daí o conceito do protocolo Double Defense.
A Sociedade Americana de Dirofilariose (AHS), assim como os maiores especialistas da área, recomendam uma abordagem multimodal onde se associa a prevenção sistêmica com o controle do vetor por meio de produtos tópicos de ação repelente e inseticida (como o Vectra 3D) - fazendo assim uma barreira dupla contra esta doença.
Controlar o vetor é considerada a estratégia ouro na prevenção das doenças transmitidas por vetores artrópodes, além de promover a saúde humana, minimizando a transmissão das zoonoses.
O mesmo conceito deve ser aplicado para a prevenção da leishmaniose visceral canina. A defesa dupla consiste na administração da vacina recombinante Leish-Tec (única vacina aprovada no Brasil) e utilização de um produto tópico com efeito repelente contra o flebótomo transmissor (como o Vectra 3D). A vacinação produz uma resposta imunológica altamente específica e segura contra a doença, de acordo com a companhia, e o uso do Vectra 3D aumenta ainda mais a proteção, repelindo e eliminando os flebótomos que transmitam a doença. Uma dupla proteção: contra o agente e contra o vetor.
Em resumo, o protocolo Double Defense consiste em utilizar duas ferramentas para proteção do animal: proteção interna, com vacina ou preventivos sistêmicos contra o agente, e a proteção externa, com produto tópico repelente e inseticida contra o vetor (como o Vectra 3D). Dessa forma, o protocolo atua inibindo o desenvolvimento da doença e da transmissão do patógeno, aliando as ferramentas para controle e combate de importantes enfermidades para os cães.   
A gerente de Produtos do canal veterinário da Unidade Pets da Ceva Saúde Animal, Priscila Brabec, afirma que o trabalho da empresa tem como foco o bem-estar e a saúde dos animais. “Pensando nisso, o conceito Double Defense trabalhado mundialmente pela Ceva visa proteger os cães dessas doenças, utilizando um repelente tópico e uma proteção sistêmica. No caso da leishmaniose, por exemplo, é importante evitar a picada do vetor transmissor (Lutzomyia longipalpis) e, também, proteger contra o agente (leishmania), caso ocorra a transmissão. Por isso, a Ceva oferece os produtos Vectra 3D, como repelente tópico e Leish-Tec, vacina recombinante contra leishmaniose visceral canina para a proteção dos cães contra a leishmaniose”, menciona. 
Tabanez reforça que existem protocolos e abordagens que podem de ser utilizadas nos animais de companhia. “Os pets infectados devem ser tratados e controlados com repelentes inseticidas para evitar o contato vetor – cão, além de acompanhados por um médico-veterinário especializado. Nesta situação, o cão não representa risco”, pontua. Além de repelentes e vacinação, o profissional cita o manejo ambiental e a educação em saúde como formas de prevenção da doença.
Confira vídeo explicativo sobre o contágio da leishmaniose e as opções, apresentadas pela empresa, como forma de prevenção:

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

rumadinho - Tragédia com certeza trará doenças infecciosas, leishmaniose está entre elas.

Contaminações em Brumadinho podem ocorrer por contato direto, consumo de água e até pelo ar, expondo moradores a série de enfermidades

Potencialmente rico em metais pesados perigosos à saúde, o mar de lama proveniente do rompimento de uma barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro, já começa a oferecer riscos à saúde dos moradores na região.
Rejeitos de mineração são resultado do processo de separar o minério de ferro bruto de impurezas sem valor. É essa sobra que contém restos de minério, sílica e derivados de amônia.
A Vale afirma que a lama não é tóxica. Mas especialistas garantem que há danos ambientais graves, como a contaminação do solo e da água por minério fino proveniente da sobra dos rejeitos.
A extensão do impacto ainda é difícil de ser medida. As primeiras medições, feitas no último domingo (03/05) pela Fundação SOS Mata Atlântica, surpreenderam:  desde o “marco zero” da tragédia, em Brumadinho, até a hidrelétrica de Três Marias, em Felixlândia, o rio Paraopeba pode ser considerado morto.
“Mesmo os que não tiveram contato com a lama poderão se contaminar por meio do consumo de água que esteve em contato com a lama e, ainda, pela inalação da poeira gerada pela grande área exposta com essa lama”, adverte Claudia Carvalhinho Windmoller, química da Universidade Federal de Minas Gerais que coordenou uma das primeiras pesquisas sobre a contaminação o desastre de Mariana.
A composição dos rejeitos ainda não foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, que estuda amostras do rejeito vazado. Mas, segundo Windmoller, a lama de Brumadinho deve ser semelhante à que inundou o distrito de Bento Rodrigues em 2015.
“Estamos falando de uma lama possivelmente fonte de metais como ferro, alumínio e manganês em quantidades muito grandes, além de metais mais tóxicos, em menor quantidade, como cromo, chumbo, arsênio e níquel”, explica a química.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais orientou a população a não consumir alimentos que tiveram contato com a lama, nem mesmo os que estavam embalados e enlatados, e não ingerir água ou comer peixes do rio Paraopeba, assim como não nadar ou pescar no rio.

Criança de 3 anos morre de leishmaniose no Rio de Janeiro


https://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/balanco-geral-rj/videos/crianca-de-3-anos-morre-apos-contrair-leishmaniose-em-comunidade-do-meier-05022019?fbclid=IwAR2eM1mXDGJUDADcevSu9GONIC43ysFRo0FF3Hz84Sf
Q204qb3-LRqNu9a8




Criança de 3 anos morre após contrair leishmaniose em comunidade do Méier 

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Uma criança de 3 anos morreu, nesta segunda-feira, depois de contrair leishmaniose. Ângelo Miguel Monteiro de Matos morava na comunidade Camarista Méier, na zona norte do Rio, onde moradores sofrem com a falta de saneamento básico. A doença é transmitida por um mosquito conhecido como palha e não é contagiosa. O inseto fica em locais úmidos, escuros e com muitas plantas.